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Festa da Taça em Varzim, e com um protagonista à cabeça: Cristian Tello. No meio do ritmo pouco intenso que foi pautando a partida, foi sempre o espanhol o jogador mais decidido. Mas vamos por partes: tal como seria expectável, Julen Lopetegui mudou praticamente a equipa toda para o duelo desta noite. Objetivamente, do onze que iniciou o encontro com o Varzim, apenas Layún e Imbula têm sido opções consecutivas do treinador espanhol.

Tal facto não poderia, ainda assim, servir de desculpa para uma prestação menos conseguida. A verdade é que os primeiros minutos trouxeram um figurino que possivelmente os dragões não estariam à espera. Apesar do caráter aguerrido do Varzim, não era previsível uma postura tão positiva como a que os poveiros tiveram durante o primeiro quarto de hora. Percebeu-se que Quim Berto estudou bem o adversário, procurando não raras vezes colocar o seu tridente ofensivo na pressão à primeira fase de construção portista. Com Igor Lichnovsky com pouca capacidade para desempenhar esse papel de construtor, Imbula viu-se obrigado a recuar demasiado para junto de Martins Indi com o intuito de suster a forte pressão da equipa da II Liga.

Uma capacidade que foi apenas um fogacho e que durou 15 minutos. À passagem desse período, nunca mais o Varzim foi capaz de colocar um bloco tão alto como tinha feito. A partir daí, apareceu na Póvoa um FC Porto controlador, com e sem bola, esperando pelo momento certo para entrar na defensiva contrária. Essa foi a fórmula que permitiu, aos 20 minutos, a Bueno ver Tello que dominou bem e arrancou de forma impressionante para um golo com toda a tranquilidade.

Em ambiente festivo, o golo inaugural portista acabou por desanimar as hostes poveiras, dentro e fora de campo. É verdade que o Varzim, até intervalo, procurou uma e outra vez acercar-se com mais perigo da baliza do regressado Helton mas, objetivamente, durante esse período apenas um remate de Rui Coentrão fez ameaçar a vantagem portista. Imbula e Evandro eram donos e senhores do miolo e a capacidade desequilibradora de Cristian Tello e Silvestre Varela tornavam este Varzim cada vez mais um adversário à mercê do jogo ofensivo portista. Até ao intervalo, os milhares de adeptos que praticamente encheram o reduto poveiro ainda foram a tempo de ver o primeiro de três falhanços clamorosos de Pablo Osvaldo, perante Ricardo Silva.

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André André voltou a fazer o gosto ao pé
Fonte: jn.pt
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No segundo tempo, o figurino pouco mudou. Percebeu-se, a partir dos primeiros instantes, que à medida que o relógio corria, a capacidade física do Varzim diminuía. A pressão revelou-se praticamente inexistente e era um FC Porto completamente no campo do adversário que dominava por completo o segundo tempo. Depois de uma grande penalidade por assinalar a seu favor por mão de Sandro, viu-se uma equipa portista a controlar o jogo, mas não o resultado. Ou seja, apesar do Varzim não ter incomodado Helton, a verdade é que Julen Lopetegui viu-se obrigado a mexer no meio campo para que a agressividade tática da equipa não diminuísse.

Danilo Pereira foi um elemento preponderante nesse aspeto, não só para imprimir um ritmo mais alto com bola mas também pela capacidade impressionante que tem em posicionar-se. Com a entrada do português, Imbula e Evandro subiram no terreno e a classe técnica de Bueno foi desmontando as peças que ainda restavam da defensiva contrária. Apesar de Osvaldo ainda ter falhado mais dois golos “cantados”, os últimos minutos trouxeram ainda o regresso de André André à casa que o viu nascer como futebolista. Um regresso culminado com um golo de belo efeito – mais um esta época do médio português – após excelente lance de Imbula.

Vitória justa mas que peca por escassa numa noite onde, apesar das segundas linhas, o FC Porto mostrou estofo e respeito por um adversário que mostrou bons pormenores. Ainda assim, apuramento natural para a 4.ª eliminatória, numa competição onde o FC Porto pode e deve chegar muito longe. E isto porque, Taça que é Taça, tem de ser sempre a prova rainha.

A Figura:

Tello – O extremo espanhol aproveitou da melhor maneira a oportunidade que Lopetegui lhe deu. É certo que nem sempre decidiu bem, mas a velocidade que imprimiu aos lances, aliado ao golo, fazem com que Tello tenha de ser nomeado como figura do jogo.

O Fora-de-Jogo:

Osvaldo – A nomeação não tem que ver com a exibição do italo-argentino. Aliás, o esforço que mostrou em Varzim mostraram um jogador que pede mais minutos a Lopetegui. Ainda assim, esse pedido viria com carimbo se Osvaldo tivesse cumprido da melhor forma a sua obrigação em marcar golos. Osvaldo teve três golos feitos para fazer e a verdade é que em termos de eficácia foi uma completa nulidade. Um aspeto a rever em próximos jogos.

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