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SC Braga

Estoril Praia SAD 0-0 SC Braga: “Canarinhos” e “Guerreiros” não saem do nulo

A CRÓNICA: BALANÇA EQUILIBRADA EM CONSTANTE TROCA DE LADOS

Para encerrar a 30ª jornada da Liga Portuguesa, o Estoril-Praia SAD e o SC Braga defrontaram-se no Estádio António Coimbra da Mota, vivendo momentos completamente opostos. Enquanto que os canarinhos perdiam há três jogos, os guerreiros do Minho ganhavam há três e ainda estavam invictos frente ao Estoril há sete partidas. Depois de um domingo de páscoa, era para manter a “tradição” ou quebrar a corrente?

A equipa bracarense entrou melhor na partida com mais presença no último terço e uma pressão que dificultava a saída de bola canarinha. Porém, à medida que o tempo passava, a partida equilibrava-se cada vez mais com um Braga a perder cavalagem e um Estoril a começar a sentir-se em casa. Tanto que a balança descaiu para o seu lado e foram os mesmos quem criaram as melhores oportunidades de perigo no primeiro tempo, não obstante um bom cabeceamento de Al Musrati.

Na segunda parte, o SC Braga procurou assumir as rédeas da partida. Tinham mais bola, mas sofriam na construção ofensiva. A verdade é que, apesar de estarem empatados, o Estoril estava a ganhar estrategicamente e o Braga não conseguia contrariar. Os guerreiros ainda dispuseram de algumas oportunidades para marcar, mas pecaram na finalização e por isso, a partida acabou empatada a zero no Estádio António Coimbra da Mota.

 

A FIGURA

Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Matheus (SC Braga) – Esteve muito competente a proteger a baliza nortenha, registando seis defesas (quatro dentro de área) fora outras boas intervenções. Evitou assim males piores para o SC Braga.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Siva / Bola na Rede

Francisco Moura (SC Braga) – Não foi uma noite positiva para o número 74. Tanto ofensiva como defensivamente, muito pouco ajudou (zero passes-chave, cruzamentos e bolas longas; zero alívios, interceções e desarmes). Além disso, falhou uma grande oportunidade num jogo em que o Braga precisava do golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL-PRAIA SAD

Na receção ao SC Braga, Bruno Pinheiro não alterou o seu habitual sistema tático: 4-2-3-1, mas deixou no banco um frequente titular – Francisco Geraldes. A defender, variavam entre o 5-4-1 e 5-3-2 com Arthur Gomes e Jordi Mboula, por vezes, a subirem terrenos. Inicialmente, apresentaram constrangimentos na saída de bola face à pressão bracarense, mas acabariam por se conseguir libertar. Além disso, a estratégia defensiva do Estoril pode ter passado pela proteção do jogo interior com vários homens a fechar o espaço entre-linhas. Ofensivamente, procuravam sair em transições rápidas com poucos toques, apostando na verticalidade e/ou bolas longas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Figueira (6)

Joãozinho (6)

Nahuel Ferraresi (7)

Bernardo Vital (7)

David Bruno (6)

Loreintz Rosier (6)

João Gamboa (7)

André Franco (7)

Arthur Gomes (7)

Leonardo Ruiz (6)

Jordi Mboula (6)

SUBS UTILIZADOS

Rui Fonte (5)

Francisco Geraldes (5)

Bruno Lourenço (5)

Ryotaro Meshino (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Taticamente, a equipa de Carlos Carvalhal organizou-se em dois sistemas: 3-4-3 (com bola) e em 4-4-2 (sem bola). No início da partida, aplicaram uma forte pressão à primeira fase de construção canarinha, provocando-lhes dificuldades a sair a jogar. Jogando em ataque posicional, notou-se uma preferência ofensiva pelos corredores laterais (sobretudo o flanco esquerdo de Yan Couto na primeira parte), talvez pela estratégia do Estoril de salvaguardar o jogo interior.

No segundo tempo, a equipa nortenha demonstrou dificuldades na última fase de construção ofensiva, não conseguindo desbloquear a defensiva do Estoril. Na ponta final, o problema incidiu-se mais na finalização.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus Magalhães (8)

Diogo Leite (5)

David Carmo (7)

Vítor Tormena (7)

Francisco Moura (4)

André Horta (7)

Al Musrati (6)

Yan Couto (6)

Miguel Falé (6)

Abel Ruiz (6)

Ricardo Horta (7)

SUBS UTILIZADOS

Edu (-)

Fabiano (5)

Jean-Baptiste Gorby (6)

Kobamelo Kodisang (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Estoril-Praia SAD

BnR: O Estoril defendeu maioritariamente em 5-4-1, de forma a proteger o jogo interior, limitando a construção ofensiva do Braga. Ofensivamente, ainda conseguiram chegar com grande perigo à baliza adversária, sobretudo por transições rápidas e verticais com poucos toques. Foi esta a estratégia que procurou aplicar para este jogo?

Bruno Pinheiro: Mais ou menos. Preferia ter jogado em 5-2-3 com os extremos muito mais perto dos centrais. Mas talvez é uma das razões pelas quais até conseguimos manter a baliza a zeros. Para que não conseguíssemos pressionar, era baixar os jogadores de corredor lateral, porque baixava muitos jogadores para dar linhas de passe. Por outro lado, tem uma vantagem para quem defende. Tem menos jogadores a atacar na sua baliza e poderá ter sido por aí.

 

SC Braga

BnR: No início da partida, aplicou uma forte pressão que condicionou bem a saída de bola adversária, mas o Estoril acabou por se conseguir libertar. Na segunda parte, o Braga continuou com mais bola, mas apresentou algumas dificuldades na construção ofensiva e na finalização, já na ponta final. Acha que falhou algo na estratégia do Braga?

Carlos Carvalhal: Na segunda parte, retificámos alguns aspetos, avançamos com maior frequência e acho que o Estoril teve ainda mais dificuldades para sair de trás a jogar. Relativamente ao processo ofensivo, considero muito difícil jogar contra uma equipa que joga com uma linha de cinco, porque falta os espaços e o que é preciso é não perder a paciência e circular bola. Acho que fizemos isso e criámos oportunidades. E é difícil criar oportunidades contra uma equipa organizada que se posicionava muito bem defensivamente. Aconselha-se fazer aquilo que fizemos. O que teria de ser diferente era meter uma daquelas bolas lá dentro para o jogo mudar completamente. Assim, o Estoril teria de correr riscos e jogar com uma postura diferente, o que daria uma maior vivacidade e intensidade à partida.

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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