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Será difícil pedir melhor: esta terça-feira, o Futebol Clube do Porto dá-se ao luxo de regressar à competição três semanas depois, para pisar o maior palco do futebol europeu completamente tranquilo, sem pressão de maior. Uma vez mais, seria difícil pedir melhor e são poucos aqueles que, na verdade, o podem fazer.

Com o apuramento garantido, o regresso à maior e mais importante competição de clubes do mundo é feito com toda uma outra pressão. Ou, arriscaria dizer, sem pressão. À entrada para o último terço da fase de grupos, o FC Porto apenas se faz acompanhar de Real Madrid, Bayern de Munique e Borussia Dortmund nesta privilegiada posição.

Invejável, desejada por muitos, mas, acima de tudo, importante. Depois de três semanas sem jogar, com o ritmo competitivo em baixo e o regresso aos trabalhos enquanto equipa, não seria tarefa fácil entrar no primeiro minuto a lutar pelo apuramento, pelo que a posição ganha por direito pelos Dragões surge em data perfeita.

Nunca vi paragens internacionais com bons olhos. Não pela substituição dos jogos a azuis e brancos pelo vermelho da selecção que raramente me convence; não por ver Éder somar jogos atrás de jogos sem marcar um golo com a camisola das quinas; mas sim – e esse sim, é O motivo – porque quanto mais jogos realizam, melhor jogam os comandados de Lopetegui. Foi assim com os técnicos anteriores, é assim com o basco.

Posto isto, que não sobre lugar a interpretações indesejadas: o Futebol Clube do Porto vai à Champions para vencer, como sempre o fez. Tem, sim, uma outra margem de manobra e, acima de tudo – é aí, só aí, que pretendo chegar – muito menos pressão. De resto, um primeiro lugar para conquistar.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

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