A CRÓNICA: DUELO PELO CANECO

É o jogo de todas as decisões da Taça da Liga 2019/2020 e vai ser disputado entre o Sporting de Braga e o Futebol Clube do Porto. Apenas oito dias depois do seu confronto para o campeonato, Dragões e Guerreiros vão estar novamente frente-a-frente. Ainda assim, desta vez há um bocado mais em jogo – um troféu, uma Taça da Liga. Irá certamente haver muita vontade de ambas partes em sair vitoriosos. O FC Porto quer, finalmente, quebrar a sua maldição na competição. Em doze edições, não conseguiu nenhum triunfo, tendo chegado à final em três ocasiões. Já o SC Braga deseja vencer pela segunda vez a competição, sendo que esta seria em sua casa, junto dos seus adeptos.

Esta será a reedição da final de 2012/2013. Na altura, os bracarenses triunfaram por uma bola a zero com golo de Alan, com o jogo a disputar-se em Coimbra. Muito mudou desde aí. Ambas as equipas já perderam finais da competição e já se defrontaram inúmeras vezes. A última foi, já referido anteriormente, na passada sexta-feira. Os Minhotos triunfaram e levaram a motivação necessária para bater também o Sporting CP na primeira meia-final. Os mandados de Rúben Amorim levam quatro vitórias em quatro jogos desde que o jovem treinador assumiu posse. A equipa tem jogado bem e a confiança está alta. Os Dragões conseguiram recuperar bem da derrota em casa com um triunfo importante sobre o Vitória SC. Uma reviravolta na segunda parte mostrou forte carácter da equipa numa altura que podia facilmente ter ido abaixo.

COMO JOGARÁ O SC BRAGA?

Como foi notório nos seus últimos dois jogos contra equipas grandes, o SC Braga não abdica da sua maneira de jogar seja contra quem for. Rúben Amorim gosta de ver a sua equipa a dominar a posse de bola e a pressionar com intensidade. E é uma evidência que este estilo tem resultado: 4 jogos, 4 vitórias, 13 golos marcados e 4 sofridos. O próprio treinador admitiu na conferência de imprensa de rescaldo da meia-final que a equipa tinha que melhorar em relação aos golos sofridos, mas a verdade é que neste momento, com o caudal ofensivo que tem apresentado, a confiança para sair vitoriosa deve ser muito alta. O sistema será o mesmo – 343 – e a única dúvida estará mesmo nos lugares dos dois extremos. Trincão deverá voltar ao onze acompanhado de Galeno. Também deve estar de regresso Palhinha, depois de estar impedido de jogar contra o seu clube-mãe e vai trazer mais alguma garantia defensiva em relação a Novais.

JOGADOR A TER EM CONTA?

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Paulinho – o avançado tem sido uma peça chave desde que Rúben Amorim chegou ao comando da equipa técnica. Marcou nos quatro jogos e é fulcral no ataque posicional do Braga. Muito forte nos apoios frontais, recua muitas vezes no terreno para dar linha de passe aos médios e para tabelar com os extremos. Acrescentando a isso, é muito inteligente nos movimentos dentro da área, conseguindo muitas vezes aproveitar o elevado número de cruzamentos efetuados pelos bracarenses.

XI PROVÁVEL

3-4-3: Matheus; Vítor Tormena, Bruno Viana, Raúl Silva; Ricardo Esgaio, Fransérgio, Palhinha, Sequeira; Trincão, Galeno e Paulinho.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

O estilo de jogo de Sérgio Conceição é bastante diferente do de Rúben. Um jogo muito mais direto e físico. A criatividade, ou a falta dela, tem sido o maior problema para o FC Porto. A previsibilidade tem sido um fator recorrente. E a ausência de Nakajima por lesão tem sido algo que apenas piora esta dificuldade de criação de oportunidades. Ainda assim, os Dragões tem individualidades que conseguem desbloquear a defesa adversária numa só jogada, como Luis Diaz e Jesús Corona. E nunca podemos descartar os ataques à profundidade de Marega. Soares também tem estado imparável em frente à baliza, ainda que o resto do seu jogo não esteja no auge. É previsível que o sistema seja, como foi contra o Vitória, 4-3-3, sem alterações no onze.

JOGADOR A TER EM CONTA?

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Corona – tem sido o jogador mais consistente no ataque portista, jogue a extremo ou a lateral. Conta já com 17 assistências em todas as competições nesta presente época. Desequilibra com facilidade com a sua forte condução e drible em espaços curtos. A jogar num FC Porto com dificuldades no jogo interior mas com avançados fortíssimos no jogo aéreo, é muitas vezes através de cruzamentos das alas que os golos aparecem, e é nestas funções que Corona encontra o seu melhor futebol.

XI PROVÁVEL

4-3-3: Diogo Costa; Corona, Mbemba, Marcano, Telles; Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio; Marega, Luis Diaz e Soares.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Comentários

Artigo anteriorUm grande de pequenas derrotas
Próximo artigoSob a sombra de Ana Santos
O Alexandre é um jovem que estuda Ciências da Comunicação no Porto. Apaixonado por tudo o que seja desporto, encontra a sua maior obsessão no futebol. Como não tinha grande jeito para jogar, decidiu que o melhor era apostar no jornalismo desportivo. Amante incondicional de bom futebol, não tem medo de dar a sua opinião nem de ser polémico. Sendo qualidades inerentes à profissão que deseja exercer no futuro, rege-se pela imparcialidade e pelo critério jornalístico na sua escrita.                                                                                                                                                 O Alexandre escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.