O tão famoso e cliché “querer às vezes não é suficiente”, encaixa-se perfeitamente com Tomás Esteves. Aos 19 anos é um dos laterais direitos mais promissores da sua geração e mesmo assim continua a ser visto como dispensável para o FC Porto e para Sérgio Conceição (o treinador nunca pareceu confiar no jogador).

A vontade do jovem é vencer neste Porto, já o afirmou em diversas ocasiões, e detém as capacidades para o fazer – é rápido, cheio de capacidade técnica e parece ter a capacidade mental para que estas novelas, que se vão arrastando, não afetem Tomás Esteves no momento em que seja chamado a jogo.

De relembrar que, em 2020, Pinto da Costa utilizou-o como um trunfo eleitoral, ao renovar o seu contrato, numa altura em que a sua utilização em campo começava a ser reclamada por todos. Seguiu-se o que todos pensávamos que seria um empréstimo para o jogador ganhar rotação e rendimento para assumir a posição nos dragões.

Anúncio Publicitário

Foi o Reading FC que acolheu Tomás Esteves, e, entre o banco e a titularidade, o defesa tornou-se o terceiro mais jovem a participar numa série de 20 jogos pelos ingleses no século XXI, algo que diz muito sobre a sua qualidade.

Acabado o empréstimo, o regresso ao FC Porto pareceu consensual e faria todo o sentido, afinal, aos 19 anos reúne qualidades que lhe permitem ser uma referência dentro do clube e um exemplo para os jovens.

Imagine-se o choque quando foi anunciado que Tomás Esteves nem sequer faria parte dos planos para a pré-época (ainda que tenha sido posteriormente chamado). Neste momento tornou-se óbvio: Sérgio Conceição não conta de todo com o jovem nem sequer como suplente. Tentou-se então colocar o jogador num clube da primeira liga portuguesa. Mas, teimoso e cheio de vontade de vingar no clube, rejeitou a proposta e insiste ficar no clube.

No decorrer das ocasiões que vão assolando o clube, é completamente plausível assumir que o treinador não vê a formação como uma solução real para os objetivos do clube, no final das contas o clube está suficientemente saudável a nível financeiro para investir milhões em jogadores de qualidade duvidosa.

No momento de decidir que passos dar na carreira, afirmo ferozmente que o jogador apenas atingirá as capacidades que prometeu na formação se abandonar o clube em definitivo (o irmão, Gonçalo Esteves, já deixou o clube). A política de empréstimos é um tiro no pé dos jogadores que nunca conseguem ter a estabilidade suficiente para acrescentar e regressar jogadores feitos.

Temos o exemplo de Bruno Costa que abandonou o clube em definitivo e conseguiu regressar, após demonstrar que consegue ser uma mais-valia em qualquer equipa da liga.

Veremos qual será o próximo passo do Tomás, mas a posição do clube parece ser clara e esperemos que a sua teimosia não o leve a estagnar no clube.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome