Após a conquista do campeonato nacional em 2017/18, era altura do FC Porto começar a preparar a nova época. Tal preparação estava, desde o início, condicionada, visto que algumas saídas já se haviam efetivado, como era o caso de jogadores como Iván Marcano ou então Diego Reyes.

Em adição a essas subtrações, Ricardo Pereira, jogador que tinha sido preponderante na conquista do título na época anterior, encaminhava-se também para a porta de saída, rumo a terras de “Sua Majestade”.

Perspetivava-se, portanto, uma autêntica revolução no setor defensivo portista.

Comparativamente à temporada de estreia de Sérgio Conceição no comando técnico do FC Porto, apenas Alex Telles e Felipe restavam, no que ao quarteto defensivo diz respeito.

De modo a colmatar estas lacunas, o clube dirige-se ao mercado e assegura a contratação do prodígio brasileiro Éder Militão.

Na extremidade direita, treinador e presidente entenderam que a melhor opção seria apostar em Diogo Dalot, jovem que, apesar do enorme assédio que sofreu durante o mercado de verão, tinha renovado com o FC Porto, logo após o término das celebrações de maio.

Era com este quarteto que o FC Porto planeava atacar todas as frentes, a nível nacional e europeu.

Nas jornadas iniciais, muito por conta da lesão contraída pelo jovem português no término da temporada anterior, o FC Porto acumulava exibições “tremidas”, culminando, por fim, na derrota, em pleno Estádio do Dragão, frente ao Vitória SC.

No entanto, com a inclusão de Dalot e Militão, Sérgio Conceição conseguiu estabilizar o seu setor mais recuado, contribuindo para a consolidação dos “dragões” como uma das melhores defesas do velho continente.

Aproveitando a crise instalada no principal rival com a saída de Rui Vitória, o FC Porto foi construindo uma sólida vantagem para o segundo classificado, vantagem essa que, apesar de alguns empates “comprometedores”, haveria de ser efetivada após o triunfo caseiro dos azuis e brancos frente ao SL Benfica.

Em maio, novamente festa nos Aliados. Sérgio Conceição conseguira assegurar o “bi” logo na sua segunda época enquanto treinador na Invicta.

Diogo Dalot sagra-se bicampeão nacional pelo FC Porto, desta vez sendo peça fundamental na estratégia de Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

E por falar em treinador, Bruno Lage, solução interina a Rui Vitória, não permanecia no comando técnico encarnado, enquanto que, em sentido oposto, Sérgio Conceição via a confiança da massa adepta azul e branca redobrada (apesar das derrotas nas Taças).

Em termos de mercado, uma das melhores duplas de centrais da história recente dos “dragões”, como era apelidada pelos portistas, acabaria por embarcar rumo à capital espanhola: Felipe rumo ao Atlético de Madrid e Éder Militão rumo ao Santiago Bernabéu.

Já em relação a Dalot, a jóia portuguesa rumaria a Itália, a troco de quarenta milhões de euros, onde era visto como a principal opção para preencher a lacuna deixada pelo também português João Cancelo, atleta que havia rumado a Manchester.

Fonte: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

 

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