Quintero precisa de mais tempo

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    Juan Quintero é um craque, um agitador de jogo e um jogador fantástico. É também jovem, imaturo e tem a cabeça quente. O colombiano tem potencial para ser um dos melhores jogadores da Liga Portuguesa e tem, seguramente, lugar na selecção da Colômbia. No Porto, é uma luz intermitente que até agora tem sido difícil de controlar. Uma coisa é certa: Quintero está a subir de forma e está a tornar-se o jogador de que o Porto precisa.

    Após o desaire de ontem frente ao Nacional ficou patente que o Porto com Quintero consegue mais; consegue jogar melhor. Com uma primeira parte em que, tirando os primeiros dez minutos, quase não houve Porto, sentiu-se a falta de um médio criativo como Quintero. Foi apenas na segunda parte que Quintero foi lançado e o Porto cresceu no jogo. Num meio-campo que esteve muitos furos abaixo daquilo que é capaz de fazer, o colombiano foi, potencialmente, o melhor do miolo do Porto.

    Após um período mau sob a orientação de Paulo Fonseca, em que não jogava, não era convocado e quando jogava não convencia ninguém, Quintero parece ter alterado o rumo dos acontecimentos. Com Luís Castro no comando técnico, a importância de Quintero aumentou. Começou a ser utilizado e a fazer o Porto crescer. Chegou até a ser decisivo como no jogo da passada jornada frente ao Belenenses em que, para além do golo, fez uma exibição de encher o olho e mostrou que é uma força a ter em conta.

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    Ontem, voltou a ser renegado para o banco de suplentes, tendo apenas a sua oportunidade no segundo tempo. Tendo em conta os momentos de forma de Josué e Carlos Eduardo, sabendo que Defour e Fernando têm lugar garantido no onze, está na hora de o colombiano subir ao posto de titular. O Porto só tem a ganhar ao jogar com Quintero a titular. Na verdade, a única desvantagem pende sobre o facto de, quando entra, Quintero mexer no jogo. Porém, se o médio jogar de início têm a hipótese de mexer no jogo logo de início. Seja como for, Quintero mostrou que se está a tornar num jogador que merece mais do que apenas 45 minutos por partida.

    Num ponto à parte, o jogo de ontem mostrou que o Porto precisa, muito, de melhorar os parâmetros defensivos para o resto desta época e para a próxima. Ontem deu para ver que Abdoulaye não está preparado para jogar pelo Porto e que Reyes tem o potencial para ser alternativa a Maicon e Mangala. No entanto, esta última dupla não tem, actualmente, ninguém com capacidade para lhes roubar o lugar.

    Na verdade, não faz sentido que o Porto defenda tão mal. A equipa tem dois laterais incríveis, muito ofensivos mas que não comprometem na componente defensiva (Danilo e Alex Sandro), uma dupla de centrais fortes e experientes – incluindo aquele que é, para mim, o melhor central da Liga, Mangala – e, para além disso, tem Fabiano Freitas, que tem mostrado ser um grande guarda-redes, com ou sem a sombra de Hélton.

    A derrota de ontem terá determinado definitivamente o terceiro lugar no campeonato para o Porto. A razão é simples: o ataque ganha jogos mas é a defesa que ganha campeonatos. Este ano, a defesa do Porto está abaixo daquilo que tem sido.

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    O José rejeita a expressão “portista desde pequenino”, uma vez que até nem nasceu do Porto. Mas rapidamente entendeu que é no norte que se pratica bom futebol. E, como defensor dessa prática, afirma convictamente que o Porto é mesmo a melhor equipa em Portugal.                                                                                                                                                 O José não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
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