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Disputado que está quase um terço do campeonato, e ao fim de 17 jogos oficiais, é tempo de um primeiro balanço. Destes 17 jogos, dez resultaram em vitórias, ocorreram cinco empates e duas derrotas.

O primeiro objetivo da época foi a dura eliminatória com a Roma, no acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, um primeiro objetivo superado com distinção, principalmente o jogo realizado na capital Italiana, onde o FC Porto se apresentou com muita personalidade e controlou completamente o rumo da eliminatória. Já na fase de grupos e com quatro jogos realizados os azuis e brancos estão na segunda posição do grupo, com o apuramento perfeitamente ao alcance e mesmo com o primeiro lugar ainda possível. Negativamente é de assinalar o empate caseiro com os Dinamarqueses do Copenhaga; não fosse esta fraca exibição e o apuramento já estava no bolso.

Na Taça de Portugal e com apenas uma eliminatória disputada a obrigação foi comprida e o Gafanha foi naturalmente ultrapassado.

No campeonato a equipa tem tido varias oscilações, excelentes exibições (Rio Ave, Guimarães, Boavista, Nacional, Benfica) e outras muito pálidas (Tondela, Setúbal). É normal que nesta altura da época uma equipa em construção, com um treinador e vários jogadores novos, tenha este tipo de alternâncias exibicionais; daqui por dois ou três meses já não será compreensível.

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A união é evidente
Fonte: FC Porto

Como fatores positivos do trabalho realizado por NES e pela equipa podemos destacar a consistência defensiva: mesmo com alguns jogadores novos no setor, a equipa tem estado consistente, Marcano tem uma nova vida, Felipe esta completamente integrado e Alex Telles demonstra muita qualidade. Um outro fator que do meu ponto de vista é interessante abordar é a coragem de NES de mudar o sistema tático, que era já quase institucional no clube. Na minha opinião este sistema tático, que no ponto de partida é um 4-1-3-2 com variante para um 4-4-2 ou mesmo um 4-3-3, é uma mais-valia tremenda: nos dias de hoje qualquer adversário tem dificuldade em antecipar como vai jogar o FC Porto, e a prova disso é o que se passou no último Domingo, em que Rui Vitoria foi completamente surpreendido com as movimentações de Oliver, Jota e Otávio. O balneário respira união e esse ponto é uma vitória do treinador, algo em que NES tem focado o seu trabalho; a recuperação de uma identidade tem sido uma das batalhas do treinador e penso que há unanimidade quanto a isto: NES tem ganho essa batalha. Outro dado que muitas vezes não é abordado prende-se com a metodologia de treino por oposição às lesões do plantel, e nesta época o FC Porto tem passado ao lado das lesões, o que está bastante relacionado com a forma de trabalhar da equipa técnica. Não me recordo de uma lesão muscular nesta equipa nesta época.

Negativamente podemos falar de algumas contratações que até ao momento não tiveram qualquer utilidade. Depoitre raramente sai do banco, João Carlos Teixeira ainda não se estreou, Boly só tem 90 minutos de utilização, e a juntar a isto existem outros jogadores que desapareceram completamente, como Evandro ou Sérgio Oliveira.

Na minha opinião o balanço ate ao momento é positivo, sem ser brilhante, atendendo a todas as circunstâncias: com novo treinador, muita juventude e vários jogadores novos a equipa já mostra alguma competência e tem muito para evoluir.

 Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho