Na rubrica “Perdidos no Tempo” desta semana falamos sobre um jogador que terá sido, porventura, um dos mais talentosos a chegar ao Dragão no presente século. Falo de Carlos Alberto. Um menino que chegou em janeiro de 2004 ao FC Porto, fez história e desapareceu.

A generalidade dos portistas lembrar-se-á deste pedido expresso de José Mourinho a Pinto da Costa para o ataque final à Liga dos Campeões desse ano. “Feijão”, como é conhecido no mundo do futebol, aterrou no Porto vindo do Fluminense FC onde se havia tornado profissional em 2001 e que, após 22 golos em 43 jogos, aguçou o apetite do Velho Continente.

Foi nesses meses sob o comando de Mourinho que Carlos Alberto mostrou todo o potencial que lhe era reconhecido, tendo inclusive sido chamado à Seleção Nacional A do Brasil. Atuava em qualquer posição do meio campo ofensivo e era um fantasista. Impressionava pela técnica e capacidade de drible. Velocíssimo a conduzir a bola, era, igualmente, primoroso no capítulo do passe. Era, ainda, dono de um excelente e fácil remate. Ainda hoje, Mourinho recorda Carlos Alberto como um dos mais brilhantes e cintilantes diamantes em bruto que lhe passou pelas mãos e alguém em quem o atual treinador do Manchester United chegou a acreditar, um dia, poder vir a tornar-se no melhor jogador do planeta. O problema estava na cabeça. Mas já lá vamos.

Coroou esses tais meses de enorme qualidade com o fantástico golo inaugural da final de Gelsenkirchen frente ao AS Mónaco (3-0 foi o resultado final) e fechou a temporada como um dos jovens mais prometedores a atuar na Europa.

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Carlos Alberto ajudou o FC Porto a vencer a segunda Liga dos Campeões da sua história em Maio de 2004
Fonte: FC Porto

No verão de 2004, José Mourinho deixou o FC Porto para assinar pelos londrinos do Chelsea FC e a carreira (que estava apenas a começar) do (na altura) jovem brasileiro entrou em declínio. Em boa verdade, depois disso, pouco ou nada resta para contar sobre os méritos do jogador. Depois de uma temporada (2004/2005) que só não se pode apelidar de catastrófica para o clube e para o jogador porque venceu a Taça Intercontinental em Yokohama frente aos colombianos do CD Once Caldas, Carlos Alberto decidiu voltar ao Brasil para jogar no SC Corinthians. A partir daí são, pode dizer-se, mais conhecidos os escândalos fora do relvado do que golos e boas exibições dentro de campo. Voltou a tentar, sem sucesso, a sorte na Europa (entre 2007 e 2009) ao serviço do SV Werder Bremen da Alemanha e retornou, de novo, ao seu país de origem onde só voltou a ter algum destaque nas três épocas a jogar com a camisola do CR Vasco da Gama (2010-2013). Seguiram-se passagens fugazes e infelizes por Grémio FBPA, EC Bahia, Goiás EC, Botafogo FR, Figueirense FC e Atlético-PR. Encontra-se, atualmente, e a caminho dos 34 anos de idade, sem clube.

Fica para a história do FC Porto com um dos heróis de 2004 e será sempre recordado como um dos brasileiros com maior potencial da sua geração. Diz o próprio que, infelizmente, José Mourinho foi o único treinador que conseguiu puxar por ele e afastá-lo de alguns vícios boémios que o impediram de atingir o estrelato.

Fonte de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.