Neste início do mês, o FC Porto regressou aos trabalhos de pré temporada, de modo a preparar da melhor maneira a temporada que se adivinha, com a finalidade de reconquistar o campeonato nacional perdido na última época. Até agora, o plantel poucas alterações tem sofrido, mas como é habitual, há um número elevado de jogadores ao serviço de Sérgio Conceição.

Uns estão como prémio da época anterior, outros estão em avaliação, enquanto outros estão apenas de passagem. O exemplo mais manifesto deste artigo é a posição de defesa direito, onde os dragões contam com 5 opções até ao momento, nomeadamente Manafá, Carraça, João Mário, Rodrigo Conceição e Tomás Esteves.

Uma das lacunas evidentes dos azuis e brancos, na época passada, foram as laterais, que parecem estar órfãs desde a saída de alguns ex-futebolistas, sendo que no caso específico do lado direito, desde a saída de Ricardo Pereira para o futebol inglês. Desde então, Manafá parece ter sido o atleta que melhor ter ganho a confiança de Sérgio Conceição, pois estabeleceu-se nos últimos tempos como um dos jogadores com mais minutos da formação azul e branca.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No entanto, apesar de todo o respeito que o jogador nos merece, parece ser curto para uma opção indiscutível do FC Porto, pela sua permeabilidade no jogo defensivo. Contudo, tem melhorado nesta vertente. A dificuldade que demonstra no timing de decisão no momento ofensivo é também algo relevante, pois muitas vezes, Manafá, ou perde-se pelo corredor, ou tenta um drible quando devia tirar um cruzamento ou simplesmente não consegue dar continuidade a uma jogada.

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Neste sentido, se tivesse de classificar o defesa português, denominá-lo-ia de um excelente “Backup”, mas curto para um titular indiscutível.

Relativamente a Carraça, a sua contratação sempre foi considerada como desnecessária, pelo que a sua utilidade à equipa principal reduziu-se apenas a uma participação residual na Taça de Portugal.

Dado a sua idade e potencial, não parece que seja este ano que irá contar para Sérgio Conceição, que parece gostar da sua atitude, compromisso e empenho, mas isso só não chega para vestir a camisola de um clube como o FC Porto. Se os critérios fossem estes, muitos adeptos integrariam o grupo de trabalho da equipa por muito menos dinheiro.

Por sua vez, João Mário foi a surpresa do final de época dos dragões a par de Toni Martinez. Iniciou a temporada passada como extremo, mas ao longo da época foram surgindo relatos de que Sérgio Conceição e a sua equipa técnica andavam a preparar esta surpresa.

Uma surpresa que foi agradável de se ver, pois o internacional sub-21 português é dono de uma excelente velocidade, sendo que a sabe aproveitar da melhor maneira, pelo que ainda foi a tempo de somar umas assistências ao seu CV desportivo. Ou seja, João Mário sabe envolver-se muito bem no plano ofensivo, demonstrando aqui alguma superioridade em relação a Manafá, agora falta saber se é tão competente a defender como a atacar, porque se for caso disso, temos jogador!

Não há duas sem três e aqui refiro-me ao clã Conceição. Depois do pai, veio o filho e agora veio novamente… outro filho. Assim, Rodrigo Conceição é mais um Conceição que se junta ao plantel do FC Porto, mas desengane-se quem pense que está subjacente aqui uma critica, pois não está. Rodrigo foi um dos bons valores da equipa B do FC Porto na temporada passada, pelo que merece por completo esta promoção e de demonstrar entre gente grande qual o seu verdadeiro valor.

Por último, temos Tomás Esteves, que é considerado como uma das grandes esperanças da formação azul e branca para esta posição. Com 19 anos, Tomás já conta com experiências em Inglaterra, no Reading, onde passou a última temporada a título de empréstimo. Contudo, Sérgio Conceição não parece confiar muito ainda no seu potencial, pois já existiram relatos que poderá estar novamente de saída do FC Porto.

Basicamente, há muita abundância e quantidade, porém isso nunca foi sinónimo de qualidade e, atualmente, não há aquela escolha óbvia que transpareça o sentimento de conforto e segurança para os adeptos, pelo que a meu ver esta posição teria de ser uma das prioridades no ataque ao mercado, porque, como se diz na gíria do futebol, “o melhor ataque é a defesa”.

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