Flash e Conferência de Imprensa de Sérgio Conceição explosivas

O FC Porto, no seu último jogo a contar para a Liga dos Campeões, recebeu em sua casa o Liverpool. A partida não correu como estávamos à espera e mais uma vez o embate frente aos orientados de Klopp terminou em goleada, 1-5. A polémica instalou-se no fim do jogo e teve lugar na sala de conferência de imprensa com Sérgio Conceição como personagem principal.

O treinador começou por assumir toda a responsabilidade, e até aqui tudo normal – era de estranhar se não o fizesse – as declarações polémicas vieram a seguir.

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Conceição afirmou exaltado que o que aconteceu “Foi vergonhoso. (…) Cometemos nove faltas, o que não é normal. Se tivéssemos 80 por cento de posse de bola, aceitava. Tenho de falar com o presidente porque a mensagem certamente não passa. (…) A partir do momento em que acho que essa mensagem e em que o que é pedido não é feito, nem sequer se tenta fazer, não estou aqui a fazer absolutamente nada”.

Este é só um pequeno excerto daquilo que foi dito, o mister ainda concluiu que se tivesse jogado com a equipa de juniores eles teriam feito melhor figura.

Existem aqui nestas declarações inúmeras contradições, a primeira delas, aquela que salta mais à vista, é que um treinador que diz que assume a culpa do mau desempenho da sua equipa em campo, não pode vir a seguir “descarregar” nos seus jogadores. Ou dá a cara pela equipa ou foge das suas responsabilidades.

Sérgio Conceição FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Um jogo daquela dimensão tem de ser muito bem preparado, especialmente quando o adversário é um velho conhecido nestas andanças da competição milionária.

Sérgio Conceição já defrontou várias vezes Jurgen Klopp, já deveria ter algumas noções dos seus pontos fortes e dos pontos fracos, e aquilo que se viu foi que o mister não sabe fazer o seu trabalho de casa.

As lesões de Pepe e Otávio não podem ser usadas como desculpas quando se tem um plantel cheio de soluções à sua disposição.

Pepe já se sabia que era complicado jogar, era preferível ter preparado Fábio Cardoso durante a semana toda dando-lhe confiança e não ter optado, no dia, por colocar o capitão a jogar e ainda à última da hora lançar o central português que ainda não tinha somado qualquer minuto com a camisola do FC Porto.

Outra debilidade tática criada pelo treinador foi a aposta em Zaidu e Corona para as laterais. Do lado direito temos um João Mário em ascensão que tem vindo a provar merecer o lugar, ficar no banco só demonstra que o treinador não confia nele para os grandes jogos, diminuindo a confiança e evolução do jogador.

Do lado esquerdo temos Wendell, um lateral de 27 anos com muita experiência no mundo do futebol, incluindo na Liga dos Campeões, que fica no banco vendo Zaidu sendo constantemente ultrapassado por Mohammed Salah.

Por isso sim, Sérgio, concordo – a culpa foi tua a 100%, e se as coisas não saíram bem só tens de fazer uma introspecção, engolir o orgulho e começar a aprender com os erros.

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