fc porto cabeçalho

Hoje estreamos uma nova rubrica na Secção FC Porto do Bola na Rede. Começamos a apresentar os dez jogadores que mais vezes vestiram a azul, branca, indomável e imortal camisola do FC Porto.

O décimo jogador da lista é Hernâni. Provavelmente desconhecido do público em geral e dos mais jovens em particular, o Furacão de Águeda, como era conhecido, representou o clube durante 13 temporadas, entre 1950 e 1964 (na época 52/53 alinhou pelo Estoril Praia para poder cumprir o serviço militar obrigatório), tendo realizado um total de 335 jogos. A estes números juntou uns incríveis 183 golos, que fazem dele o segundo melhor marcador da história do clube, apenas suplantado pelo eterno Fernando Gomes. Numa altura em que a lealdade ainda era um valor a ter em conta no futebol, Hernâni sempre demonstrou enorme apreço pelo clube e defendeu afincadamente as suas cores.

“Sabe, até Eusébio tinha grande admiração por mim. Tratava-me por Sr. Hernâni”

São palavras do próprio que atestam bem a qualidade que tinha como futebolista. Versátil e polivalente cumpria com mestria qualquer posição do meio campo ou ataque.

Fonte: Memoriaportista
Fonte: Memoriaporto.blogspot.com
Anúncio Publicitário

Nascido a 1 de Setembro de 1931 em Águeda, estreou-se pelo FC Porto a 28 de Janeiro de 1951, no Campo da Tapadinha, numa derrota por 4-1 frente ao Atlético CP.

O resto é história. Conhecido pelos mais estonteantes e incisivos dribles, possuía uma qualidade inata a finalizar. Numa altura em que o FC Porto estava num patamar substancialmente inferior aos seus rivais de Lisboa, conta no seu palmarés com duas Ligas Portuguesas (55/56 com Yustrich como técnico e 58/59 sob o comando de Bella Gutmann) e duas Taças de Portugal (55/56 e 57/58). A nível regional conquistou por 7 vezes a Taça da AF Porto. Retirou-se em 1964.

De ressalvar e relevar o seu percurso na Seleção Nacional numa época na qual rareavam as chamadas de jogadores do FC Porto à principal seleção do país. Foram 28 jogos e 5 golos apontados.

Tinha uma enorme admiração e estima por José Maria Pedroto de quem chegou a ser colega de equipa. Amizade recíproca, não tivesse o Mestre exigido a sua incorporação como Diretor para o futebol quando, em 1966/1967 assumiu os destinos da equipa de futebol como treinador principal. Esteve ligado a vários cargos diretivos no clube.

Morreu a 5 de Abril de 2001 como um dos principais símbolos do clube.

Foto de Capa: Memoriaporto.blogspot.com

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Comentários

Artigo anteriorVamos aguardar uma surpresa e que o Bétis fique nos primeiros lugares
Próximo artigoDo relvado para o escritório – Entrevista Diogo Luís
Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.