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Preparados para o que aí vem?

Ricardo Anselmo · 2 min

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Segunda volta arranca com ciclo ‘infernal’ de jogos que poderão, senão decidir, pelo menos deixar as coisas bastante encaminhadas, para o bem e para o mal. Embalados pela recuperação de dois pontos ao campeão nacional, os azuis e brancos precisam, urgentemente, de rever o problema da inconsistência ao nível dos resultados.

Após a receção ao Rio Ave, o FC Porto terá uma deslocação complicada ao terreno do Estoril, recebendo na jornada seguinte o Sporting. De seguida, uma curta mas sempre difícil visita a Guimarães, que antecede as receções a Tondela e…Juventus. Numa das fases mais cruciais da época, a equipa de Nuno Espírito Santo está obrigada a mostrar a sua melhor face, que é como quem diz, exige-se que apresente aquilo que ainda pouco conseguiu esta época: consistência vitoriosa.

Não alinho na enxurrada de críticas que chovem de todos os cantos cada vez que a equipa não ganha, carregando-se na ideia de que o FC Porto joga mal. Não, pelo contrário. Joga muito e, quase sempre, bem. Se há coisa a criticar em algumas das exibições dos dragões é a capacidade para finalizar e concretizar o enorme volume de jogo.

Esta tem de ser uma imagem comum, tanto nos jogos em casa como fora Fonte: FC Porto
Esta tem de ser uma imagem comum, tanto nos jogos em casa como fora
Fonte: FC Porto

Segundo dados do GoalPoint, o FC Porto é, dos três grandes, a equipa que apresenta melhor média de oportunidades flagrantes de golo por jogo (2,2). Quase tanto como a média registada pelos dois rivais juntos: Sporting (1,4) e Benfica (1,2). O problema, como se sabe, tem sido a capacidade de converter em golo o elevado número de oportunidades criadas.

Nesse aspeto, Sporting (59,4%) e Benfica (53,3%) têm revelado maior aproveitamento. Um golo em Paços, em Setúbal e em Belém teria o condão de libertar psicologicamente a equipa e levá-la, consequentemente ao primeiro lugar, com a adição de seis pontos. Atenção, falo sempre daquilo que são os aspetos do jogo que o FC Porto pode e deve controlar.

Foto de Capa: FC Porto

Também no aspeto defensivo, os números dos dragões são bem elucidativos da coesão da equipa. Por jogo, o FC Porto permite, em média, 2,2 remates enquadrados aos adversários. Sporting (2,5) e Benfica (3,1) surgem a alguma distância. Os sete golos sofridos em 17 jogos no campeonato atestam bem a qualidade da equipa nesta fase do jogo.

Nuno tem razão quando diz que o Dragão é a fortaleza do FC Porto. Lá, os azuis e brancos registam oito vitórias em nove jogos. O empate diante do Benfica acaba por impedir o registo 100% vitorioso. O problema surge quando o FC Porto se apresenta na condição de visitante: três vitórias (quatro empates e uma derrota) em oito jogos é muito pouco para quem quer e precisa de ser campeão.

Nuno Espírito Santo tem agora o seu momento da verdade Fonte: FC Porto
Nuno Espírito Santo tem agora o seu momento da verdade
Fonte: FC Porto

Neste momento, a apreensão é grande entre os portistas. Não que a confiança não exista, sobretudo pela inegável qualidade de jogo que a equipa apresenta, mas ganhar consistentemente, em casa e fora, tornaria as coisas mais fáceis. Para já, há que continuar a “morder os calcanhares ao líder”, sem falhar.

Têm a palavra NES e os seus pupilos!

Foto de Capa: FC Porto

Ricardo Anselmo

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