Na semana passada, a imprensa desportiva noticiou que o empresário de Jesús Corona ofereceu os serviços do jogador a “custo zero”, após terminar o seu contrato com o FC Porto, a troca de dez milhões de euros, em comissões.

O problema desta notícia está na ética ou falta dela por parte do agente do mexicano, que à luz das regras da FIFA, cometeu uma ilegalidade. As normas desportivas acerca deste assunto referem que apenas a 6 meses do fim do vínculo laboral com o clube atual é que o jogador em questão pode negociar livremente com outro emblema qualquer, sem prestar esclarecimentos à sua entidade patronal.

Deste modo, apesar de Corona estar já a um ano de expirar o seu contrato, este prazo ainda não respeita o prazo legal, pelo que o FC Porto tem motivos para apresentar uma queixa contra Matias Bunge.

No entanto, falta saber se Corona consentiu este comportamento por parte do seu empresário, algo que não seria muito surpreendente, uma vez que o jogador, em declarações recentes, deu a entender estar aberto a qualquer opção, pelo que a renovação não é uma obsessão para “Tecatito”. Porém, este comportamento pode ser claramente visto como uma “traição” para com o FC Porto, além de poder ser também um ato que lesaria diretamente os interesses dos portistas, caso o Club Atlético Madrid aceitasse fazer parte deste negócio, os dragões iam ver um dos seus principais ativos sair sem qualquer compensação financeira.

Por outro lado, esta informação que saiu a público mostra mais uma vez que os agentes de futebol são um grande problema no futebol mundial, que tentam colocar os clubes reféns dos jogadores e que só uma coisa os move, o dinheiro. E a pergunta que se coloca a estes agente é a seguinte: O que é mais importante, a carreira do seu agenciado ou o dinheiro que possam ganhar com eles? Perante esta notícia, a resposta não parece ser difícil de adivinhar, infelizmente…

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Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Neste caso, parece claro que o FC Porto tem de ter mão pesada sobre este caso, até para que esta situação possa servir de exemplo para outros casos que possam vir a acontecer. Ou seja, ou Corona se desfaz do seu empresário e renova, mostrando a sua boa-fé com o emblema azul e branco, ou a sua saída neste defeso parece inevitável. Digo isto, porque a ideia do empresário parece já está definida, não esquecendo do estratagema que já arranjou na última renovação com a cláusula de rescisão, pelo que o FC Porto se quer vir ainda a ser ressarcido pelo passe do jogador, a venda será a melhor solução.

Desta forma, apesar da conduta do empresário, “Tecatito” também não fica muito bem na fotografia e arrisca-se a sair do Estádio do Dragão pela porta pequena. Este comportamento em nada espelha a classe que Corona espalha semanalmente nos relvados, mas já se sabe, as ações ficam para quem as pratica.

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