A CRÓNICA: “O JOGO SÓ ACABA QUANDO O ÁRBITRO APITA” DISSE O SC BRAGA

O primeiro jogo da 18ª jornada da Primeira Liga foi também o jogo cartaz da jornada. O Estádio Municipal de Braga foi o palco do duelo entre SC Braga e FC Porto, duas equipas que lutam pelos lugares cimeiros da tabela e com o objetivo de “caçar” o atual líder, o Sporting CP.

A primeira grande oportunidade de golo surgiu aos dez minutos. Após uma jogada pelo flanco direito, Fransérgio assistiu Abel Ruiz que não conseguiu cabecear com força suficiente para abrir o marcador.

Tanto o SC Braga como o FC Porto demonstraram um caráter ofensivo bastante pressionante, sendo que, de cada vez que cada uma das equipas ultrapassava a linha do meio-campo, seria bastante propícia a existência de perigo para a baliza adversária. No entanto, o FC Porto fazia-se valer de um fator que o SC Braga não apresentava, na maioria das vezes: uma referência ofensiva no centro da área, o que facilitou muitas das ocasiões que os dragões tiveram para poder marcar e dificultou as transições ofensivas dos minhotos.

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Aos 35 minutos, depois de uma falta de Tormena sobre Marega, dentro da grande área, Sérgio Oliveira teve nos pés a oportunidade de abrir o marcador e não desiludiu a turma portista. O médio português bateu Matheus e concretizou o primeiro golo dos dragões.

Muito poucas oportunidades surgiram até ao intervalo, depois do golo dos dragões, e sentia-se que os bracarenses precisavam mesmo dessa pausa para refrescar as ideias de jogo.

Mas esse tempo não chegou para os minhotos “porem a cabeça no sítio”. Apesar de mais pressionantes a nível ofensivo, começou a faltar-lhes o perigo, algo que não faltou no FC Porto. Bastou Tecatito Corona furar a defesa bracarense, chegar à linha final, cruzar e assistir para Taremi. Com a defesa descompensada e Matheus totalmente mal posicionado, o SC Braga sofreu assim, aos 54 minutos, o segundo golo na partida. Parecia nem ter ido a jogo, porque não se apresentou como o SC Braga a que Carlos Carvalhal habituou os adeptos e a comunidade do futebol português.

Com uma hora de jogo volvida, a equipa campeã nacional acabou por ficar reduzida a dez elementos, após a expulsão de Corona. O extremo mexicano viu o segundo cartão amarelo após uma falta sobre Ricardo Esgaio.

Aos 68 minutos, Ricardo Horta teve tempo, espaço e a grande oportunidade de diminuir a diferença no marcador. Após um cruzamento de Ricardo Esgaio, e de ter a bola a cair-lhe aos pés, Horta não foi capaz de visar a baliza de Marchesin que estava literalmente à sua frente, a menos de dois metros.

O jogo prosseguiu sem grandes oportunidades de golo, mas bastante partido e repartido no meio-campo. No entanto, aos 87 minutos, o SC Braga acabou mesmo por diminuir a vantagem dos dragões. Depois de um cruzamento de Ricardo Esgaio, a bola acabou nos pés de Fransérgio que rematou para uma defesa incompleta de Marchesín. O 2-1 apareceu no marcador já nos minutos finais da partida e os minhotos ainda viam a luz dos pontos ao fundo do túnel.

E aqueles minutos finais foram de extremo sufoco para ambas as equipas. A turma de Carlos Carvalhal acordou e começou a criar bastante perigo para a baliza portista. No lance seguinte ao golo de Fransérgio, existiu mais uma oportunidade flagrante de golo que, se não fosse, Marchesín, teria sido o golo do empate na certa.

A verdade é que o SC Braga levou à letra o ditado “o jogo só acaba quando o árbitro apitar”. Aos 93 minutos, depois de estar a ser avassalador a nível ofensivo, os minhotos, através de Nicolas Gaitán acabaram mesmo por empatar a partida.

Afinal, como se diz em bom português, “até ao lavar dos cestos é vindima” e o jogo entre o SC Braga e o FC Porto acabou empatado a dois golos.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Substituições efetuadas por Carlos Carvalhal – Depois de ver a sua equipa praticamente adormecida no encontro, Carlos Carvalhal invocou as substituições acertadas. Lucas Piazon teve influência em ambos os golos, sendo que o golo do empate veio dos pés de Nicolas Gaitán. Se o SC Braga ficou satisfeito com o arrecadar de um ponto, deve-o às alterações promovidas pelo treinador.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Centrais do SC Braga – O SC Braga tem um grande lacuna no plantel que ainda não conseguiu colmatar – os defesas centrais. Faltam defesas centrais competentes aos minhotos que façam o que é devido – defender e ajudar na construção de jogo – o que foi bastante notório neste encontro frente ao FC Porto.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal montou um 4-3-3 para defrontar o FC Porto. Matheus manteve lugar cativo na baliza, enquanto a linha defensiva foi composta por três centrais, com Raul Silva a atuar como lateral esquerdo.

O meio-campo foi ocupado por Al Musrati, João Novais, com o apoio nas alas de Galeno e Fransérgio (que descia no campo para fazer a ligação com o setor atacante). Para além de Fransérgio, Abel Ruiz e Ricardo Horta foram os homens mais avançados no terreno.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Ricardo Esgaio (6)

David Carmo (4)

Tormena (4)

Raul Silva (4)

Fransérgio (6)

João Novais (4)

Al Musrati (5)

Galeno (5)

Ricardo Horta (6)

Abel Ruiz (5)

SUBS UTILIZADOS

Sporar (6)

Borja (5)

Nicolas Gaitán (7)

Lucas Piazon (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição montou uma composição em 4-4-2, com Malang Sarr a voltar a alinhar pela equipa na lateral. A restante linha defensiva foi composta pela dupla de centrais já habitual Pepe e Mbemba, com Manafá a ocupar a ala esquerda.

O meio-campo portista foi composto por Sérgio Oliveira e Uribe, com Luis Diaz na ala, fazendo a ligação entre este setor e os avançados Marega e Taremi.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesin (6)

Malang Sarr (5)

Mbemba (6)

Pepe (6)

Manafá (6)

Corona (5)

Sergio Oliveira (7)

Luis Diaz (6)

Marega (6)

Taremi (7)

SUBS UTILIZADOS

Zaidu (-)

João Mário (6)

Diogo Leite (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.

 

O artigo foi editado às 15:07 do dia 8/2/2021 a pedido da autora e com o aval da edição. O pedido foi aceite por se considerar que faltava informação importante para uma compreensão global do mesmo por parte dos nossos leitores. Por este facto, o nosso obrigado pelo alerta de alguns dos nossos leitores que, de forma correta, nos alertaram para esta questão.

2 COMENTÁRIOS

  1. Quer fazer jornalismo? Comece pour ser isenta e objectiva. Nao falar da expulsão de Corona???? Crónicas sempre muito tendenciosas

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