Há cerca de um ano, Vitinha, jovem médio do FC Porto, foi reencaminhado para o Wolverhaptom Wanderers FC, por empréstimo com opção de compra – segundo alguns obrigatória – não é, Fernando Gomes?

Porém, os ingleses decidiram que a situação não era bem assim e não acionaram qualquer cláusula que os obrigava a ficar com o jogador. Sendo assim, muito se especulou sobre o seu futuro, mas, aos dias de hoje, o seu dia-a-dia parece ser no FC Porto. Deste modo, foi um regresso que foi recebido com bastante agrado por todo universo portista, pela qualidade já evidenciada pelo internacional sub-21 português nos azuis e brancos e na seleção nacional de esperanças.

Vitinha
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Neste grupo também se inclui Sérgio Conceição que, de acordo com as notícias do verão passado, terá ficado desagradado com a saída do centro-campista, pois era um atleta com qual contava para o decorrer da temporada passada.

Esta situação, no entanto, deixa muitas questões no ar. Em primeiro lugar, os dirigentes portistas vão tentar dar uma segunda vida a Vitinha na cidade invicta ou quererão mesmo avançar para uma transferência? De recordar que o principal responsável financeiro do FC Porto tinha dado como certo um encaixe de 20 milhões com o passe do jogador.

Porém, há outras questões que se levantam, sendo que uma delas é o amadorismo que reina na direção azul e branca. Quando ocorreu a oficialização da saída de Vitinha, todos assumiram que seria um adeus em definitivo, apesar do modo como ingressou na Premier League, mas foi algo que não se verificou. Aqui pergunta-se: que dividendos retirou o FC Porto desta transação?

Anúncio Publicitário

Relembrar que Vitinha abandonou o seu clube de formação numa altura em que estava a impor-se nas escolhas de Sérgio Conceição, pelo que todos os adeptos portistas devem-se interrogar de qual foi a necessidade do seu empréstimo.

Em termos desportivos, esta é uma boa noticia, pois Vitinha faz lembrar o futebol de João Moutinho, jogador que brilhou com a camisola do FC Porto, o que significa que o seu potencial é reconhecido por todos. Forte no transporte de bola, no passe e no drible, Vitinha pode oferecer critério com bola ao jogo dos azuis e brancos, algo que parece ter sempre faltado ao plantel de Sérgio Conceição.

Numa comparação em sentido amplo, desde a saída de Oliver Torres, que a formação portista não tem alguém com o seu perfil, não colocando aqui ao barulho Fábio Vieira ou Otávio, que ocupam outros espaços no terreno de jogo.

Resumidamente, o retorno de Vitinha parece nascer de uma certa incompetência da direção portista, que inicialmente pretendia um cenário diferente daquele que temos hoje. Contudo, adaptando um determinado ditado popular, “há incompetências que vem por bem”.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome