O mercado parece ter aquecido finalmente para os lados do dragão, após as confirmações de Zaidu e Taremi como reforços para Sérgio Conceição, a iminente contratação de Evanílson ao Fluminense e a saída de Fábio Silva para Inglaterra, agora é a vez de Vitor Ferreira seguir os passos de tantos outros jogadores lusos para o Wolverhampton FC, orientado por Nuno Espírito Santo.

Os moldes negociais estão acertados entre ambas direções, ou seja, com os ingleses a receber o talentoso médio por empréstimo, com uma opção de compra obrigatória a cumprir na próxima época num valor de 20 milhões de euros. Desta forma, o emblema sensação da Premier League deixa 60 milhões de euros nos cofres dos azuis e brancos, que assim já tem em posse uma grande fatia do bolo orçamental que tem de cumprir, este verão.

Objetivamente, olhando para o negócio em si, parece ter parecer positivo o trabalho desenvolvido pela direção portista e pelo super-agente Jorge Mendes, já que a possibilidade receber 20 milhões de euros por um jovem com meia época de equipa principal é satisfatório. Contundo, analisando subjetivamente o mesmo, atendendo à qualidade e ao potencial do jogador, já fazem pairar mais dúvidas no ar. Visto que Vitor Ferreira ou “Vitinha”, como é conhecido no meio futebolístico, apresenta características que fazem adivinhar um futuro promissor para o internacional sub-21 por Portugal. Pois, é um centro campista com irreverência, não tendo medo de assumir as despesas da partida, tem passe, tem visão de jogo, bem como uma boa chegada à área contrária, isto é, um atleta que todas as equipas apreciam ter no seu plantel. É certo que tem pouco tempo a atuar no futebol ao mais alto nível, porém foi mais do que suficiente para reconhecer a sua competência.

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Assim, após ter chegado à equipa A em janeiro de 2020, tendo Sérgio Conceição afirmado que o jovem seria o reforço daquela janela de mercado, passado 9 meses, o jovem dragão irá agora para Inglaterra, numa mudança que se prevê ficar concluída, assim que Vitor Ferreira chegue dos desafios internacionais com a seleção sub-21 de Portugal. Perante todos os dados apresentados, fica a perceção que a sua saída é algo precoce e que os portistas ganhariam mais em manter o médio criativo nas suas fileiras por mais umas épocas, tanto a nível desportivo como financeiro.