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Com cada vez menos margem de manobra, o FC Porto enfrente a primeira de duas difíceis deslocações que este campeonato tem para oferecer. Em Trás os Montes mora a equipa sensação da I Liga. Superiormente montado, no início da época, por Jorge Simão e, não menos bem orientado, posteriormente, por Ricardo Soares, o Desportivo de Chaves é um dos melhores projetos emergentes do panorama nacional e um dos (poucos!) bons cartões de visita que ainda temos para mostrar ao mundo.

Atualmente, os flavienses ocupam o 8º lugar e chegaram ainda a sonhar com o ingresso na Liga Europa (esse objetivo ainda não é inalcançável, mas exigiria uma combinação de resultados muito incomum nas quatro jornadas que faltam). Na Taça de Portugal, o trajeto foi brilhante e alvo dos mais variados elogios. Depois de eliminar FC Porto e Sporting, a passagem à final esbarrou nas mãos do guardião vimaranense, quando já vencia por 3-1, após uma derrota de 2-0 na primeira mão.

Esta é, portanto, uma equipa diferente das demais. Uma equipa que se preocupa sempre em jogar futebol, ao invés de procurar todas as manhas sôfregas de alcançar um pontinho, aqui ou ali. Uma equipa que se servirá do encurtamento entre setores aquando do momento defensivo para, quando tiver bola, lançar mortíferos contra ataques, procurando aproveitar as costas de Felipe e Marcano, bem como a subida no terreno dos laterais Maxi e Telles.

É preciso deixar tudo em campo Fonte: FC Porto
É preciso deixar tudo em campo
Fonte: FC Porto

Será, então, interessante perceber de que forma o FC Porto vai transportar para o campo as palavras de Maxi Pereira esta semana, que dava conta da vontade da equipa mostrar a revolta que sente em relação ao momento atual. A hipótese de ter Brahimi também parece ser uma miragem. Por outro lado, ressalve-se o regresso de Corona a um onze que suspira por um desequilibrador. Danilo parece já carta fora do baralho e, se neste caso a equipa perde em temos de recuperação, acaba por ganhar num aspeto que lhe tem faltado nos últimos jogos: a circulação rápida da bola. Com Rúben Neves, o FC Porto aumenta, também, a sua capacidade de alvejar a baliza de meia distância. Iniciar o jogo com Otávio do lado esquerdo e optar por um esquema em 4x1x3x2, que tem dado os melhores resultados, seria, na minha opinião, a melhor escolha. Caberia depois a NES decidir de quem prescindir, se de Óliver ou André André.

Muitas são as interrogações neste momento. O contexto não é propriamente favorável, mas a única coisa que há a fazer neste momento é conquistar os doze pontos que faltam. Amanhã, entramos em campo já sabedores do resultado do rival. Que bom seria se pudéssemos iniciar o jogo com uma motivação extra…

Foto de Capa: FC Porto

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