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Estamos à entrada do quinto mês de trabalho da presente época e parece que finalmente Lopetegui começa a definir a equipa. Verdadeiramente, não era uma tarefa fácil, uma vez que os egos eram diversos, o plantel novo e muitos jogadores não se conheciam. Todavia, a necessidade de formar uma equipa era urgente tendo em vista os objetivos a que o clube se propunha.

Curiosidamente ou não, o onze era óbvio desde o início, salvo uma outra possibilidade. Dois jogos, duas vitórias, uma coisa em comum, os mesmos jogadores iniciais. Fabiano, Alex Sandro, Danilo, Maicon, Martins Indi, Casemiro, Herrera, Quintero, Brahimi, Tello e Jackson. É notória a ausência de jogadores portugueses! Dos que integram o plantel azul e branco, talvez só Quaresma pudesse discutir o lugar com Tello. Ruben Neves ainda é um miúdo que embora tenha muita qualidade deve jogar apenas alguns jogos, sem nunca esquecer que a principal prioridade é o seu crescimento (Ruben foi distinguido como a revelação do ano, vencendo um Dragão de Ouro). Assim sendo, no onze inicial estariam 3 internacionais brasileiros, 1 internacional holandês, 2 internacionais colombianos e 1 internacional argelino, cuja qualidade é inegável.

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O "onze base" do FC Porto  Fonte: FC Porto Vídeos
O “onze base” do FC Porto
Fonte: FC Porto Vídeos

A colocação destas peças em campo permitiu a Lopetegui deixar fluir o seu jogo, pois algumas das lacunas até agora mais discutidas estão a ser diminuídas. Casemiro e Herrera dão apoio aos centrais na primeira fase de construção, diminuindo a possibilidade da “pressão alta” que o Porto tanto tem sofrido ao longo desta época. Herrera, com a função de ser o box-to-box da equipa, procura dar profundidade ofensiva, mas também transportar o jogo desde trás – é considerado o “Di María do meio-campo” e tem subido muito de rendimento. Casemiro talvez seja o jogador mais discutido por todos os espetadores, dado que ainda tem muitas lacunas para serem trabalhadas, mas é sem dúvida o melhor médio defensivo de que o plantel dispõe e por alguma razão foi recentemente convocado para uma das melhores e mais competitivas seleções do mundo.

Brahimi é visto como o grande mágico deste Porto e tem elevado cada vez mais o seu futebol a outro patamar. Já não é só o jogador que encantou na Liga Francesa e na Liga Espanhola (vencendo recentemente o prémio de melhor jogador africano na temporada transata) pelos seus dribles, pelos seus níveis acima da média no confronto 1×1. Brahimi é hoje um jogador de equipa, um jogador que usa as suas mágicas fintas em prol do coletivo, que marca, dá a marcar e distribui jogo. Será possivelmente o melhor jogador em termos de características individuais a atuar no campeonato português.

O colombiano Quintero tem um dom, o dom do último passe – é um número 10 puro, é um craque que começa a ganhar o seu lugar e a espalhar o seu futebol em campo, oferecendo golos, marcando golos, sendo o pilar entre o meio campo e o ataque. Estes dois jogadores, que alternam entre a ala e o meio-campo, são os criativos, os desequilibradores, os mágicos deste Porto versão 2014/2015 e, com o tempo, conhecendo-se cada vez melhor, certamente vão dar muito que falar esta temporada.

Quintero e Brahimi - os doís mágicos no Dragão  Fonte: zerozero.pt
Quintero e Brahimi – os doís mágicos no Dragão
Fonte: zerozero.pt

No ataque, temos também Tello, que vem da cantera do Barça e que possui uma enorme velocidade – deixou o egoísmo que apresentou no início da época (talvez pelo ego de vir do Barcelona) e tornou-se somente o jogador com mais assistências da equipa; e Jackson, que, com toda a sua qualidade, beneficia jogo após jogo de toda a envolvente em seu redor – tanta qualidade junta permite-lhe deter um ótimo registo de golos (recentemente venceu o prémio de melhor desportista do ano no Futebol Clube do Porto).

Na defesa, as laterais pertencem inegavelmente aos 2 internacionais brasileiros – Danilo (recentemente distinguido como o melhor futebolista do ano no reino azul e branco) e Alex Sandro. No centro da defesa, Martins Indi, o internacional holandês, parece ter assegurado o seu lugar no onze, acompanhado por Maicon.

Os próximos jogos irão ditar se a rotatividade acabou (ou pelo menos abrandou). Se assim for, o Porto tem, sem margem para dúvidas, uma equipa para lutar por todas as frentes que ainda disputa e, sobretudo, um plantel que, tendo uma média de idades de 23,8 anos, tem ainda uma margem de progressão enorme. A Taça de Portugal já não é um objetivo para esta época, os qrandes objetivos são obviamente a recuperar o título nacional e elevar o nome do clube na Liga dos Campeões. Só depende da equipa, a qualidade está toda lá. Somos Porto.

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