A CRÓNICA: DRAGÕES CONSEGUIRAM ULTRAPASSAR MURALHA ALGARVIA

Portimonense SC e FC Porto encontraram-se pela 39.ª vez, a dez jornadas do fim do campeonato, numa partida com uma carga elevada de importância para os dois clubes, apesar das diferenças entre ambos na tabela de classificação. Os dragões conseguiram manter a série de vitórias frente aos algarvios, somando assim o 13.º triunfo consecutivo e mantendo seguro o segundo lugar. O familiar onze inicial em 4-4-2 de Conceição tremeu ao intervalo, mas não arredou pé e somou mais três pontos num jogo que foi verdadeiramente polarizado.

Uma primeira parte muito murcha de ambas as equipas com o vento a ser provavelmente o elo mais interventivo. Koki Anzai ainda ameaçou a baliza de Marchesín após desatenção do setor defensivo azul e branco, mas foi caso único na primeira meia hora. O FC Porto dominou na posse de bola e instalou-se no meio campo dos aurinegros, mas o Portimonense SC apresentou-se muito sólido e atento quando foram chamados a intervir cá atrás.

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Sentiu-se um FC Porto muito nervoso após as sucessivas tentativas falhadas para transpor a muralha de cinco homens do Portimonense SC. Faltava profundidade, largura e alguém que pudesse desequilibrar ofensivamente. Porém, o setor defensivo da equipa de Portimão deu uma verdadeira aula de como estancar o caudal atacante do FC Porto, mas só até sofrerem o 0-1.

Um golo às três pancadas e que reflete a vontade e a insistência dos visitantes para se superiorizarem no marcador. Faltou agressividade e intensidade, num primeiro momento, em Boa Morte para travar Corona na faixa lateral e, depois, num segundo momento e já na pequena área, um deslize de Lucas Possignolo marcando na própria baliza após tentativas falhadas de Sérgio Oliveira e Marega.

O início da segunda metade foi mais apelativo do que na primeira parte, muito por culpa do maior atrevimento do Portimonense SC no processo ofensivo, mas também do maior espaço que os dragões deram para jogar. Beto encarregou-se de criar oportunidades para a equipa da casa e apanhou o FC Porto várias vezes em contrapé, ainda que tenha falhado na hora da concretização.

Apesar do 0-1 do FC Porto, sentia-se que o jogo estava em aberto e que a equipa de Paulo Sérgio ainda tinha uma palavra a dizer na partida. E a palavra acabaria por ser dita. Minuto 64, passe para a desmarcação de Fali Candé e de frente a baliza prefere deixar em Beto que remata contra Marchesín. Na recarga após a defesa do guardião portista, Candé, sozinho e de frente para a baliza cabeceia para o golo do empate.

E se o jogo esteve murcho nos primeiros 45 minutos, na segunda parte foi totalmente o oposto em todos os sentidos. Após falta sofrida no meio campo ofensiva dos dragões, Sérgio Oliveira assumiu, como habitualmente, o papel de marcar o pontapé de livre. Do pé direito do centrocampista português saiu um verdadeiro golaço que fez o 1-2 para o FC Porto (minuto 67). Reações quentes ao golo por parte de Sérgio Conceição e Paulo Sérgio que lhes valeu a expulsão e acabou por despoletar momentos de tensão no túnel do Portimonense SC.

Após a temperatura ter subido no Algarve, o jogo, dentro das quatros linhas, acabou por resfriar. Sentia-se um Portimonense SC mais combalido e com menos confiança para recuperar o empate, oferecendo aos Dragões o leme da partida que através de Toni Martínez e Sérgio Oliveira ainda ameaçaram a baliza de Samuel Portugal. Terminada a partida, o FC Porto soma a 16ª vitória no campeonato e aguarda por um deslize do Sporting CP, mas também por uma perda de pontos do SC Braga e SL Benfica que defrontar-se-ão ainda nesta jornada.

 

A FIGURA

Top peças fundamentais no clássico porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sérgio Oliveira – Mais uma grande exibição para o médio português. Foi o homem que mais fez jogar, principalmente na primeira parte através dos passes longos pelo ar. Na segunda parte, tira as medidas à baliza e consegue mais um grande golo através da execução de um pontapé de livre. Cada vez mais crescido o 27 do FC Porto.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mehdi Taremi – Esteve praticamente desaparecido em todo o jogo, aparecendo apenas numa situação de perigo do FC Porto em que poderia ter feito muito melhor. O iraniano segue para o sétimo encontro sem faturar e pode-se dizer que não está a viver o melhor dos momentos na equipa portista.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Os aurinegros entraram em campo com uma linha de cinco defesas e quatro médios, sendo que um deles, Aylton Boa Morte, aparecia por vezes em terrenos mais ofensivos. Beto era homem só na frente de ataque do Portimonense SC e a falta de um parceiro ofensivo acusou na estratégia de jogo após sofrerem o 1-2. Pedro Sá era responsável por ser o médio mais recuado e ajudar a equipa a travar as paradas ofensivas do FC Porto de forma a evitar golos sofridos.

Apesar da adoção de uma postura totalmente recuada nos primeiros 45 minutos do encontro, após o intervalo assistimos a outra versão do Portimonense SC que optou por jogar com maior profundidade e mais ofensivamente. Acabou por lhes valer um golo e não fosse também a infelicidade de Samuel Portugal no lance do golo de Sérgio Oliveira o resultado poderia ser outro. Após o 1-2 o Portimonense SC não se conseguiu levantar e reagir ao resultado e acabou por perder totalmente a organização e a estratégia delineada no intervalo da partida. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (6)

Fahd Moufi (6)

Maurício Antônio (7)

Willyan (6)

Lucas Possignolo (6)

Fali Candé (7)

Dener (7)

Pedro Sá (6)

Koki Anzai (6)

Aylton Boa Morte (6)

Beto (6)

SUBS UTILIZADAS

Luquinha (6)

Anderson Oliveira (6)

Fabrício (6)

Jafar Salmani (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto teve sérias dificuldade em conseguir colocar em prática a filosofia de jogo habitual e na primeira metade houve uma grande escassez de profundidade e desequilíbrio no processo ofensivo. Isto porque depois de se depararem com a linha de cinco defesas do Portimonense SC, deu-se uma sucessão de tentativas falhadas de colocar a bola pelo ar na frente de ataque portista.

O FC Porto, apesar de ter sempre assumido o controlo da partida, acabou por acumular algum nervosismo, mas o autogolo de Possignolo, que reflete o decurso da primeira parte, veio acalmar a equipa portista e refrescar os ânimos para o intervalo. No início da segunda parte o FC Porto subestimou o Portimonense SC e perdeu o foco na partida, principalmente no setor ofensivo, acabando por conceder um golo. A tirada de Sérgio Oliveira no pontapé de livre veio gelar o Algarve e deu mais confiança aos dragões, que seguraram a partida até ao fim do encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Manafá (6)

Mbemba (6)

Pepe (6)

Zaidu (6)

Sérgio Oliveira (8)

Uribe (7)

Otávio (7)

Tecatito Corona (7)

Taremi (5)

Marega (6)

SUBS UTILIZADAS

Diogo Leite (7)

Grujíc (-)

Luis Díaz (7)

Toni Martínez (7)

Francisco Conceição (6)

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