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Um dos aspetos negativos da temporada passada foi a performance defensiva do FC Porto, a nível interno, já que os portistas concederam mais golos do que o habitual. Um aspeto que contribuiu inevitavelmente para o insucesso da época desportiva, pois é verdade que sofrer um golo não é sinónimo de derrota, mas também não é mentira que não sofrer deixa-nos sempre mais perto dos pontos.

A sabedoria já é antiga, mas não deixa de ser atual: uma equipa constrói-se a partir de trás, o mesmo significa que o sucesso começa pela base, pois não adianta de nada ter um telhado bonito, se a estrutura da casa não o aguenta. E este paralelismo parece ter sido um pouco o resumo do ano dos azuis e brancos, que desde cedo demonstraram uma permeabilidade que já não era testemunhada há alguns anos. Sendo que as partidas com o CS Marítimo, no Dragão, e contra o FC Paços de Ferreira, na capital do móvel, demonstraram bem este fator preocupante.

O principal motivo deste dado parece vir das laterais, uma vez que tanto Manafá, como Zaidu não mostraram até agora soft skills, além da velocidade, para serem indiscutíveis de uma formação como o FC Porto. Não desfazendo do seu compromisso e profissionalismo em prol do clube, ambos os atletas parecem demonstrar debilidades que prejudicam a forma de jogar da equipa de Sérgio Conceição.

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Zaidu
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O que isto quer dizer? Desde 2017/2018, que Sérgio Conceição sempre valorizou e chamou a “jogo” os seus defesas laterais, de modo a beneficiar da profundidade que estes possam conceder pelo flanco e dos cruzamentos tirados para a área.

Tal função foi muito bem desempenhada por Alex Telles, durante as várias temporadas ao serviço do emblema da invicta, e que evidenciou da melhor forma a preponderância que o sistema tático do FC Porto pede a um jogador que atue naquela posição. Algo, que os seus dois colegas de profissão não parecem conceder com a mesma qualidade e isso é notório nos números de assistências.

Porém, as fragilidades também se demonstraram a nível defensivo. É certo, que a velocidade conseguiu disfarçar muito esses problemas, mas quando o nível subiu a conversa foi outra e aí temos o claro exemplo do jogo com o Chelsea FC, a contar para a Liga dos Campeões.

Deste modo, parece ser um dos problemas que a estrutura azul e branca, juntamente com a equipa técnica terá de resolver e solucionar. Algo, que aparentemente, parece estar a acontecer, no que toca ao lado esquerdo, pois já foram apontados vários laterais esquerdos ao FC Porto.

No lado contrário, a solução já parece ter sido encontrada e falamos de João Mário, que terminou a última época com muitas boas indicações, deixando a sensação que pode ter na temporada que se aproxima a sua afirmação na posição. Pelo menos, a nível ofensivo parece estar um patamar acima de Manafá. Contudo, também a promessa Tomás Esteves parece disposto a encontrar o seu espaço no plantel principal dos dragões, mostrando-se mais confiante, após um empréstimo em Inglaterra.

Assim, os azuis e brancos terão toda uma pré-época para resolucionar esta questão, que parece estar bem identificada pelos responsáveis do clube. Agora, é altura, de dar tempo ao tempo e esperar que as “asas do Dragão” sejam um apoio bem forte para uma temporada cheia de títulos.

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