Chega-nos de Marrocos o ‘perdido no tempo’ desta semana. Dono de um estilo muito atrativo, essencialmente pela qualidade técnica e velocidade que emprestava ao seu jogo, Tarik perdurará na memória muito por culpa do golo maradoniano que apontou num jogo da Liga dos Campeões, frente ao Olympique de Marseille.

Nascido em Fès, Marrocos, a 13 de maio de 1977 e hoje com 41 anos (já retirado do futebol), Tarik começou por dar os primeiros passos no desporto rei no país de origem, mais concretamente na cidade que o viu nascer. Corria o ano de 1997 quando deu início ao périplo pelo estrangeiro, do qual haveria de guardar boas memórias, essencialmente das estadias na Holanda e Portugal. Tudo começou com curtas e irrelevantes passagens, primeiro por Association de la Jeunesse Auxerroise (Auxerre), depois por CS Marítimo e Neuchâtel Xamax Football Club Serrières. O ingresso no Willem II Tilburg em 1990 afigurar-se-ia como determinante para uma carreira que se direcionou sempre no sentido ascendente. Cinco épocas e 19 golos depois eis que chega o convite do Alkmaar Zaanstrek (AZ Alkmaar) para mais duas épocas de altíssimo nível, determinantes para a chegada ao FC Porto, por mão de Co Adriaanse.

Tarik Sektioui marcou os adeptos portistas
Fonte: Mercato 365

Estávamos no ano de 2006 e o treinador holandês, em conflito com os jogadores e com Pinto da Costa, acaba substituído por Jesualdo Ferreira. Tarik começou por não se ressentir dessa mudança, começando a época a titular, num fulgor inicial que rapidamente haveria de terminar. Arredado das opções iniciais, concordou em mudar-se no mercado de inverno para o RKC Waalwijk de forma a ganhar balanço para uma época e meia de grande nível nos azuis e brancos. 52 jogos e 11 golos fecharam o ciclo de dragão ao peito. A carreira de futebolista, contudo, haveria de conhecer mais dois episódios. Primeiro, o Ajman Club dos Emirados Árabes Unidos e, por fim, o retorno ao clube onde havia dado os primeiros passos no futebol, o Maghreb Fès. No total, Tarik conta 277 jogos como profissional, nos quais apontou 57 golos.

A nível internacional representou a sua seleção em 18 ocasiões e marcou cinco golos, dando o seu contributo da edição de 2008 da CAN, que se realizou no Gana.

Do palmarés destacam-se três campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Ao serviço do Maghreb Fès conquistou ainda a Taça da Confederação CAF (Segunda competição de clubes em importância organizada pela Confederação Africana de Futebol e resultado da fusão entre a CAF Cup e a African Cup Winner’s em 2004)

Foto de Capa: Yting

Artigo revisto por: Jorge Neves

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