Adrian López chegou ao FC Porto na época 2014/15 proveniente do Club Atlético de Madrid numa transferência que causou muito impacto até pelos valores envolvidos, 11 milhões de euros por 60% do seu passe.

O seu potencial não estava em causa até porque vinha de três épocas de excelente nível no “gigante” espanhol. O valor pago, esse sim, pode ser questionável, se os 11 milhões gastos fossem pela totalidade do seu passe era compreensível sendo por apenas 60% foi uma operação muito arriscada, o que infelizmente se veio a confirmar.

O lado mental de um jogador de futebol é muito importante no seu rendimento e esta dimensão é muitas vezes desvalorizada pelas “estruturas” dos clubes. Adrián pareceu sempre um jogador triste, “perdido”, distante de tudo que o rodeava. Algo estranho para um jogador que tinha acabado de participar numa final da Liga dos Campeões.

Adrián chega ao FC Porto depois de jogar 143 jogos pelo Club Atlético de Madrid onde apontou 26 golos. Ganhou uma Liga Espanhola, uma Liga Europa, uma Taça do Rei e foi finalista da Liga dos Campeões sendo sempre uma peça importante para Diego Simeone. E como temos visto com exemplos recentes como Gaitán ou Gelson Martins jogar nas equipas de Simeone não é propriamente fácil. Isto é mais uma prova do valor de Adrián.

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Adrián esteve em destaque na Taça de Portugal ao fazer um “poker”
Fonte: FC Porto

Nas seleções jovens espanholas esteve sempre em grande destaque onde foi campeão da Europa Sub 21 em 2011 onde em cinco jogos fez cinco golos. Outro grande destaque foi o Mundial de Sub 20 em 2007 onde também apontou cinco golos em cinco jogos. Esteve também presente nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

A verdade é que nunca se conseguiu impor no FC Porto, andando de empréstimo em empréstimo (tendo um rendimento interessante nesses clubes), e a pergunta continua por responder: Qual a razão para Adrián não se conseguir impor? Sérgio Conceição é forte no trabalho mental que faz com os seus atletas e com a lesão de Aboubakar talvez seja desta que vamos ver o verdadeiro Adrián. Até porque pelas suas características permite ao treinador portista variar como ele gosta o sistema tático durante a partida.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira