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ÚLTIMA HORA:

Boavista FC 1-1 SC Braga: Três pontos fogem aos minhotos em cima da linha de golo

A CRÓNICA: UMA PARTE PARA CADA LADO, COM A EMOÇÃO RESERVADA PARA O FIM

Boavista FC e SC Braga voltaram a encontrar-se no Estádio do Bessa Séc. XXI na presente temporada. Os fantasmas da goleada que os axadrezados aplicaram nos minhotos ainda devem causar frequentes noites más dormidas a Carlos Carvalhal. 5-1 foi o resultado, e ditou a presença da equipa da casa na Final Four da Taça da Liga.

Mas nesta tarde fresca (como sempre, no Bessa), ambas equipas pareciam estar mais satisfeitas com uma partida calma.

Uma primeira parte quase sem oportunidades, que foi apenas desnivelada pelo penalti de Ricardo Horta. A única outra oportunidade que se digne foi do mesmo. Boa jogada bracarense mas o goleador e capitão do SC Braga não conseguiu rematar de primeira e perdeu o timing.

Minhotos com mais controlo, boavisteiros pouco ambiciosos na pressão e a falhar nas ligações ofensivas.

Mas um Boavista FC completamente diferente apareceu na segunda parte. Mais agressivo na pressão e com muito mais critério ofensivamente. Não só procurava ter mais a bola, mas também procurar movimentações ofensivas que causassem perigo à defesa do SC Braga.

O empate surge numa típica movimentação ofensiva das panteras de Petit. Musa dá-se ao apoio, Sauer recebe de frente, e Yusupha desmarca-se sem bola. O extremo finaliza depois de forma fria para o funda da baliza. Os três da frente a combinarem para animar o Bessa.

Os da casa mantiveram o controlo sobre a partida, mas as oportunidades escasseavam para ambos lados. Os últimos 15 minutos trouxeram a emoção que o jogo precisava e que os adeptos mereciam ver. E se era o Boavista FC que estava por cima, foi o SC Braga a ficar de mãos na cabeça a tentar perceber como não levaram os três pontos de volta para o Minho.

Dois contraataques, aos 79′ e 82′, que podiam muito bem ter dado golo. Se no primeiro, Medeiros tem o azar da bola embater no poste, o segundo é apenas bizarro. Saída muito mal calculada de Bracali, com Abel Ruiz a rematar com pouco ângulo. Reggie Cannon tira em cima da linha, mas chuta diretamente contra Francisco Moura. A bola ressalta em direção à baliza, mas estava Abascal para cortar novamente o golo certo.

Um empate que refletiu quem foi a melhor equipa em cada uma das partes, mas o SC Braga fica com um sabor muito amargo na boca depois das oportunidades clamorosas de golo que teve já perto do fim.

A FIGURA

Makouta
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Makouta – desde a chegada de Petit, o médio está numa forma fantástica. Na primeira parte foi forçado a ser mais contido porque Javi Garcia não oferece o necessário na primeira fase de construção, mas libertou-se na segunda com uma pressão mais efetiva a uma maior liberdade de movimentos com ela nos pés. Musa e Sauer estiveram também bem, ambos envolvidos no golo.

O FORA DE JOGO

FC Porto Boavista FC Mehdi Taremi Javi García
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Javi Garcia – o espanhol já não tem o que é preciso para um clube do nível do Boavista FC, e que joga da forma que joga. Seja a central como até agora ou a trinco como no dia, Javi não oferece nada, nem ofensiva nem defensivamente, e é um perigo para a equipa. Não admira nada que a saída de Garcia tenha sido a primeira substituição de Petit no jogo.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Petit não fez qualquer alteração em termos de esquema tática, mas foi fazendo ajustes ao longo da partida. Na primeira parte, Makouta e Javi estavam muito focados em marcar Castro e André Horta, o que libertava Al Musrati para pensar o jogo. O Boavista FC estava com dificuldades em recuperar a bola, e depois não apresentava grande critério com ela. Musa é sempre o homem procurado no ataque, avançado que é exímio no jogo em apoio frontal.

