amarazul

Golos. Vitórias. Gritos. Festejos. O Futebol Clube do Porto está a menos de vinte e quatro horas de regressar ao campo e precisa urgentemente de voltar ao que o torna feliz. Uma vez mais: golos, vitórias, gritos, festejos. Os motivos pelos quais nos últimos jogos tal não foi possível são muitos, sim, mas o que hoje me interessa é a urgência de um triunfo.

Como o Pedro Maia apontou ontem, “não é normal que de uma goleada na Champions para um jogo no campeonato se mudem seis jogadores”; também não o é que tenhamos sido forçados a testemunhar diversas decisões – às quais somos completamente alheios – nos últimos embates. Mas são Passado e, como tal, não me interessa neste momento reflectir sobre isso. Adiante: perdidos aqueles pontos, e agora numa outra competição, é essencial regressar aos triunfos.

Entrámos na Champions não com um mas sim vários ‘pés-direitos’; entrámos como nunca. Vencemos mas, ainda mais, goleámos! Fechámos o jogo de forma histórica, corremos a Europa e saímos do Dragão orgulhosos. Amanhã, nada disso pode ser deitado a perder. De nada serve vencer por 6-0 se no embate seguinte forem cometidos erros básicos como nos últimos encontros. Não na Europa.

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Inspiração mas, sobretudo, concretização. Golos são fundamentais no jogo de amanhã
Fonte: sicnoticias.sapo.pt

A Champions League é a nossa casa. É lá que gostamos de arrendar um apartamento, é estando lá que gostamos de convidar amigos para verem o Porto jogar. É a nossa casa e, como tal, lá temos de saber jogar. Amanhã, a Arena Lviv não será casa de ninguém. O Shakhtar está afastado de Donetsk pela situação que a Ucrânia atravessa. São 1176 os km que o separam da verdadeira casa da equipa e, como tal, temos de aproveitar. Estádio sem casa é estádio à procura de um dono, de alguém que lá faça história e domine. E a essa oferta o Porto tem de saber corresponder.

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A abordagem que aqui trago pode ser, admito, algo dramática. Pode até levar muitos a discordar do que digo. No entanto, não é descabida. Não numa fase inicial da época em que é importantíssimo regressarmos aos triunfos. Não o digo por querer que se faça esquecer o registo de pior começo dos últimos cinco anos. Esse só a mim me diz alguma coisa – nenhum jogador precisa de pensar no que os seus antigos colegas fizeram ou não nos anos anteriores para melhorar as suas exibições. Ou pelo menos não devia. Amanhã, precisamos de uma vitória para a equipa sentir que pode dominar qualquer adversário e sair vencedora; precisamos de uma vitória para dar mais um (grande) passo rumo ao apuramento para os oitavos-de-final. Os três pontos são necessários e terão influência na forma como os comandados de Lopetegui conseguirão enfrentar um embate duplo com o Athletic.

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