Na antecâmara de um sempre apetecível (?) clássico, as prioridades – agora que a distância para o bicampeonato parece tão inalcançável – resumem-se a esperar que algo pouco comum aconteça. Mas será essa a maior preocupação dos portistas?

A história diz-nos que a probabilidade de o final anunciado dar uma volta de 180 graus é quase nula, pelo que, para além de vencer um Sporting CP que se deve apresentar no Dragão não na máxima força e ganhar embalagem para a final da Taça, a grande preocupação dos azuis e brancos deve e tem de ser a de criar condições para a manutenção do grande obreiro dos resgate da alma e dos títulos que o dragão já há algum tempo via como uma simples e longínqua memória.

Tudo aponta para a continuidade, ainda que nada esteja garantido
Fonte: FC Porto

Não há volta a dar: vencer a prova rainha não só quebra uma frustração com quase oito anos como também ameniza o término de época algo atribulado. Alcançado esse objetivo, então, o tempo será de garantir a continuidade de Sérgio Conceição, que, não estando com um pé fora do clube, vem sendo algo enigmático quanto ao seu futuro.

Para o FC Porto, pior que ter de encontrar soluções para colmatar a saída de cinco ou seis titulares, seria pôr cobro a um projeto de competência e garante de qualidade como é Sérgio Conceição. Sejam as mais valias geradas pelas vendas que se adivinham bem empregues no reforço qualitativo do plantel e, então, SC pode ter as armas que lhe faltaram ao longo de dois anos. Esse seria um cenário bem apetecível e o barómetro necessário para aferir a total capacidade de alguém que, com pouco, já fez muito.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

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