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Vitória FC 0-5 FC Porto: Mão cheia devolve liderança

Joana Libertador · 3 min

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Cabeçalho Futebol NacionalO Vitória recebeu esta noite o FC Porto no Bonfim, numa partida a contar para 14ª jornada da Primeira Liga. Os sadinos apresentaram um onze bastante diferente, relativamente ao do jogo frente ao Vitória de Guimarães.

Os primeiros dez minutos da partida pertenceram claramente à equipa da casa que entrou muito bem e, inclusive, teve a primeira oportunidade de golo do jogo logo aos três minutos, por parte de Edinho. Depois  dessa fase inicial o FC Porto começou a crescer e aos 12 minutos Marega poderia ter feito o primeiro dos azuis e brancos, mas Cristiano, que brilhou durante toda a primeira parte, negou o golo ao avançado.

Já aos 30′ a equipa visitante poderia ter feito o primeiro golo, mas o guarda-redes do Vitória, enorme, negou o canto direto de Alex Telles e cedeu novo canto ao Porto. Desse canto surgiu, depois de muitas ameaças, o primeiro golo da partida. Aboubakar marca de cabeça, depois de canto batido pela esquerda, num lance muito contestado pelos homens do Vitória. Foram necessários somente mais dez minutos para os dragões chegarem novamente ao golo, desta vez por parte de Marega, depois de defesa de Cristiano e uma bola ao poste, o esférico vai direto aos pés do avançado que não perdoa.

O Vitória ainda tentou avançar no terreno, mas, ainda antes do final da primeira parte, Vasco Fernandes fez falta na área e o juiz da partida, depois de recorrer ao vídeo-árbitro assinalou grande penalidade. Cristiano ainda se atirou para o lado certo, mas Aboubakar não falhou e bisou na partida.

A figura da segunda parte foi, claramente, a tempestade Ana, que trouxe ainda mais vento e chuva. Sem as melhores condições, os dragões regressaram do intervalo bastante superiores ao Vitória, que só conseguiu criar perigo aos 60 minutos por parte de João Teixeira. Nove minutos depois Aboubakar fez o hat-trick, deixando assim, o FC Porto a vencer por quatro bola a zero. Os esforços dos sadinos de pouco valeram e só Nuno Pinto voltou a criar perigo a José Sá, com um canto batido diretamente à baliza.

Aos 82 minutos, Marega isolou-se, esperou que Cristiano saia da baliza, e cara a cara com o guardião do Vitória, fez o quinto golo dos dragões e o seu segundo na partida.

Assim mesmo o jogo terminaria, com os dragões a fazer prevalecer a sua qualidade e raça, regressando à liderança, depois de uma vitória de mão cheia em Setúbal.


A FIGURA

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Aboubakar – O costa marfinense marcou três dos cinco golos do FC Porto esta noite e foi, sem dúvida o jogador mais influente da equipa. Nota especial a Cristiano que, apesar dos três golos sofridos na primeira parte, foi enorme.

O FORA DE JOGO

Fonte: Vitória FC
Fonte: Vitória FC

Vasco Fernandes – O central fez um penalti e esteve muito apagado no jogo.

CONFERÊNCIA BNR

BnR – Pergunto-lhe, primeiramente se a sua expulsão pode ter tido influencia no resto do jogo. Depois, pergunto como se motiva uma equipa que está a passar um mau momento como este

José Couceiro – Isso eu não sei. É possível. Eu não devo ser expulso. Sendo eu o líder da equipa não posso ser expulso. Tenho de assumir essa responsabilidade. Acho excessivo, protestei, na altura já não estava a protestar, mas não vou fazer juízos de valor. Teve influência? Teve. Foi decisivo? Não. Como é que se motiva a equipa? Ganhando jogos. Como é que se ganha jogos? A equipa tem de inverter este circulo. A equipa tem qualidade e potencial para fazer melhor. Muitos dos nossos reforços estão cá dentro, estão já no clube. Não tiveram no seu melhor até este momento, tivemos muitos problemas, inclusive físicos. Penso que as melhorias vão chegar e a equipa tem de acreditar que tem potencial. Em relação ao jogo, o João Amaral, que andou com muitos problemas, hoje já andou mais perto daquilo que é realmente o João. Hoje foi o primeiro jogo do César, e ele esteve razoavelmente bem. Há aqui muitas situações, mas temos de trabalhar e inverter-las. Há jogadores que preciso de proteger, em determinados momentos, há outros que não vou conseguir proteger assim tão bem, mas faz parte do processo. Estamos a dois pontos da linha d’água, podíamos e merecíamos estar a 8 pontos da liga d’água, não pelo que fizemos nos últimos dois jogos, mas por tudo o resto. Na tempestade também se cresce e nós vamos ter de crescer nesta pressão.

artigo revisto por: Ana Ferreira

Joana Libertador

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