Ah, o mercado de inverno… alguns prós, diversos contras, o facto é que ele está aí, vivo e de boa saúde. E está aí para, certamente, “dar” ou “retirar” títulos de campeão. Portanto, partindo desse pressuposto, há que saber domar este mês de janeiro, de forma a que as aspirações ao título não sejam de nenhuma forma ameaçadas.

Se o facto de necessitarmos de reforços é notório, a necessidade de segurar as peças-chave acaba por ser um ponto ainda mais fulcral na nossa estratégia. E são já alguns os jogadores que podem ser considerados imprescindíveis, entre eles Éder Militão, o nosso “único” reforço desta temporada. Muito já foi dito e escrito relativamente a este tópico, desde os supostos interesses de ingleses, italianos e espanhóis, passando pelos 50 (ou 42.5) milhões de cláusula, chegando até aos possíveis substitutos. Evidentemente, pouco ou nada teria a acrescentar em relação a esses dados que têm vindo a público, porém algo que posso e devo aprofundar é a forma como eu, um adepto comum, observo o desenrolar de toda esta novela.

Comecemos pelo básico: Militão é claramente diferenciado. A qualidade está lá e em tão tenra idade só Deus saberá a que patamar o brasileiro pode chegar. Como tal, muito dificilmente Pinto da Costa conseguirá segurá-lo por mais de uma época (ficaria surpreso se o conseguisse). Logo, há que começar a encarar essa realidade: Éder Militão não é um jogador para ficar a longo prazo no nosso clube, em circunstâncias normais. Agora, dos dois males, escolhamos o menos pior; se perder este jogador no final da época já é algo, de certa forma, preocupante, perdê-lo agora seria uma completa tragédia. E não, não estou a exagerar. Todos aqueles que pretendem deslocar-se aos Aliados em maio poderão ver os seus planos mudarem drasticamente, caso esta transferência se realize.

Éder Militão estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto no encontro frente ao Schalke 04, a contar para a Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

É certo que o presidente deu como garantida (até certo ponto, obviamente) a permanência do brasileiro, contudo não subestimem o poderio financeiro de um Manchester United, por exemplo.

Se 50 milhões podem parecer um número assustador e inalcançável para a nossa realidade, em outros mercados europeus esse valor é apenas um pequeno-almoço na padaria da esquina, sobretudo se estivermos a falar de um jovem de 20 anos, internacional brasileiro, polivalente e de extrema qualidade. Sendo fiel ao que avança a comunicação social, uma hipotética renovação e o consequente aumento da cláusula de rescisão do central parece ser um cenário pouco provável, portanto resta-nos segurar este autêntico bife enquanto os lobos famintos nos rodeiam.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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