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ÚLTIMA HORA:

Boavista FC 2-2 FC Vizela: Por cima das adversidades

A CRÓNICA: REVIRAVOLTA ESTEVE PERTO, HAMACHE ATIROU POR CIMA

Domingo à tarde é dia de ir à bola. O público (principalmente de Vizela) aderiu e criou-se um grande ambiente, para uma boa partida em perspetiva, no Estádio do Bessa.

O jogo começou animado, com o Vizela a dar o primeiro passo para se adiantar no marcador. Logo ao quinto minuto da partida, Cassiano fica cara a cara com o guarda-redes boavisteiro, valendo Ilori que chegou na última para cortar e evitar um golo madrugador da equipa do Vizela.

Numa altura em que era o Vizela quem procurava mais o golo, é o Boavista que fica muito perto de inaugurar o marcador. Musa, numa primeira instância, atira à barra e depois, após bicicleta de Hamache, vai mesmo colocar a bola no fundo das redes da baliza à guarda de Pedro Silva. O árbitro auxiliar levantou a bandeira, anulando por fora de jogo aquele que seria o primeiro dos boavisteiros.

Os visitantes voltaram à carga e continuavam mais ofensivos, até que à passagem do minuto 25 acontece aquele que foi o momento do primeiro tempo. Rafael Guzzo lesiona-se, numa altura em que iria acontecer um canto para a equipa vizelense. O médio internacional sub-21 é substituído por Samu, habitual titular nos vizelenses e formado no Boavista e, na sequência do canto, é mesmo Samu quem inaugura o marcador no Bessa. Nuno Moreira bate ao segundo poste e Samu aparece sozinho a cabecear para o fundo das redes. 1-0 para a equipa visitante.

Até ao fim da primeira parte, não houve sinal de mais oportunidades para qualquer um dos lados, mas o panorama do jogo continuava o mesmo, com o Vizela mais organizada e mais controladora. O segundo tempo começou muito mal para os axadrezados, quando logo no segundo minuto de jogo, Luís Santos é expulso com vermelho direto, após uma falta muito dura sobre Alex Mendez.

O Boavista reagiu bem à expulsão e, aos 56 minutos, consegue empatar a partida. Dois lances muito confusos na área do Vizela e Fábio Melo, após um recurso ao vídeo arbitro, assinalou penálti a favor dos axadrezados. Chamado à conversão, Hamache não tremeu e volta a colocar o jogo na estaca zero, ainda com muito tempo para jogar.

O Vizela voltou à carga em busca da vitória e conseguiu mesmo chegar ao dois a um no marcador. Numa excelente jogada coletiva, Rashid joga de primeira para Cassiano, que segura o defesa e, de costas para a baliza, serve Samu para o seu segundo golo no jogo, à passagem do minuto 68.

Os adeptos do Vizela ainda festejavam e já a equipa tinha perdido a vantagem no marcador. Musa, depois de um ressalto de bola, fica na cara do guarda-redes adversário e empata a partida novamente no Bessa, num jogo bastante animado e com muita qualidade.

Já em cima do minuto 101, a derradeira oportunidade. Má saída de Pedro Silva, que atropela Porozo, levando Fábio Melo a apontar para a marca dos 11 metros. Novamente chamado à marcação, Hamache tremeu e atirou para fora, fazendo as aspirações de uma vitória boavisteira passarem por cima da trave da baliza vizelense.

Resultado final, empate a duas bolas. Num grande jogo de futebol, divisão de pontos.

 

A FIGURA

Fonte: Bola na Rede

Samu – Chegar, ver e marcar. Marcou golo na primeira vez que tocou na bola. Apareceu a fazer o segundo golo, que na altura colocou a equipa a vencer. Foi competente e decisivo, num jogo especial, na casa que o formou. Destaque também para Musa e Kiko Bondoso.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Luís Santos – Entrou para o lugar de Ilori e a equipa passou a jogar de forma diferente. Pouco tempo jogou, visto que aos 48 minutos foi expulso, numa entrada imprudente. Não mostrou nada com bola e acabou marcado pela expulsão.

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista alinhou num 5-2-3, que em processo defensivo se transformava num 5-4-1, com os extremos a acompanharem os laterais contrários. A equipa axadrezada tentou ligar o seu jogo principalmente pelos médios e com Petar Musa a ser a principal referência ofensiva, conseguindo segurar o jogo e jogar de costas para a baliza.

A partir da expulsão a equipa boavisteira jogou em 4-2-3, com Makouta e Perez a tomarem conta do meio-campo. Hamache e Gorré tiveram mais compromisso defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bracali (6)

Porozo (7)

Ilori (5)

Filipe Ferreira (5)

Hamache (7)

Abascal (5)

Seba Perez (6)

Makouta (7)

Nathan (6)

Gorré (6)

Musa (8)

SUBS UTILIZADOS

Luís Santos (4)

De Santis (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O Vizela apresentou-se no 4-3-3 habitual, com Mendéz com mais liberdade do que Guzzo e Claudemir no meio-campo. Kiko e Nuno Moreira jogaram nos corredores, no apoio a Cassiano.

Numa primeira fase de construção, o Vizela primou por sair apoiado pelos centrais, com os laterais não muito projetados a serem solução. Nenhum dos médios fazia uma linha de 3 para sair a jogar, mas ambos os médios mais recuados apareciam numa fase posterior a dar linha de passe, quer aos centrais, quer aos laterais.

Num segundo momento, o Vizela tentou servir Cassiano na profundidade ou encontrar um dos homens da frente entre linhas, que sempre que foram encontrados em zonas interiores tiveram espaço para se virar para o jogo e fazer mossa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Silva (4)

Anderson (5)

Aidara (6)

Julião (6)

Ofori (6)

Claudemir (6)

Guzzo (6)

Mendez (7)

Kiko (8)

Nuno Moreira (7)

Cassiano (8)

SUBS UTILIZADOS

Samu (9)

Zohi (5)

Rashid (6)

Schetine (5)

Kiki (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BOAVISTA FC

BnR: Diria que por poucas vezes se sentiu o Boavista a jogar com menos um jogador. Podemos dizer que este jogo mostra a resiliência deste grupo, que não se vergou no meio destas adversidades e mostrou muita entreajuda durante toda a segunda parte?

Petit: Sim, desde que chegamos há dois meses temos imposto esta identidade no grupo e temos um grupo muito unido. Jogamos à Boavista e estou muito orgulhoso deste grupo. Claro que há frustração de não conseguirmos vencer o jogo, mas demos uma boa resposta e gostei da nossa atitude.

 

FC VIZELA

BnR: Num jogo que parecia controlado, a equipa acabou por vacilar em momentos cruciais e poderia até ter perdido o jogo no último lance. Qual é o sentimento com que saí deste jogo, que foi bem jogado, mas o resultado final acabou por não ser o mais favorável?     

Álvaro Pacheco: Saio daqui com uma azia do carago. Fomos incompetentes para manter o jogo controlado e não saímos daqui com os três pontos como deveria ter acontecido. Saio chateado, porque não conseguimos vencer, mas orgulhoso pois fizemos mais um grande jogo e é mais um ponto na nossa caminhada.

O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

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FC PORTO vs CD TONDELA