À 22.ª jornada os Dragões ocupam a terceira posição da Primeira Liga com 48 pontos, menos 10 pontos do que o líder Sporting CP. Uma distância que é pouco habitual no futebol português, o que leva à necessidade de perceber o que deu errado nas oito partidas em que o FC Porto perdeu pontos (seis empates e duas derrotas).

O primeiro grande deslize deu-se no terceiro jogo oficial da temporada numa receção ao CS Marítimo. Os azuis e brancos saem derrotados da própria casa por culpa própria, revelando nessa partida uma grande fragilidade e passividade defensiva. O grande ponto fraco na partida foi a falta de organização na marcação dos avançados insulares, o que permitiu que fizessem três golos (o jogo terminou 2-3). A ineficácia dos Dragões no ataque pesou imenso no resultado, tendo em conta que o jogo termina com 10 remates à baliza e 11 ao lado por parte da equipa da casa.

Na partida seguinte jogava-se o primeiro clássico da temporada e houve novamente uma escorregadela do FC Porto, ainda que seja mais compreensível por ser em Alvalade e perante um Sporting CP que já não se via há muito tempo. Contudo, os Dragões estiveram a vencer desde o intervalo e sofreram um golo por culpa própria a três minutos dos 90′, registando mais uma vez um índice alto de passividade na defesa tendo em conta que Vietto aparece sozinho na cara da baliza para fazer o 2-2.

Sem deixar acabar o mês de outubro, o FC Porto volta a perder pontos num jogo em que poderia e deveria ter feito muito mais. O FC Paços de Ferreira, que é já a equipa revelação da principal prova portuguesa, foi bastante superior ao detentor do título e aos 60 minutos estava a vencer por 3-1. Embora o encontro tenha terminado por 3-2, os castores poderiam ter vencido por uma vantagem ainda maior. O lance do primeiro golo, em que a bola é enviada do flanco direito para o esquerdo pelos pacences, fez com que os azuis e brancos perdessem completamente a organização defensiva e abrissem um espaço no interior para Dor Jan marcar. A falta de marcação no segundo golo sofrido pelo FC Porto é ainda mais gritante, numa jogada em que o setor defensivo portista apenas viu jogar.

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Os dragões só viriam a perder pontos novamente quase três meses depois frente ao SL Benfica a 15 de janeiro. As águias até marcaram primeiro, mas o FC Porto aos 25 minutos viria a empatar com um golo de Marega. O grande percalço do encontro foi a expulsão de Mehdi Taremi já perto do final do encontro, obrigando os dragões a baixar as guardas. Apesar disso, o resultado é um reflexo de um jogo muito equilibrado, embora com mais uma falha da dupla de centrais Pepe e Mbemba no golo do adversário.

O mês de fevereiro teve um grande impacto negativo na atual classificação do plantel comandado por Sérgio Conceição. No mês mais curto do ano o FC Porto participou em nove partidas entre a Primeira Liga, Taça de Portugal e Liga dos Campeões. Entre a 17.ª jornada e a 19.ª deram-se três empates consecutivos com Belenenses SAD, SC Braga e Boavista FC. No empate a zero no Estádio do Jamor, o FC Porto revelou bastantes dificuldades no processo ofensivo e não aproveitou a oportunidade de levar os três pontos contra uma equipa que não fez qualquer remate à baliza.

Frente ao SC Braga (2-2) os dragões portaram-se muito bem até ao segundo amarelo de Corona e consequente expulsão ao minuto 60. Os dragões não souberam gerir o jogo e defender o resultado, acabando por sofrer aos 87 e aos 94. Faltou alguma maturidade e frieza na hora de defender com tudo e levar a vitória para casa. Já na receção ao Boavista FC (2-2), o FC Porto foi completamente apanhado de surpresa e sofreu dois golos por pura desatenção e falta de agressividade. Manafá e Zaidu têm sido muito bons no ataque, mas precisam de melhorar no um para um a defender.

Por último, no mais recente clássico, contra o Sporting CP, o FC Porto criou várias oportunidades de golo, mas Mehdi Taremi e mesmo Marega estavam claramente num dia não. O Sporting CP não fez qualquer remate à baliza de Marchesín e veio ao Estádio do Dragão com o objetivo de fazer o melhor resultado possível frente a um adversário difícil, deixando os dragões assumir o jogo. Ainda assim, o jogo terminou com um empate a zero.

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Desde criança a colecionar cromos e recortes de jornais de vários jogadores até às longas carreiras nos videojogos no seu clube do coração, foram muitas as alegrias que o desporto rei lhe proporcionou. Assume ficar fulo quando não consegue acompanhar um jogo da equipa da cidade Invicta, mas no que toca a tudo o que acontece à volta do seu clube sente a obrigação de estar sempre atualizado. Estuda Ciências da Comunicação e é através da escrita que se prefere expressar.                                                                                                                                                 O Tiago escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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