Perdidos no Tempo – Tomás Costa

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Há dez anos atrás, na temporada 2008/2009, chegava ao FC Porto Tomás Costa, mais uma aposta dos “Dragões” no mercado argentino. Na altura, eram oito os jogadores argentinos que compunham o plantel do FC Porto: Nélson Bénitez, Lucho González, Mario Bolatti, Mariano González, Andrés Madrid, Lisandro López, Ernesto Farías e, por fim, o próprio Tomás Costa. No entanto, o médio centro tinha uma concorrência de peso no meio-campo aquando da sua primeira temporada e nunca conseguiu agarrar o seu lugar em definitivo.

Iniciou a sua carreira profissional no Club Atlético Rosario Central. Chegou ao clube aos 18 anos, para jogar nas camadas jovens, e rapidamente subiu à equipa principal onde jogou durante duas épocas. Na primeira época realizou 13 jogos, grande parte deles como suplente, e marcou 1 golo. A segunda temporada ao serviço do C.A. Rosario Central foi o seu período de afirmação na equipa. Foi titular em quase todos os 34 jogos que disputou, fazendo dois golos e cinco assistências.

Foram estes os números que levaram o FC Porto a fazer uma abordagem pelo argentino em 2008/2009 através de uma oferta de 3.20 milhões de euros pelo centro-campista. Chegou a um FC Porto treinado por Jesualdo Ferreira que procurava a conquista do tetracampeonato, por isso, a fasquia estava elevadíssima. Prova disso era a disputa pela titularidade no meio campo, com nomes como Lucho González, Raúl Meireles, Fredy Guarín e Fernando Reges a quererem mostrar serviço de dragão ao peito. Assim sendo, foi difícil para Tomás Costa se afirmar como titularíssimo, mas o argentino conseguiu somar quase 2000 minutos, marcando um golo e fazendo três passes para golo.

Tomás Costa teve um passagem discreta ao serviço dos dragões
Fonte: FC Porto

Na temporada 2009/2010, ainda com Jesualdo Ferreira no comando do FC Porto, chegam ao clube mais três argentinos centro-campistas para o ataque ao pentacampeonato e colmatar a saída de Lucho González. Fernando Belluschi, Sebastian Prediger e Diego Valeri vieram roubar alguns possíveis minutos de jogo ao compatriota Tomás Costa e o mesmo acabou por fazer 32 jogos, grande parte como suplente utilizado e, mais uma vez, um golo e três assistências. O objetivo não foi alcançado e o FC Porto acabou por ficar em 3º lugar na Liga Portuguesa.

Com a chegada de um novo treinador, André Villas-Boas, Tomás Costa deixou de ser opção e a direção portista decidiu emprestar o jogador ao CFR Cluj da Roménia. Foi o segundo clube europeu do jogador, até que Tomás Costa regressou na época seguinte à América do Sul por empréstimo do FC Porto, sendo cedido ao C.D Universidad Católica do Chile.

Acabou por sair a custo zero do FC Porto na temporada 2011/2012 e regressou ao país onde nasceu e cresceu para jogar no Club Atlético de Colón. Conta com passagens, novamente, pelo C.D Univesidad Católica, pelo Club Atlético Penãrol (Uruguai), pelo Club Olimpo (Argentina) e atualmente joga no Club Alianza Lima (Peru).

Até ao momento, Tomás Costa tem um palmarés com nove títulos, sendo eles: uma Liga Portuguesa, duas Taças de Portugal, uma Supertaça Cândido de Oliveira, uma Supertaça da Roménia, duas Ligas Uruguaias, uma Liga Chilena e uma Taça do Chile.

Foto de Capa: Zimbio

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tiago Moura
Tiago Mourahttp://www.bolanarede.pt
Desde criança a colecionar cromos e recortes de jornais de vários jogadores até às longas carreiras nos videojogos no seu clube do coração, foram muitas as alegrias que o desporto rei lhe proporcionou. Assume ficar fulo quando não consegue acompanhar um jogo da equipa da cidade Invicta, mas no que toca a tudo o que acontece à volta do seu clube sente a obrigação de estar sempre atualizado. Estuda Ciências da Comunicação e é através da escrita que se prefere expressar.

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