Na segunda metade, a pressão do Boavista FC subiu de intensidade, e bloqueou as saídas de jogo do SC Braga. Com bola, foi também mais paciente na procura dos espaços, e conseguiu controlar a partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bracali (4)

Reggie Cannon (6)

Jackson Porozo (6)

Rodrigo Abascal (6)

Nathan Santos (6)

Javi Garcia (3)

Makouta (7)

Hamache (5)

Gustavo Sauer (6)

Petar Musa (7)

Yusupha Njie (6)

SUBS UTILIZADOS

Sebastián Pérez (6)

Kenji Gorré (6)

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Depois do descalabro defensivo da partida da Taça da Liga, Carlos Carvalhal escolheu controlar mais o jogo, mesmo que retirando algum virtuosismo ofensivo. Tirou o criativo Iuri Medeiros para reforçar o meio-campo. Passou do habitual 3-4-3 para um 3-5-2. Quebrou o espelho com o adversário no miolo, e ganhou vantagem com isso mesmo. Musrati funcionava como pivot, com Castro e André Horta a interiores. O líbio fugia assim à pressão do duplo-pivot – mais preocupado com os interiores – e tinha tempo para pensar o jogo. Ricardo Horta e Vitinha eram os dois soltos na frente, com o capitão mais responsável por se dar aos apoios frontais, e o ponta-de-lança mais nos movimentos na profundidade.

Na segunda parte, maior dificuldade controlar o jogo empurrou o SC Braga para trás, e Carvalhal acabou mesmo por regressar ao 3-4-3 com Iuri em campo. Foi a partir desse ponto que os minhotos voltaram a criar oportunidades.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Tormena (5)

Paulo Oliveira (5)

David Carmo (6)

Leandro Silva (5)

Al Musrati (6)

Castro (5)

Rodrigo Gomes (5)

André Horta (6)

Ricardo Horta (6)

Vitinha (6)

SUBS UTILIZADOS

Yan Couto (6)

Iuri Medeiros (5)

Abel Ruiz (6)

Francisco Moura (5)

Diogo Leite (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Queria-lhe falar do Makouta. Na primeira parte esteve mais preso, até pela alteração tática do SC Braga, mas na segunda já estava a pressionar mais em cima, e a conduzir muito mais o jogo do Boavista FC com bola. Perguntava-lhe se foi uma das chaves para o melhorar do jogo da equipa e qual a importância de um médio com as características do Makouta.

Petit: O Musa, o Sauer e o Yusupha não tiveram muito jogo pela primeira parte, e sem jogo interior não há jogo para o Makouta. Ao intervalo fizemos ajustes, e começamos a alternar melhor entre a procura pelo jogo pelo chão e pela profundidade. Porque só consegues ter jogo interior se alternares entre essa procura. O Makouta na segunda parte conseguiu libertar-se muito mais, principalmente na esquerda para combinar com o Hamache. Mas diria que a chave para isso acontecer foi os três da frente começaram a abrir mais espaços no meio, para depois o Makouta os conseguir aproveitar.

SC Braga

BnR: Hoje fez uma alteração tática ao colocar mais um homem no meio-campo e tirar o Iuri da frente. Conseguiu controlar o jogo na primeira parte, mas os ajustes do Boavista na segunda já lhe tiraram esse controlo. Sente que esse troca no sistema acabou por ser benéfica ao jogo do Braga ou não lhe trouxe exatamente o queria?

Ricardo Soares: Acabou de dizer que nós tivemos duas oportunidades de golo claras na primeira parte e não falou de nenhuma do Boavista. O Boavista não é uma equipa que permite muitas oportunidades, mas acho que acabou por funcionar. Fizemos essas alterações para tentar confundir o adversário, para ter mais bola e acho que resultou. Depois o Boavista também é uma boa equipa e fez ajuste na segunda parte. Fizemos também algumas alterações ao nosso modo de jogar, mas tudo dentro do esperado.

O Alexandre é um jovem que estuda Ciências da Comunicação no Porto. Apaixonado por tudo o que seja desporto, encontra a sua maior obsessão no futebol. Como não tinha grande jeito para jogar, decidiu que o melhor era apostar no jornalismo desportivo. Amante incondicional de bom futebol, não tem medo de dar a sua opinião nem de ser polémico. Sendo qualidades inerentes à profissão que deseja exercer no futuro, rege-se pela imparcialidade e pelo critério jornalístico na sua escrita.

O Alexandre é um jovem que estuda Ciências da Comunicação no Porto. Apaixonado por tudo o que seja desporto, encontra a sua maior obsessão no futebol. Como não tinha grande jeito para jogar, decidiu que o melhor era apostar no jornalismo desportivo. Amante incondicional de bom futebol, não tem medo de dar a sua opinião nem de ser polémico. Sendo qualidades inerentes à profissão que deseja exercer no futuro, rege-se pela imparcialidade e pelo critério jornalístico na sua escrita.

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