Num estádio recentemente preparado com a inclusão de uma nova bancada, jogou-se o terceiro encontro entre algarvios e nortenhos na presente temporada. O FC Porto vinha de uma recente vantagem de 5 pontos em relação aos adversários directos, nomeadamente, Benfica e Sporting. O Portimonense atravessara uma fase estabilizadora a nível de tabela classificativa e em território caseiro, à terceira como se costuma dizer, é de vez.

O FC Porto com uma deslocação bastante difícil naquela que é a luta pelo título de campeão nacional, e os algarvios a precisarem de pontuar para aumentar a estabilidade no campeonato português.

O encontro a iniciar-se com uma entrada forte pelos Dragões, com muita posse de bola, jogo simples, objectivo e directo. Ambiente fantástico no Portimão Estádio, a contar com uma excelente casa e grande apoio por parte da equipa Portista. O golo era esperado e Marega aos 10 minutos de jogo a inaugurar o marcador, apesar de grande contestação por alegado fora-de-jogo de Soares, caso que poderia ter sido digno de verificação por parte do vídeo-árbitro.

Decorria o minuto 16’ quando ocorreram desacatos dentro da claque portista, com agressões entre adeptos, algo que não dignifica o espectáculo, e Otávio aproveitava uma desatenção da defesa do Portimonense para ampliar a vantagem para 2-0.

Um Portimonense que teimou em impor o seu jogo. O Porto entrou forte, dominou e não descansou enquanto não marcou e tranquilizou.  Com linhas azuis altas, os da casa não conseguiram impedir a vantagem portista que se constatava no minuto 30.

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À boca do intervalo, e quando o Porto dominava mas não pressionava, Marega encostava para o 3-0. Um Portimonense impotente e sem ideias, completamente a deixar jogar o Porto, culpa também dos Dragões que desde inicio impuseram o seu elevado ritmo de jogo.
Ao intervalo constava um 3-0 a favor do FC Porto, que era inteiramente justo.

Marega foi sempre o alvo a abater pelos algarvios Fonte: Sul Informação

A segunda parte foi mais de gestão por parte do Porto, com Nakajima e Fabrício a serem os mais inconformados. Contudo, ao minuto 60’ Soares cabeceou para o 4-0 com contornos de goleada. Sérgio Conceição antes da partida tinha afirmado que a deslocação a Portimão era de nível elevado de dificuldade, mas a verdade é que foi mais fácil a prática do que a teoria.

Perto do minuto 67’ e o Porto ampliava para 5-0, desta feita através de Brahimi, ainda que a bola tenha batido no poste.  O passeio do Porto por terras algarvias contava já com uma mão cheia de golos, e prometia não ficar por aqui. Um resultado desnivelado que demonstra a supremacia dos dragões.

O jogo caminhava para o fim, o Porto baixava a intensidade e geria a seu belo prazer, contra um Portimonense que já só queria que o jogo terminasse. Ainda assim, houve tempo para a equipa da casa brindar os seus adeptos com um golo através de Lucas Possignolo à passagem do minuto 91.

O FC Porto goleou e convenceu, jogou como um verdadeiro campeão e mantém a vantagem de 5 pontos para os adversários directos. Os Algarvios nunca conseguiram impor o seu jogo, a bola teve íman azul e branco e o mote para o título está bem lançado.

Estiveram presentes no Portimão Estádio 5,517 espectadores.