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“O Futebol Clube do Porto acabou”. Esta foi uma das frases mais utilizadas nos últimos meses para fazer referência não só ao ‘reinado’ de Pinto da Costa mas, também,(imagine-se!), ao próprio clube. Os resultados registados deixam muito a desejar, o plantel não convence, tudo está mal. Sobre os registos positivos ninguém fala – esquecem-se, como, aliás, sempre acontece quando o clube merece destaque.

Silvestre Varela (Portugal), Eliaquim Mangala (França), Steven Defour (Bélgica), Diego Reyes e Hector Herrera (México), Juan Quintero e Jackson Martínez (Colômbia), Nabil Ghilas (Argélia) e Jorge Fucile (Uruguai). São, no total, nove os representantes portistas presentes no Brasil para disputar o Mundial de Futebol 2014. Nove!

Seria fácil pegar nestes números e entrar numa extensa comparação com outros clubes portugueses. Curiosamente, o Benfica conta com cinco jogadores na prova e o Sporting com quatro (5+4=9, uma conta simples de se fazer). Mas não, não irei por aí. Seria um desperdício do tão precioso espaço deste texto e, acima de tudo, seria um desperdício de tempo, quer para mim, que o escrevo, quer para todos vós, que me lêem.

O objectivo deste conjunto de parágrafos é, sim, combater a crítica e todos aqueles que tão mal falam do clube pelas vendas de jogadores “importantes” e supostas “lacunas” no capítulo da compensação de venda dos mesmos. Pois eu pergunto: o quê?

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A nível de capital, o Futebol Clube do Porto encaixou, uma vez mais, como quase ninguém. Tem também garantias de receber mais um bom conjunto de milhões no verão que se avizinha. Ao vender atletas ditos “importantes” terá posses para os substituir – como aliás sempre tem feito.

Jackson está no Mundial e está perto de sair Fonte: Goal.com
Jackson está no Mundial e está perto de sair
Fonte: Goal.com

Ora, dito isto, porquê continuar pelo caminho dos últimos dias? As alterações estão a ser feitas. A espaços, mas estão: o plantel vai sendo renovado, a equipa técnica já está no terreno a trabalhar e os reforços começarão a chegar em breve. Com tudo encaminhado, porquê optar por carregar na mesma tecla? A época foi má – isso é inegável. Foi má ao ponto de o Futebol Clube do Porto terminar em terceiro lugar, falhar a entrada directa na maior competição de clubes e “apenas” conquistar um troféu. Mas não é o fim do mundo.

E com “mundo” regresso novamente ao Mundial. Enquanto a época clubística não é retomada, não há nada melhor a fazer do que dar a todos aqueles que tanto criticam a oportunidade de virarem os olhos para uma outra prova. Aproveitem os trinta dias de Mundial (que entretanto já começou) e venham renovados para a nova época. Reconheçam o registo azul e branco (o melhor da história do clube) e interiorizem que, para tal acontecer, há qualidade – muita qualidade – envolvida. Muita tinta corre nos jornais nacionais e apenas uma pequena percentagem deve ser assimilada.

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