tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Jornada 28 da Liga Portuguesa. O FC Porto viajou até Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, equipa que tenta assegurar um lugar na Europa. Havendo muito em jogo para o Porto e menos pressão para o Rio Ave, os Dragões não podiam perder pontos e isso reflectiu-se no terreno de jogo. O Porto simplesmente não deixou o Rio Ave jogar aparecendo os vila-condenses somente a espaços e com pouco perigo.

Onze portista sem surpresas: 4-3-3 habitual, com Casemiro, Oliver e Herrera a compor o trio de meio campo. O Porto controlou o jogo desde o início e procurou sempre a baliza; sem grande circulação de bola na defesa (como acontece por vezes) e com um meio-campo que procurou sempre a verticalidade, várias foram as vezes em que chegou com perigo à baliza dos visitados.

Aos 8’ surgiu um dos lances do jogo, ao ser mal anulado um golo a Brahimi após aproveitar uma bola deixada por Aboubakar – o fiscal de linha, enquadrado com o lance e sem ninguém à frente, viu um fora-de-jogo. Este lance não abrandou o ímpeto portista que, com grande rapidez, chegava perto da área do Rio Ave.  Quaresma e Brahimi iam criando o desequilíbrio individual, especialmente o português que cruzou várias vezes para a área à espera da concretização.

Os corações portistas acalmaram à passagem do minuto 25, quando Quaresma disparou à barra e, na insistência, Danilo (que recuava em posição de fora-de-jogo) foi derrubado na área. O extremo luso converteu a grande penalidade e trouxe alguma justiça ao jogo.

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O Porto nunca deixou de ter o controlo do jogo e as transições foram sempre rápidas; apenas alguns passes mal efectuados por Herrera trouxeram calafrios aos azuis e brancos mas nada que a defesa não tenha conseguido resolver. É notório ver que o Porto consegue muitas vezes criar perigo quando perde pouco tempo no processo de construção de jogo. Reflecte, a meu ver, as características dos seus dois médios mais atacantes – Herrera e Oliver – jogadores com técnica e mais fortes no passe e na descoberta de espaços do que propriamente no transporte de bola. Acrescento ainda que é geralmente Herrera a fazer esse papel, que é um jogador um pouco inconstante no acerto do passe, diga-se.

Antes de acabar a primeira parte ainda houve tempo para mais um golo portista. Danilo assinou um golo de belo efeito (literalmente), pontuando uma semana em que foi pai – está em alta o lateral brasileiro.

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Hernâni marcou o primeiro golo com a camisola dos dragões
Fonte: fcporto.pt

A segunda parte trouxe um Rio Ave um pouco melhor mas que foi inoperante durante os primeiros 15 minutos (excepção feita a um cruzamento de Jebor que saiu perto do poste da baliza de Fabiano). O Porto continuou a controlar o jogo e, essencialmente, a dominar as tentativas de ataque vila-condenses. Só faltou mesmo o 3º golo para materializar o seu ascendente, sendo que oportunidades não faltaram! Aos 64’ saiu Quaresma e entrou Hernâni mas a verdadeira mudança de jogo para os portistas chegou ao minuto 71 com o golo de Tarantini – Danilo e Maicon não eliminaram a ameaça de Zeegelar que cruzou para o remate do médio do Rio Ave.

O Porto tremeu um pouco e Lopetegui (que mais uma vez esteve bem a avaliar o jogo) fez entrar Ruben Neves para o lugar de Brahimi, impedindo que a equipa portista se partisse até porque já não havia a mesma disponibilidade física. O jovem médio ajudou a segurar o meio-campo e a controlar a ameaça visível do Rio Ave e, assim, o Porto nunca deixou de atacar (ou contra-atacar). Num aproveitamento de uma perda de bola do Rio Ave, Aboubakar serviu Hernâni, que fez o 3º portista e colocou um ponto final no jogo. O Rio Ave ainda tentou mas o destino do jogo estava selado.

Boa vitória dos Dragões, com um jogo bem conseguido que podia até ter sido por números mais dilatados. Apesar da agenda ditar um confronto diante do Bayern de Munique, na próxima quarta-feira, foi notória a alta concentração da equipa no encontro de hoje, algo que reflecte dedo do treinador sem dúvida. A perseguição ao líder mantém-se numa altura em que uma competição foi riscada das nossas aspirações e em que a tolerância é zero.

 

A Figura
Danilo – Esteve presente no primeiro golo, marcou o segundo e mais uma vez corre que até cansa ver. Mais um grande jogo do recém-papá.

O Fora-de-jogo
Equipa de Arbitragem – Foi essencialmente o fiscal de linha que esteve mal, até porque aquele lance de Brahimi podia ter tido influência no resultado. Mais tarde não viu que Danilo saiu de posição de fora-de-jogo no lance que originou a grande penalidade.

Foto de capa: fcporto.pt

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