Anúncio Publicitário

A CRÓNICA: CASTORES APROVEITAM OFERTAS VERDE-RUBRAS

No jogo que dá o pontapé de saída da Jornada 15 da Liga, CS Marítimo e o FC Paços de Ferreira subiram ao relvado do Estádio do Marítimo, no Funchal, com intuito de disputar um jogo, à priori, equilibrado, tendo em conta o bom momento de ambas as formações, que de resto como referiu Pepa na conferência de antevisão, “são duas equipas que estão a respirar confiança e saúde.”

Assim, foi a equipa sensação do campeonato português que se aproximou pela primeira vez da baliza do adversário, mas sem grande perigo. No entanto, esse duplo ataque do Paços de Ferreira fez com que o Marítimo quisesse assumir as despesas da partida, construindo diversas jogadas de qualidade ao longo do período inicial.

Anúncio Publicitário

Contudo, a turma dos castores contra a corrente de jogo fez o golo inaugural por intermédio de Bruno Costa, num lance que causou alguma dúbia na área verde-rubra ao qual os homens de amarelo e verde reclamaram mão de Lucas Áfrico, acabando a segunda bola por sobrar para o número 10 pacense.

Ter mais posse de bola nem sempre quer dizer estar na frente do marcador, e era precisamente isso que vinha a acontecer durante a primeira parte do jogo entre Marítimo e Paços de Ferreira, com a formação da ´capital do móvel´ a capitalizar muito melhor as oportunidades criadas pelo seu ´arsenal´ ofensivo.

Até final da primeira metade, nota para uma perdida incrível do francês Rafik Guitane à boca da baliza de Jordi Martins e ainda, uma bola ao ferro da baliza à guarda do iraniano Amir.

Na segunda metade do encontro, os castores entraram com tudo e através de uma dádiva, de um presente de Amir Abedzadeh (influenciado pela pouca visibilidade causada pelo sol) Luiz Carlos fez o segundo dos pacenses, aos 48 minutos, sendo este um duro revés nas aspirações da equipa orientada por Milton Mendes. Todavia, enganasse quem pensar que o CS Marítimo baixou os braços na procura por um golo que lhe valesse minimizar os estragos, até porque o técnico brasileiro dos madeirenses mexeu por três vezes no sistema da equipa, antes da hora de jogo, resultado numa avalanche ofensiva do ´leão do Almirante Reis´.

Não obstante, procurar só o golo e não o marcar, não chega. E, com isto, o Paços de Ferreira aproveitou para se chegar à frente e estabelecer o 0-3 final, aos 85´, através do sul-africano Luther Singh, numa jogada em que Amir ainda defendeu um primeiro remate da formação pacense, porém na recarga não foi capaz de o fazer novamente.

Para a história do jogo fica a maior percentagem de posse de bola do CS Marítimo, 56% contra os 44% dos homens do Paços de Ferreira. No entanto, os condados de Pepa foram em tudo mais eficazes e mais oportunistas e sempre que chegaram à baliza ´verde-rubra´ tentaram gerar estragos.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luiz Carlos – O veterano dos castores continua a dar cartas no meio-campo pacense. Sempre muito atento às movimentações dos colegas, esteve em muitos duelos na zona intermédia do campo e contribuiu com um golo e uma assistência.

 

O FORA DE JOGO

Defesa do CS Marítimo – Fizeram uma boa primeira parte, demonstrando organização, concentração e agressividade no ataque à bola. No entanto, na segunda metade adormeceram completamente, Zainadine acabou por sair (já depois de estar a jogar a 6), e a defensiva verde-rubra descambou de maneira horrenda. A passividade e a forma macia como abordaram os lances de ataque do Paços resultaram em dois golos para os castores, sendo que cada jogada ofensiva dos homens da capital do móvel, a defesa maritimista fez lembrar uma gelatina.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Como já vem sendo hábito, o técnico Milton Mendes utilizou um sistema de três centrais, com dois jogadores abertos nas laterais, os brasileiros Claúdio Winck e Marcelo Hermes, com fortes funções ambíguas. Um duplo pivot, sendo que hoje Jean Irmer não foi capaz de dar o seu contributo devido a suspensão, optando Milton Mendes por Bambock e o madeirense Pedro Pelágio. No ataque, Rafik Guitane como número ´10´ e Joel Tagueu, apoiado pelo angolano Milson, completavam o sistema 3-4-1-2 escalado pelo treinador brasileiro do Marítimo. Ao intervalo, entraram Correa e Alipour para o lugar de Pelágio e Milson. O sistema de jogo mudou para um 4-4-2, com o duplo pivot a ser composto por Zainadine e Bambock. Rafik na ala direita, Correa na esquerda e Alipour e Joel na frente.

