Uma equipa à espera de atingir um enorme potencial | GD Estoril Praia 2-2 FC Vizela

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O Estoril empatou com o Vizela e estendeu para quatro o número de jogos sem vencer, tendo nesta altura quatro pontos em seis jornadas. No entanto, ao ver a exibição dos canarinhos frente aos minhotos, fica claro de que esta é uma equipa que, com algum desenvolvimento e minimização de erros, pode chegar muito mais longe.

Com 12 golos apontados, este é o melhor ataque do Estoril nas últimas 10 épocas, nesta fase do campeonato, e frente ao Vizela a produção ofensiva foi imensa.

Alinhando, com bola, num sistema tático de 3-2-5, Rafik Guitane e João Marques jogavam por dentro, entre o corredor central e lateral, no apoio ao ponta-de-lança, Cassiano, enquanto que os alas – Rodrigo Gomes e Tiago Araújo – estavam colados à linha lateral, esticando a defesa do Vizela.

Rodrigo Gomes (sobretudo) teve várias incursões perigosas nas quais só pecou na tomada de decisão. Já Guitane e Marques foram essenciais, tendo o primeiro marcado e o segundo assistido. Os dois jogadores conseguiam encontrar muitos espaços, recuando um pouco no terreno para, com bola, encararem a defesa de frente. O português também se destacou pelas suas movimentações, aparecendo em diferentes zonas do terreno e confundindo as marcações adversárias.

A dupla de médios composta por Holsgrove e Mateus Fernandes também cumpriu com o seu papel com bola. O primeiro circulou-a muito bem e raramente falhou um passe, e o jogador emprestado pelo Sporting, atuando como um box-to-box, encantou com bons pormenores técnicos e com a sua capacidade de progredir com bola.

O Estoril fez dois golos, mas podiam ter sido mais, tal como já ocorrera na derrota com o Gil Vicente (5-3). É uma equipa bem trabalhada a nível tático, mas que peca na conversão de oportunidades.

Depois, na tentativa de atingir a tão desejada coesão defensiva (já são 15 golos sofridos no campeonato), Álvaro Pacheco mudou de guarda-redes (Marcelo Carné tomou o lugar de Dani Figueira) e de sistema tático, alinhando com três centrais de início (Bernardo Vital, Pedro Álvaro e Erick Cabaco) pela primeira vez na época.

A verdade é que a equipa deu muitos poucos espaços ao Vizela. Sem bola, jogava em 5-4-1 e estava muito compacta. Os vizelenses só conseguiram assustar em jogadas pelas alas porque, no corredor central, o Estoril não concedeu hipóteses. Na conferência de imprensa pós-jogo (para ver em baixo), Álvaro Pacheco confirmou, de resto, que esta será uma aposta para manter nos duelos seguintes.

A equipa acaba por sofrer, primeiro, numa jogada que surge na ala (excelente passe de Lacava para Essende) e no último lance do jogo, já para lá dos 10 minutos de descontos.

Segundo diferentes órgãos, Álvaro Pacheco pode estar de saída do Estoril, mas pouca culpa teve o treinador no empate com o Vizela. Esta é uma equipa recheada de talento e que, ao ultrapassar as dores de crescimento que tem vindo a sentir, poderá atingir resultados muito mais positivos.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BnR: Jogou pela primeira vez com um sistema com três centrais esta época, mas acabou por sofrer dois golos e não conseguir a vitória. Pergunto-lhe se essa é uma aposta que vamos ver nos próximos jogos e como é que avalia a exibição defensiva da sua equipa?

Álvaro Pacheco: Sim sem dúvida. Fizemos a alteração para três centrais e a resposta foi muito positiva. Penso que a equipa, em relação aos últimos jogos, defensivamente estivemos muito mais coesos, muito mais compactos e conseguimos controlar o jogo nesse momento. Olhando para o crescimento da equipa, a equipa necessitava dessa coesão e acho que isso foi conseguido. O nosso desafio era criarmos uma dinâmica em que fôssemos capazes de melhorar defensivamente e não perdermos aquilo que é a nossa grande arma, a nossa grande chama, que é com bola, a capacidade de criar oportunidades e fazer golo. Penso que foi conseguido.

Infelizmente, na minha opinião e por aquilo que foi produzido pelas duas equipas, o Estoril merecia ganhar claramente por aquilo que fez. Com bola, na primeira parte. conseguimos acelerar o jogo, tanto por fora como por dentro, tivemos um jogo posicional fantástico, muitas oportunidades de golo. Na segunda parte, melhorámos o nosso jogo posicional, principalmente os nossos médios, tivemos uma capacidade de circulação de posse, de criar oportunidades, tivemos oportunidades para marcar ou o 2-0 ou o 3-1, que nos daria maior tranquilidade.

Esse golo não apareceu e o Vizela começou a adotar um jogo muito mais direto e empurrou-nos mais para trás, isso foi mais um bocado consentido da nossa parte, mas mesmo assim o Vizela não criou oportunidades de golo. Foi feliz numa bola parada no último lance, em que nos faltou ali um pormenorzinho.

Com aquilo que a minha equipa produziu, merecia claramente os três pontos. Para acabar, defensivamente acho que vai ser por aqui o caminho, nesta fase, porque isto vai-lhes dar maior tranquilidade para nós conseguirmos depois ir crescendo e se calhar voltar, daqui a algum tempo, à linha de quatro.

BnR: Durante o jogo, o Estoril chegou mais vezes à área do Vizela e também rematou mais – pergunto-lhe se o facto de o Estoril jogar com três centrais pela primeira vez nesta época o surpreendeu e se condicionou a vossa abordagem ao jogo?

Pablo Villar: Nós estivemos a trabalhar com o sistema que o [Álvaro] Pacheco utilizava, mas durante a semana a nossa equipa técnica conseguiu informações de que ele podia alterar para três centrais. Então, ou confirmávamos quando tivéssemos os onze iniciais e a partir daí ajustávamos os detalhes, era normal que eles mudassem porque vinham de três derrotas seguidas, inclusive até trocaram de guarda-redes, à procura de coisas diferentes. Na primeira parte sofremos devido aos nossos erros, especialmente com bola, mas depois ajustámos bem e com o trabalho dos jogadores conseguimos somar um ponto.

Afonso Viana Santos
Afonso Viana Santoshttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto faz parte da sua vida. Adora as táticas envolvidas no futebol europeu e americano e também é apaixonado por wrestling.

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