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Onze do Vitória SC: Douglas, Bruno Gaspar, Pedro Henrique, Josué Sá, Ghislain Konan, Bernard Mensah, Bongani Zungu, Guillermo Celis, Rafael Martins, Paolo Hurtado e Raphinha.

Onze do FC Porto: Iker Casillas, Maxi Pereira, Iván Marcano, Felipe, Alex Telles, Danilo Pereira, Héctor Herrera, André André, André Silva, Soares e Yacine Brahimi.

Tratava-se de um jogo decisivo para o FC Porto, um teste à capacidade da equipa em aguentar a pressão. No entanto, o jogo a meio da próxima semana para a Liga dos Campeões também o é e isso ditou alguma rotação no onze de Nuno Espírito Santo. Estranhamente não houve Layún nas laterais, embora suspeite que isso teve que ver com o facto de NES ver este quarteto como a componente mais fundamental do bom momento do FC Porto. A verdade é que se houve uma constante nesta época foi a boa performance defensiva do FC Porto, algo que surpreendeu muitos, inclusive a mim próprio. Outra variável também pode explicar as alterações no onze: o desejo pela posse de bola e pelo controlo do meio-campo, algo que no ultimo jogo faltou e custou aos dragões um golo. No Vitória, destaque para a presença de Celis, jogador emprestado pelo SL Benfica, no onze inicial.

Nos primeiros cinco minutos vimos um Vitória a querer atacar e dominar e até mais forte que o Porto. Algo contrário ao que seria de esperar com o reforço que NES fez ao meio-campo. Logo de inicio ficaram patentes as dificuldades que o FC Porto ia sentir ao longo do jogo e, excetuando um remate de Maxi Pereira, os azuis-e-brancos falharam mesmo em ameaçar a baliza de Douglas nos primeiros vinte minutos. O que ficava patente é que NES havia sacrificado demasiada capacidade de construção para ganhar um pouco de capacidade de recuperação. Além do mais a equipa era incapaz de beneficiar do acréscimo de poder de recuperação por via da ausência da capacidade de construir em meio-campo ofensivo. No entanto, numa jogada em que o FCP subiu muito as linhas, conseguiu circular, colocou a bola em Telles que brilhantemente se liberta do seu oponente, cruza para André Silva que amortece para a pequena área, onde aparece Soares que mata o nulo. NES encontrou mesmo a matreirice e o veneno no universo dos seus desenhos e está a passar isso para a equipa. Isso ou Soares era a cobra que lhe faltava. O tempo dirá. Entretanto, o que interessa é só uma coisa: este dragão é mortífero. Perto dos 45, Raphinha causou arrepios. O brasileiro dançou fora da área entre os centrais e depois rematou forte, valeu que saiu ao lado porque Casillas estava batido.

Os primeiros minutos da segunda parte foram essencialmente o espelho da primeira: Vitória com mais capacidade para ter a bola e o FC Porto a tentar recuperar rápido e apanhar os vimaranenses desequilibrados. Porém com o passar dos minutos foi ficando claro que os dragões tinham mais espaço para o contra-ataque fruto da procura mais intensa do golo por parte dos homens de Pedro Martins. Aos 52 minutos, o VSC ameaçou mesmo a baliza de Casillas através de um cruzamento para a área. Aos 54 e aos 55 minutos, duas iniciativas em contra-ataque do FC Porto, mas falhou o acerto no momento do ultimo passe.  Aos 57, não falhou, pois, o cruzamento de Telles foi ótimo, mas foi excecional Pedro Henrique no corte. Afinal o brasileiro é indiscutível para Pedro Martins e um dos treze totalistas da liga inteira. Era um jogo cada vez mais partido como exemplificaram as jogadas de ataque e contra-ataque imediato do minuto 59. Aos 61, Bernard pontapeou André André e viu um amarelo que podia e devia ter sido um vermelho. A verdade é que apesar de o FCP ter ficado mais perigoso no contra-ataque, também o Vitória causava mais calafrios aos dragões. Aos 64 minutos vimos as primeiras mexidas, Corona por Silva e Sturgeon por Bernard. Com as alterações, NES transforma o seu 4-4-2 num 4-3-3 com Corona na direita. Aos 69, o FCP fez uma boa jogada de envolvimento e insistência, mas faltou o remate. Minutos antes também Felipe falhou o remate num lance de bola parada, algo pouco habitual para o brasileiro. Aos 73, Douglas fez uma excelente defesa na sequência de um remate acrobático de Danilo após o canto e impediu o golo. Aos 75, Soares fez um grande passe em profundidade para Jota que recebeu bem, mas rematou mal e falhou o golo da tranquilidade. Diogo Jota, que tinha entrado para o lugar de Brahimi aos 74, tentou novamente três minutos mais tarde, mas dessa vez o remate saiu ao lado. Dessa vez foi Herrera a fazer um passe magistral. Estava mais confortável e perigoso o FCP no 4-3-3. NES iria esgotar as substituições ao minuto 82, fazendo entrar Óliver para o lugar de André André. Aos 85 minutos, Jota não falhou e deu a tranquilidade pela qual NES ansiava.  Telles intercetou uma reposição de Douglas, lançou o jovem português em profundidade e dessa vez o remate deste só parou nas redes. Fez-lhe bem o banco.

Quando o apito final soou ficava uma ideia muito clara: os homens de Pedro Martins dominaram em muitos aspetos o jogo, mas a capacidade venenosa que o FCP teve ao capitalizar nas poucas oportunidades que teve fizeram a diferença. Além disso o Vitória falhou muito no capitulo do remate e do último passe.

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