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Ponto 1: o FC Porto passou em semana de exames. À vitória na Póvoa de Varzim, sem contestação e com um voluntarioso mas desinspirado Osvaldo, juntou-se a segunda vitória nesta edição da Liga dos Campeões. Como tinha escrito no último texto, o Maccabi mostrou ser imensamente inferior aos dragões, apesar de alguns calafrios (leves, levezinhos) causados à defensiva azul e branca. Tempo para o regresso aos golos de Aboubakar (que jogo fez ele… Outro!) e para o recorde de Rúben Neves, mais jovem capitão de sempre na Champions.

Ilações negativas também puderam ser retiradas. No meio do acerto coletivo que parece ter assentado de vez no Dragão, há algo que destoa. Uma intermitência, direi assim. Jesús Corona tem alternado jogos muito bem conseguidos com exibições altamente inconsequentes. Que ninguém se deixe enganar: tem fino recorte técnico e capacidade de explosão. Fisicamente, é frágil, mas quantos e quantos assim o são? Mas tem faltado fio condutor.

Contra o Maccabi Telavive, foi o elemento mais fraco da equipa. Tentou assumir jogo pelo corredor direito, mas acabou sempre por canalizar o jogo para os duelos individuais que raramente venceu. Mal na decisão, fez lembrar alguém que tanto critiquei na pré-temporada: Cristian Tello.

Precisamente, Tello. Na face oposta da moeda, o catalão foi, ainda que discutivelmente, o melhor em campo na Taça de Portugal. A primeira boa exibição do extremo emprestado pelo Barcelona na estação 2015/2016. Os Laivos de clarividência já tinha sido demonstrados frente ao Belenenses, onde atuou pouco tempo, confirmaram-se frente ao Varzim.

Corona foi muito inconsequente frente ao Maccabi Fonte: FC Porto
Corona foi muito inconsequente frente ao Maccabi Tel Aviv
Fonte: FC Porto

Coincidência? Talvez, mas a mais afortunada. Numa altura em que o FC Porto procura (e deve!) estabilizar níveis exibicionais mais do que satisfatórios, até a roçar o muito bom, é necessário que nenhum jogador dos onze que entrem de início esteja alguns furos abaixo dos outros. Missão complicada? Pois claro. Mas é a distinção das equipas de topo. Estará na hora de dar uma oportunidade a Tello? Diria que sim. Os predicados da época passada não terão, com certeza, desaparecido, e a qualidade está comprovada.

Nunca será uma decisão definitiva, até porque reconheço em Corona valor para ser titular no FC Porto. Mas há que testar. E pôr a jogar os melhores, ou, pelo menos, quem está melhor. É como nas seleções. Continua a falar-se castelhano.

Foto de Capa: FC Porto

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