Todos gostamos de ver as seleções nacionais do nosso país representadas, na sua maioria, pelos jogadores do nosso clube. No escalão sénior a tendência para que isso aconteça é cada vez menor, não só porque cada vez mais os plantéis são constituídos por jogadores estrangeiros, mas também porque a qualidade do jogador português é bastante apreciada lá fora, onde o dinheiro abunda.

No caso concreto do FC Porto, o Mundial não se adivinha uma grande montra para o jogador português, já que de entre Diogo Dalot, Ricardo Pereira, Sérgio Oliveira, Danilo, André André, Hernâni e Gonçalo Paciência, apenas o “Comendador” terá o lugar garantido na Rússia. Mesmo em relação à oportunidade de realizar bons negócios com ativos que se valorizem durante a competição, o FC Porto estará sempre dependente apenas de Herrera e, eventualmente, Corona pelo México. Diego Reyes poderia ser hipótese, mas já em final de contrato não é plausível que possa oferecer contrapartidas financeiras ao clube. Na mesma situação estará o uruguaio Maxi Pereira, que para além da situação contratual tem ainda o peso dos 33 anos que dificilmente apelariam a uma compra de milhões.

Ignorando, então, a presença quase certa de Danilo no lote de convocados por Fernando Santos, poucas são as hipóteses de termos em consideração mais algum portista para integrar a comitiva. E na eventualidade de isso acontecer cingimo-nos, muito provavelmente, a dois nomes: Sérgio Oliveira e Ricardo Pereira. A presença do lateral/extremo nos dois últimos jogos de preparação foi inviabilizada pela lesão que havia sofrido no FC Porto e que, consequentemente, lhe travou a progressão e a qualidade exibicional que vinha demonstrando até então. A seu favor jogará o facto de Fernando Santos já o conhecer e da boa época que vem protagonizando ao serviço dos azuis e brancos. Contra, terá sempre a rivalidade de nomes como Cédric, Nélson Semedo e o próprio João Cancelo.

Sérgio Oliveira e Ricardo Pereira ainda têm ténues esperanças de serem selecionados para o Mundial
Fonte: FC Porto

Quanto a Sérgio Oliveira, este vem-se assumindo como um dos pilares fundamentais, a par de Herrera, da operacionalização do meio-campo portista e tem protagonizando uma segunda volta de grandíssimo nível. Aos 25 anos parece estar no auge da carreira e, dependendo da fase final de época que conseguir fazer, pode ainda acalentar esperanças. O facto de Adrien ter estado quase quatro meses sem jogar pode ser um trunfo.

Poder-se-ia colocar ainda a questão de Diogo Dalot, que já não é promessa mas cada vez mais uma certeza. Aos 19 anos tem ainda um percurso a realizar nos sub-21, pelo que não faria sentido um batismo na Seleção AA logo numa competição com tanto peso.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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