amarazul

Na passada terça-feira, fiquei (como aliás é habitual) satisfeito por ver que o jogo do meu Futebol Clube do Porto frente ao BATE Borisov, relativo à quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, tinha transmissão televisiva na SportTV. Ou melhor, por ver que o jogo dos Dragões, a única equipa portuguesa já apurada para os oitavos-de-final, assim seria transmitido.

Fico sempre. Aliás, ficamos. Cá em casa somos assinantes da SportTV e achamos que os comentários da estação estão uns furos acima da concorrência nestes dias. Para surpresa nossa, no entanto, Lopetegui e os seus comandados não tinham um único elemento da equipa televisiva – aquela pela qual nós, muitos de nós, pagamos mais de vinte euros por mês para poder assistir aos jogos do nosso clube. Repito, o Futebol Clube do Porto não tinha um único elemento da imprensa à sua espera no final do jogo onde, curiosamente, voltou a estar em destaque – marcou três golos e somou mais três pontos, garantindo inclusive o primeiro lugar no grupo, algumas horas mais tarde.

A ausência de jornalistas foi evidenciada pelo próprio gabinete de comunicação do clube através das redes sociais mas, de resto, nada. Onde está o respeito e, mais do que isso, a confirmação de um trabalho justo enquanto estação que fornece um serviço aos seus assinantes? Onde está (esteve) a equipa que deveria ter acompanhado o encontro? Talvez num avião a caminho de São Petersburgo, onde no dia seguinte foi feita a cobertura habitual (e que todos, enquanto assinantes, esperamos ao subscrever a SportTV).

A referência a um clube rival não é, de forma alguma, uma crítica às águias. Não desta vez. Foi feito pela SportTV o que havia a fazer naquela quarta-feira. Vinte e quatro horas antes, porém (os jogos foram inclusive à mesma hora), algo faltou. E a ausência da equipa de reportagem deu ainda origem a uma ausência de justificação. Descriminação? Talvez. Esquecimento? Talvez. Nunca saberemos…

Falo neste texto do Futebol Clube do Porto como única equipa apurada para as eliminatórias como poderia falar de um outro qualquer em posição menos favorável. Falo enquanto adepto azul e branco como falaria se, em outra instância, se verificasse o mesmo num outro palco, com outro emblema. Naquela noite de gelo em solo bielorrusso, a chama do Dragão aqueceu o campo e a Europa. Estava tudo preparado para receber os jornalistas (não só da SportTV, seja dito), que não quiseram aparecer. Sem justificações dadas, é este o motivo que retiro do triste – reforço –, triste episódio para a imprensa portuguesa.

Fiquei satisfeito por ver que a estação pela qual pago(amos) uma mensalidade iria transmitir o encontro do meu clube para, no final, me ver ser ‘roubada’ uma das partes obrigatórias de uma cobertura futebolística. Pelo menos, assim o esperava de uma estação com os direitos de transmissão dos encontros de clubes do seu país na maior competição europeia.

Este é um dos casos que não podem passar despercebidos no desporto (e comunicação nacional). Este é um dos casos em que as vozes têm de se unir.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

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