O jogo do FC Porto contra o Chelsea FC, para os quartos de final da Liga dos Campeões, está mesmo à porta. Desta vez numa porta emprestada, devido as restrições britânicas. Tanto os Dragões como os Blues terão as duas mãos disputadas em Sevilha no estádio Ramón Sanchéz Pizjuán. Cidade onde já fomos muito felizes com a conquista da Taça UEFA em 2002/03.

Apesar das condicionantes em Inglaterra que impedem o FC Porto de jogar em casa, não é a única dor de cabeça para a equipa técnica. Não nos podemos esquecer que Sérgio Conceição não pode contar com duas peças fundamentais do esqueleto tático, Sérgio Oliveira (com a acumulação de amarelos) e Taremi (pela expulsão no último jogo contra a Juventus FC). Sem os dois jogadores, as dúvidas ficam no ar, quem os irá substituir? De que maneira pode afetar o jogo? À partida ninguém está à espera de um jogo fácil, espera-se uma luta muito grande para chegar às semifinais da competição.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No entanto, a falta dos jogadores pode abrir portas táticas. É inquestionável a influência de, principalmente, Sérgio Oliveira no jogo portista. Sérgio Conceição pode equacionar manter o normalmente utilizado 4-4-2, com Grujic e Evanilson ou Toni Martínez a substituir os faltosos. Também pode utilizar um 4-3-3 em que o meio campo poderia ser construído com Grujic, Uribe e Fábio Vieira, à frente deste miolo com Corona, Otávio e Marega para aproveitar o espaço nas costas da defesa da equipa inglesa. Ou então, utilizar o mesmo esquema tático utilizado contra o Manchester City FC, surpreendendo tudo e todos, pela ousadia de jogar com os alas bem abertos.

Esta imprevisibilidade tática tem de ser utilizada a favor dos Dragões, uma vez que complica a preparação para o jogo da equipa inglesa, cabe ao treinador português preparar a melhor equipa possível para o confronto.

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Ao resto da equipa, honrem o símbolo que carregam ao peito, façam-nos sentir que estão a dar tudo em campo, lutem! É o momento de o FC Porto, mais uma vez, elevar-se na Europa e mostrar a raça do Dragão e as gentes que vos apoiam incondicionalmente. Uma boa prestação nesta fase que começa na quarta-feira é uma autêntica “chapada” no futebol atual onde os milhões ultrapassam a paixão, sonho está vivo. A massa adepta não se pode deslocar ao campo para apoiar-vos, mas adepto vai estar em casa com os braços no ar a gritar por vocês.

Pela cidade, pelos adeptos, o céu é o limite!