fc porto cabeçalhoEis que, ao completar os primeiros novos jogos desta nova época, os Dragões apresentam um saldo de cinco vitórias, três empates e uma derrota. No momento da partida para Inglaterra, com o intuito de alcançar um resultado positivo no reduto do campeão inglês, é certo que o FC Porto de Nuno Espírito Santo necessita de trabalhar. E muito!

As debilidades azuis e brancas foram mais nítidas no jogo em Alvalade. Arbitragens à parte, a verdade é que o Sporting CP destruiu a equipa da Invicta na segunda parte. Se compararmos a qualidade de jogo apresentado pelos rivais lisboetas, a equipa azul e branca ainda está três passos atrás de ambos. Desde o clássico, os resultados negativos contra o Copenhagen e em Tondela fizeram soar os alarmes no Dragão. É crucial que o ex-guarda redes e agora líder desta equipa consiga manter-se perto da liderança enquanto trabalha as novas dinâmicas que implantou num sistema de jogo pobre, herdado de Julen Lopetegui.

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É no Olival que Nuno Espírito Santo tem de trabalhar muito nas novas ideias
Fonte: FC Porto

Ao contrário das últimas duas épocas, o eixo central da defesa tem mostrado menos debilidades defensivas. Talvez seja fruto da liderança de Felipe ou da maturidade de Marcano mas a verdade é que os erros defensivos já não são tantos e a equipa sente mais segurança e confiança nos seus centrais. O próprio central espanhol é um dos jogadores que mais vezes envergaram a braçadeira de capitão nestes primeiros jogos, o que prova já uma certa maturidade e confiança no jogador. Apesar desta melhoria significativa, é visível que Felipe ainda tem de se adaptar ao futebol europeu e não “entrar a matar” em cada lance. Poderá colocar a equipa em inferioridade numérica num momento importante caso não seja treinado para se conter.

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O meio-campo é a zona do terreno onde há mais qualidade. Infelizmente também é o miolo que precisa de mais trabalho. Nuno Espírito Santo está a tentar jogar com mais jogadores na frente mas a realidade é que os Dragões encontram muitas dificuldades em ligar os jogadores do meio-campo ao ataque. Herrera, André André ou Oliver assumem-se como os portadores da bola nessa transição, mas é natural este sentimento de apreensão, uma vez que ainda não há muitas rotinas imprimidas nessas transições.

Já na frente de ataque, o FC Porto é muito dependente do rendimento de Otávio e de André Silva. Quando estes dois jogadores estão num nível mais abaixo do que o normal, a equipa ressente-se e encontra muitas dificuldades em encontrar o caminho para o golo. Uma equipa que quer ser campeã não pode depender exclusivamente da veia goleadora de André Silva e da criatividade de Otávio. Sobretudo quando pode contar com Brahimi, Diogo Jota, Corona e o renascido Adrián para desequilibrar.

Leicester é o próximo adversário a ser superado e uma derrota em terras de sua majestade pode complicar as contas azuis e brancas nesta fase de grupos da liga milionária. Até lá são mais alguns dias de trabalho para “olear” melhor a máquina e a expectativa é sempre a melhor.

 

Foto de Capa: FC Porto