Quanto ao estilo de jogo praticado, o Marítimo decidiu utilizar uma saída de bola pela zona intermédia do terreno, pelos pés do francês Bambock, que muitas vezes deu a Rafik Guitane a iniciativa de construir jogo a partir de trás, que muitas vezes esticou a bola para os flancos do ataque maritimista. Defensivamente, os ´leões da Madeira´ estabeleceu uma defesa subida e agressiva, no entanto, adormeceram na segunda parte do encontro e a passividade foi puro demais evidente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (4)

Cláudio Winck (5)

Zainadine  (4)

Lucas Áfrico (5)

Leo Andrade (5)

Marcelo Hermes (6)

Bambock (6)

Pedro Pelágio (5)

Rafik Guitane (5)

Milson (5)

Joel Tagueu (5)

SUBS UTILIZADOS

Jorge Correa (3)

Alipour (5)

Rúben Macedo (4)

Edgar Costa (-)

Marcelo Marques (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Pedro Filipe, mais conhecido como Pepa, veio à Madeira com o objetivo de alcançar a vitória e por isso, tentou não mexer na equipa que vem sendo titular nos últimos jogos e os tem vencido. Num sistema tático em 4-3-3, com uma defesa composta por: Fernando Fonseca à direita, o capitão Marco Baixinho e Maracás ao centro, e o recém-chegado Pedro Rebocho como lateral esquerdo, na sua estreia a titular. Como médio defensivo, o luso-canadiano, que tem dado muito que falar, Stephen Eustáquio, tocando ao veterano Luiz Carlos a função de médio de ligação, sendo que a Bruno Costa lhe cabia o papel de organizador. Nas ´asas´ do ataque, João Amaral e Hélder Ferreira ficaram encarregues pelos desequilíbrios pelos flancos, ficando o possante avançado brasileiro Douglas Tanque com o posto de matador.

O Paços apresentou-se no Funchal sem iniciativa de jogo, na primeira metade do jogo, no entanto, a sua construção de jogo foi sempre feita pelos pés do luso-canadiano Stephen Eustáquio, apoiado por Luiz Carlos. Quando assim não era, a opção era o jogo direto para os homens do ataque pacense, sendo Douglas Tanque o alvo preferencial dos lançadores castores. Ao nível defensivo, os ´castores´ foram uma equipa organizada e conservadora, com os seus laterais a controlarem bem a profundidade dada aos alas do Marítimo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (6)

Fernando Fonseca (5)

Marco Baixinho (5)

Maracás (5)

Pedro Rebocho (7)

Stephen Eustáquio (6)

Luiz Carlos (7)

Bruno Costa (7)

João Amaral (5)

Hélder Ferreira (4)

Douglas Tanque (5)

SUBS UTILIZADO

João Pedro (4)

Luther Singh (5)

Uilson Silva (3)

Mohamed Diaby (-)

Ibrahim (-)

 

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CS Marítimo

BnR: Mister, como treinador principal já estreou jogadores como Gonçalo Duarte, Johnson Owusu, Mosquera e hoje, o Marcelo Marques. Esta aposta na formação é para continuar?

Milton Mendes: O clube tem um processo de formação muito bom. Os jogadores são bons e o clube dá oportunidade para eles. Ainda por cima neste momento que o (Rodrigo) Pinho está de fora, optamos por dar uma oportunidade ao Marcelo, que é um menino da base do clube e tem potencial. Achamos que poderia dar alguma coisa a mais e colocamos-lho sem problema nenhum. Este é um projeto do clube, o clube gasta milhões com isso, então temos de colocar a mão nisso também.”

FC Paços de Ferreira

BnR: Mister, é o quarto jogo consecutivo que a sua equipa não sofre golos. O equilíbrio defensivo foi fulcral para sair daqui com uma vitória?

Pepa: É fulcral neste jogo e em todos. Uma equipa tem de saber também não ter a bola. Tem de saber sofrer. O Marítimo é uma equipa que vem de um momento muito bom. O Marítimo tem estado muito bem e hoje também esteve muito bem, até uma determinada altura do jogo, porque criou-nos dificuldades. É complicado anular a largura que o Marítimo tem no jogo, com os dois laterais muito subidos, dois pontas e um médio ofensivo, entre linhas. E temos que ser uma equipa muito organizada e solidária, acima de tudo, porque há momentos que na própria zona, o mesmo jogador tem que controlar, tem de fazer passe atrasado, sair a jogar outra vez. Mais isso também, é algo que valorizamos e trabalhamos muito, e a equipa dentro de campo não se desorganiza em termos táticos ou em termos emocionais, porque sabe que há momentos do jogo que não temos bola. E quando não temos bola, temos que estar concentrados e isso tem-se refletido. Para mim, é surreal estar a quatro jogos sem sofrer golos. Dá muito trabalho, mas procuramos sempre isso, porque sabemos que não sofrendo estamos mais perto de vencer.

 

Anúncio Publicitário

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome