Após várias épocas sob a tutela de Alex Telles, a ala esquerda do FC Porto pertence, agora, ao nigeriano Zaidu, que chegou ao Dragão proveniente do CD Santa Clara, com a hercúlea tarefa de fazer esquecer o seu antecessor. Uma tarefa nada fácil, diga-se de passagem, visto que Telles marcou uma era na sua passagem por Portugal.

Deste modo, logo após a saída do internacional brasileiro, Zaidu foi lançado por Sérgio Conceição para a titularidade, dado que era a principal alternativa e única de origem para o lugar. Porém, o jovem nigeriano não parece ter ficado intimidado com o desafio e pode-se dizer que as primeiras impressões foram positivas, já que o lado esquerdo dos azuis e brancos nunca foi um problema evidente.

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Além disso, até na Liga dos Campeões, Zaidu conseguiu deixar a sua marca, ao marcar em França, frente ao Olympique de Marselha, conseguindo desequilibrar a partida a favor da sua equipa. Pelo meio, também conseguiu faturar para a liga portuguesa e inclusive a sua primeira internacionalização para representar o seu país. Tudo parecia bem.

Zaidu
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Porém, com o avançar da temporada, as debilidades de Zaidu tem sido mais evidentes, tendo sido expressas, principalmente, na última eliminatória contra o Chelsea FC. Nesse duplo desafio, ficou patente as dificuldades técnicas e táticas que o jogador enfrentou nos 180 minutos com o emblema inglês, sendo que ficou marcado pelo erro concedido no golo de Mason Mount.

Tendo a perfeita noção que estamos a falar de alguém com 23 anos, que até há bem pouco tempo estava a competir no Campeonato de Portugal, não podemos descuidar dos seus recorrentes pontos fracos, que tem exposto a equipa ao perigo, pois Zaidu erra em demasia em ações individuais, tanto defensivas como ofensivas, apesar de conseguir colmatar muito bem a primeira com o seu poder de aceleração e velocidade.

Neste sentido, é recorrente assistir a algumas falhas no domínio de bola e, principalmente, no momento de cruzamento por parte do jogador, algo que Alex Telles era exímio nesse capítulo. Um pormenor que pode parecer pequeno, mas que no caso concreto do FC Porto não o é, já que o sistema de jogo de Sérgio Conceição proporciona em muito o apoio dos laterais e a sua subida pelos flancos, procurando sobreposições de jogadores na transição ofensiva. Mesmo nas ações defensivas, ultimamente, o futebolista tem sido facilmente ultrapassado em ações de 1 vs 1, que não são tão nítidas pela capacidade de recuperação que obtém da sua velocidade.

É claro que muitas destas falhas podem ter proporções maiores, por falta de concorrência interna, já que o FC Porto, em comparação com outros anos, não tem uma alternativa válida e isso pode afetar o rendimento do atleta, que pela primeira vez da sua carreira, está a realizar um número alto de partidas oficiais.

Sendo assim, Zaidu está a ter a sua época de adaptação e de afirmação ao mesmo tempo, o que não é nada fácil e apesar das falhas apontadas pode-se considerar uma primeira temporada positiva. No entanto, para consumo interno pode chegar, mas para o nível externo já começa a escassear, como se viu. Por isso, atualmente, Zaidu seria uma ótima escolha para backup de um titular, mas para indiscutível de uma equipa como para o FC Porto parece nítido que precisa de continuar a crescer e de uma alternativa que o permita atingir todo o seu potencial.

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