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A CRÓNICA: O REAPARECIMENTO DO FAMALICÃO

As portas do Estádio de S. Miguel voltaram a abrir para o duelo entre CD Santa Clara e o FC Famalicão, para a 9ª. Jornada da Primeira Liga. Apesar de ser uma partida importante para as motivações são distintas. Por um lado a equipa açoriana procura a reafirmação no campeonato, após a mudança de treinador, por outro a equipa do Norte procura os três pontos para servir de bomba de oxigénio uma vez que se encontram no fundo da tabela classificativa. Espera-se um jogo bem disputado e intenso.

Soa o apito inicial e rolava a bola. Temos um Famalicão a tentar sair mas o Santa Clara aproveitaria o espaço para criar as linhas de passe e chegar até à baliza de Júnior, mas a pecar na falta de finalização. A facilidade que a equipa açoriana encontrava entre as linhas de passe, viria a comprovar-se logo aos 8 minutos de jogo quando, através de um passe de Lincoln, Allano fica 1 para 1 com o guarda redes mas acaba por rematar por cima da baliza perdendo, assim, uma oportunidade de ouro. Outra oportunidade viria aos 20 minutos de partida mas a bola teima em não entrar e bate na trave.

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Ainda assim, o Santa Clara continuaria a manter-se por cima na partida, com um Famalicão a não conseguir se destacar e aparecer na partida acabando por perder a bola muitas vezes. Na reta final da primeira parte, a equipa de Ivo Vieira, tentava aproveitar mais as oportunidades e acabaria por quebrar um pouco a superioridade dos bravos açorianos. Acabaria por conseguir o que parecia impossível, aos 44 minutos, através dum canto, Banza marcaria de cabeça deixando Marco Pereira sem reação e a sua equipa em vantagem.

A Segunda parte trouxe um Famalicão com mais velocidade e agressividade. Uma falta de Tassano, contra Marcos Paulo, acabaria por ver cartão vermelho e, por consequência, acabaria expulso, aos 51 minutos. O Famalicão aproveita o momento e faz o segundo golo da partida através de Banza, que bisa, ao marcar penálti.

Após a expulsão a intensidade da partida diminuiu e acabou por ficar muito dividido e sem grandes oportunidades e algo faltoso, acabando por causar muitas paragens e quebrando o ritmo. Se pensávamos que ia ficar por aí estávamos enganados. Algumas faltas e obrigaram o árbitro a expulsar vários membros das duas equipas entre eles: Júlio Romão e Banza.

Um final de jogo algo caricato, com alguma confusão à mistura e reduzido a 19 jogadores, dá o oxigénio necessário ao Famalicão para subir mais um pouco na tabela classificativa.

 

A FIGURA

Banza – Do céu ao inferno. O Avançado gaulês facturou bisou, novamente, no campeonato e foi o mais inconformado sua equipa na frente de ataque. A expulsão foi uma mancha numa exibição (quase) imaculada.

  

O FORA DE JOGO

 

Fonte: CD Santa Clara

Ricardinho – O criativo português tem pormenores de craque. Tem magia nas botas e parecia estar embalado para uma boa exibição, depois dos primeiros minutos de jogo. Acabaria por se eclipsar da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

 

O CD Santa Clara alinhou-se num esquema tático de 4-2-1-3. Uma linha de quatro clássica com Rafa e Mansur a procurarem oferecer profundidade no jogo ofensivo. Morita e Anderson a atual no miolo do terreno com o japonês a ter maior liberdade de movimentos e o brasileiro mais fixo na posição de médio defensivo.

Na frente, Nuno Campos optou por uma frente de ataque bastante móvel, em constante mutação posicional. Jean Patric assumiu o lugar de homem mais adiantado da equipa, deambulando pelas alas e trocando com Ricardinho e Allano.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (5)

Rafael Ramos (4)

João Afonso (3)

Mansur (6)

Allano (4)

Anderson Carvalho (Júlio Romão 74’) (4)

Lincoln (Keyta 74’) (5)

Tassano (4)

Morita (4)

Jean Patric (Cryzan 68’) (3)

Ricardinho (Boateng 54’) (4)

 

SUBS UTILIZADOS 

Cryzan (Jean Patric 68’) (2)

Boateng (Ricardinho 54’) (2)

Keyta (Lincoln 74’) (3)

Julio Romão (Anderson Carvalho 74’) (3)

  

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

O Famalicão alinho-se com o esquema tático 4-2-3-1. Tal como a equipa da casa, a equipa de Vila nova de Famalicão fez alinhar uma defensiva alicerçada num esquema de quatro clássico. Diogo Figueiras deu maior profundidade ao jogo, enquanto que Marin, lateral espanhol, fixou-se na posição.

No miolo do terreno defensivo, Pickel e Pêpê Rodrigues. O suíço procurou trazer equilíbrio posicional ao jogo, apoiando a defesa em organização defensiva. Pêpê assumiu uma posição fundamental na fase de construção do jogo da sua equipa.

Heribertoe Marcos Paulo atiraram pelas alas, procurando diagonais para o coração da pequena área. Atrás do ponta de lança jogou Ivan Jaime, criativo da equipa e na frente surgiu o possante Banza.

  

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Júnior (5)

Alex Nascimento (Riccieli 66’) (4)

Adrián Marín (3)

Pickel (4)

Marcos Paulo (Bruno Rodrigues 71’) (3)

Iván Jaime ( Herman de La Fuente 90+1’)(4)

Banza (5)

Penetra (3)

Pêpê (3)

Figueiras (3)

Heri (David Tavares 73’) (4)

 

SUBS UTILIZADOS 

Riccieli (Alex Nascimento 66’) (3)

Bruno Rodrigues (Marcos Paulo 71’) (3)

David Tavares (Heriberto 73’) (3)

Herman de La Fuente (Ivan Jaime 90+1’)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

CD SANTA CLARA

BnR: Após esta derrota, como encara esta partida do CD Santa Clara?

Nuno Campos: Há dois jogos distintos no próprio jogo. Tivemos 35 minutos muito bons. As ideias novas que temos ja se começaram a ver. Se marcássemos na primeira parte, o jogo iria ser diferente e ia mexer emocionalmente com o Famalicão. No entanto, tivemos iniciativa do jogo mesmo com menos jogadores. A expulsão e o segundo golo causaram um grande impacto. Tio entanto, os jogadores tiveram um bom empenho, estamos tristes pelo resultado mas estamos a construir algo pelo futuro.

FC FAMALICÃO

BnR: Segunda parte o Famalicão entrou diferente, mais agressivo o que mudou ao intervalo para motivar a sua equipa?

Ivo Vieira: Aproveitamos a vantagem que conseguimos com a situação de bola parada antes do intervalo. Tivemos de ter muita concentração no jogo. O CD Santa Clara é uma equipa com capacidades muito boas, é uma equipa que tende em crescer e é um adversário difícil. Os jogadores tinham de ter a alma em campo. E tivemos como objetivo procurar segundo golo, ser consistentes na segunda parte.

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