Esta semana não podia ter começado de melhor maneira para o FC Porto, com os pupilos de Sérgio Conceição a carimbarem a sua passagem para os quartos-finais da Liga dos Campeões, após eliminarem a Juventus FC numa eliminatória emocionante. Um resultado que voltou a colocar os azuis e brancos nos holofotes de toda a Europa, ora não tivesse eliminado uma formação onde figuram estrelas como Cristiano Ronaldo, Bonucci ou Dybala.

Apesar das dúvidas que existiram até ao final da partida, os jogadores do FC Porto mostraram uma solidariedade, uma raça e uma crença muito grande, o verdadeiro “ADN à Porto” e conseguiram registar a 11.º passagem do clube português até aos oito melhores emblemas da Europa. Mas aqui também é necessário destacar um elemento, que não marca, não defende, não assiste, nem vai à baliza, e que, no entanto, tem o mérito de ter devolvido a alma à equipa liderada por Pinto da Costa.

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Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Esse alguém é Sérgio Conceição. O treinador português chegou ao clube do seu coração, longe dos tempos dourados, numa altura em que o FC Porto já não sabia o que era conquistar um troféu há cinco anos e o seu ingresso na tão aclamada “cadeira de sonho” permitiu um novo renascer dos atuais campeões nacionais.

Todavia, não foi só a nível interno que os resultados apareceram, também a nível europeu o FC Porto tem dignificado a sua história e a somar boas participações. Em 4 anos, os Dragões, sob a égide de Sérgio Conceição, já conseguiram dois quartos de finais da Liga dos Campeões, uns oitavos de finais da mesma competição e uns 16 avos finais da Liga Europa, o que traduz bem da competitividade que Sérgio incutiu no seu grupo de trabalho. Além disso, estas participações são cruciais para a saúde financeira do FC Porto, pois quanto mais longe chegar na Europa, mais dinheiro arrecada e como todos sabemos, atualmente, qualquer cêntimo é bem vindo no reino do Dragão.

Pode-se não gostar do estilo de jogo que os portistas exibem no presente, ou das escolhas e opções táticas de Sérgio Conceição, mas algo que ninguém pode negar é a vontade e a sua dedicação em prol do clube, algo que já não era visto no banco do Estádio do Dragão há largos anos e isso é algo que eu aplaudo e saúdo. A última terça-feira foi um exemplo perfeito do que retratei na frase anterior e que tenho a certeza, que como eu, qualquer portista ficou emocionado com a exibição da equipa.

Em suma, Sérgio Conceição, por tudo o que já fez, já tem o seu lugar na história do nosso clube e muito tem conseguido fazer. Já o FC Porto continua a dignificar o nome de Portugal pela Europa fora e gostando mais ou menos da equipa portista, é inegável que é o maior exportador, dentro dos relvados, do futebol português.

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