Uma pantera de duas caras (e ainda bem para ela)

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Esta partida foi um atestado à importância equivalente de marcar e de não sofrer para alcançar uma vitória num encontro de futebol. Na primeira parte, o Boavista fez tudo para marcar (e fê-lo por duas vezes) e na segunda fez tudo para não sofrer (sofreu um golo, mas não permitiu mais do que isso e arrecadou a vitória).

Nas últimas partidas, os axadrezados haviam mostrado alguma dificuldade em ambos os parâmetros: na jornada anterior, por exemplo, tinham ficado a zeros não apenas nos golos, mas também nos remates, e em praticamente todas as partidas concedem golos. Nesta receção ao Estoril Praia de Vasco Seabra, a eficácia ofensiva esteve presente e, apesar do golo sofrido (em casa, para a Liga, foi sempre assim para as panteras esta temporada), defensivamente a equipa esteve a um dos seus melhores níveis.

O jogo acabou por ter duas caras, com o domínio ofensivo dos boavisteiros da primeira parte a direcionar-se para os canarinhos no segundo tempo, mas, por vezes, é mesmo necessário saber ter duas caras e manter face com qualquer uma delas. O Boavista soube fazer isso mesmo nesta partida, o que não só é aceitável, como até é desejável para uma equipa que batalha pela manutenção. Há que saber marcar e há que saber sofrer (ou não sofrer, melhor escrevendo).

Apesar de ser algo associado à hipocrisia, ter duas caras é importante no futebol e, ainda para mais sendo altura de Carnaval, ninguém leva a mal.

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BnR: O Boavista desbloqueou o jogo com um golo de canto, continuando a mostrar ser esta uma das mais-valias da equipa, que tem um dos melhores registos da Liga nos golos de canto. É mais preponderante este momento do jogo depois, por exemplo, do jogo anterior em que não houve remates à baliza?

Ricardo Paiva: Eu acho que é extremamente redutor reduzir uma primeira parte a um lance de canto. Nós fizemos uma primeira parte excelente e o golo de canto ter vindo primeiro do que o outro é indiferente.

Outras declarações:

“Foi uma primeira parte extremamente bem jogada da nossa parte”.

“O golo do Estoril causou-nos alguma intranquilidade”.

“Os jogadores que entraram em campo na segunda parte entraram muito bem”.

O Bozenik tem a importância que os próprios números dizem”.

“A lesão do Seba Peréz não me parece nada preocupante, amanhã vai ser avaliado”.

“Os nossos adeptos foram incríveis nos momentos em que tivemos de saber sofrer”.

BnR: A sua equipa voltou a sofrer golo de canto e esse continua a ser o principal calcanhar de Aquiles do Estoril Praia. É um assunto que preocupa em particular ou é algo mais secundário?

Vasco Seabra: Não, secundário não é. Tivemos uma evolução muito grande na bola parada desde que chegámos à equipa. Na zona onde acabamos por sofrer o golo dá-se um ressalto, uma bola dividida, e dá golo. Estamos cada vez melhores nos cantos defensivos, mas hoje infelizmente sofremos o golo. É um aspeto que temos de melhorar.

Outras declarações:

“O Basso é um jogador que conheço há muitos anos, traz liderança e capacidade defensiva”.

“Podíamos ter feito na primeira parte o que fizemos na segunda”.

“Na primeira parte estávamos mais amorfos, mais expectantes”.

“Sofremos com aquilo que não fizemos”.

“Vínhamos com a expectativa de dar continuidade ao somar pontos”.

Márcio Francisco Paiva
Márcio Francisco Paivahttp://www.bolanarede.pt
O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

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