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A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE EXÍMIA DO GIL VICENTE FC NÃO CHEGOU PARA ARRECADAR PONTOS

O Gil Vicente voltou a casa e teve o Sporting CP como convidado para mais um encontro da Liga Portuguesa. O Estádio Cidade de Barcelos recebeu mais uma partida sendo esta relacionada com a 18ª jornada do campeonato português.

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Os leões entraram em jogo com a motivação de poder aumentar a sua vantagem pontual para o segundo lugar, ocupado, até então, pelo FC Porto. No que concerne aos gilistas, a vontade era de prolongar e criar uma série de vitórias (vindo de uma série negativa, o Gil Vicente venceu o Boavista no último encontro que disputaram). Com um Sporting CP que privilegia o jogar em posse e um Gil Vicente que possui uma defesa bastante compacta e que aposta nas transições ofensivas rápidas e juntando a chuva que se fazia sentir em Barcelos (alterando o estado do relvado), previa-se um jogo bastante exigente em termos físicos.

O Sporting CP pareceu algo descaracterizado e passivo em campo, ao contrário do técnico Rúben Amorim, que não se continha no banco. A passividade que os leões apresentaram no minutos iniciais permitiu algumas oportunidades de bastante perigo criadas pelo Gil Vicente. A primeira grande ocasião gilista teve lugar aos 26 minutos, após uma má jogada de João Palhinha, onde Baraye podia ter inaugurado o marcador, mas não conseguiu visar a baliza de Adán, que estava praticamente descoberta à sua frente.

Mesmo com um Gil Vicente FC a defender de forma compacta e bastante fechada (como o previsto), e um Sporting CP com algumas dificuldades em construir jogo, a resposta ao lance de Baraye surgiu nos minutos seguintes, com um lance, também ele, poderia ter inaugurado o marcador não fosse “à queima roupa” de Denis.

O nervosismo leonino aparente levou mesmo à inauguração do marcador por parte do Gil Vicente: Fujimoto surgiu nas costas de Samuel Lino, fez com que os defesas do Sporting CP saíssem de posição e aproveitou um cruzamento teleguiado de Baraye para marcar o primeiro golo da partida. Aos 37 minutos, o marcador apresentava 1-0 a favor da equipa da casa.

Ao intervalo, Rúben Amorim fez duas alterações na equipa e mostrou realmente que estava inconformado com o resultado. A nível de jogo, as substituições aparentaram ter resultado pois, desde esse momento, viu-se um Sporting CP muito mais aguerrido e perigoso na partida.

Enquanto que, na primeira parte, o Gil Vicente comprometeu bastantes vezes a construção de jogo da equipa verde e branca, na segunda parte viu-se um Sporting CP a encostar os gilistas à parede, dada a quantidade de tempo que os leões passavam na área da equipa de Ricardo Soares.

A pressão do Sporting CP, ao longo da segunda parte, nas transições ofensivas que “chove, chove, chove e é trovoada” e os leões tiveram golo abençoado. Aos 84 minutos, à entrada da área, Sebastián Coates rematou para igualar o marcador no Estádio Cidade de Barcelos. A verdade é que, depois de uma reviravolta na atitude dos jogadores, depois do intervalo, o golo leonino acabou por ser bastante merecido.

Para além do cântico tradicional da chuva e da trovoada, um outro ditado foi criado, desta feita, no futebol português que se aplicou de forma exímia aos 91 minutos do encontro: “Canto? É golo do Coates”. No seguimento de um canto e no momento exato em que caiu um relâmpago sob o Estádio Cidade Barcelos, Sebastián Coates voltou a marcar e, desta vez, a fazer a reviravolta no marcador.

Nada mais se jogou no encontro. O árbitro Nuno Almeida soou o apito final duma partida onde o Sporting CP conseguiu efetuar a reviravolta no marcador em apenas cinco minutos, e saiu do Estádio Cidade de Barcelos com três pontos na bagagem.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sebastián Coates – Uma performance fantástica do central do Sporting CP, principalmente na segunda parte. Foi o homem que consumou inteiramente a reviravolta no marcador e quem deu a vitória aos leões.

 

O FORA DE JOGO

Luís Neto agarrou a titularidade e tem mostrado, ao longo da presente época, garra, espírito de sacrifício e devoção
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Nervosismo do Sporting CP na primeira parte – A equipa de Alvalade, apesar de, na sua plenitude, ser uma equipa jovem, é também bastante competente e com algumas provas dadas. No entanto, não entraram da melhor forma no encontro. A passividade e também a dificuldade em construir jogo criaram bastante nervosismo no Sporting CP, algo que acabou por ser colmatado na segunda parte do encontro.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Para o encontro frente ao Sporting CP, Ricardo Soares alterou o esquema tático no qual costuma colocar os seus jogadores e, desta vez, optou por um 5-2-3. Denis continuou na baliza, enquanto a linha defensiva acabou composta por cinco jogadores. Talocha foi adaptado a central e ocupou essa zona com Rodrigo e Ruben Fernandes. Henrique Gomes e Joel Pereira continuaram nas suas posições habituais como laterais. Esta linha defensiva acabou por dificultar bastante a construção de ocasiões de perigo por parte do Sporting CP, dado a estar muito bem posicionada e também bastante compacta (como o previsto).

O meio-campo, que costuma ser bastante preenchido, passou a ser ocupado apenas por Lucas Mineiro e Claude Gonçalves, ambos com a função de distribuir jogo para Baraye e Fujimoto. O homem alvo da equipa de Barcelos foi Samuel Lino, um avançado bastante posicional. Apesar dessa característica, os companheiros de setor eram móveis o suficiente para conseguir destabilizar a defesa sportinguista.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (7)

Talocha (7)

Rúben Fernandes (6)

Rodrigo (6)

Joel Pereira (6)

Henrique Gomes (6)

Lucas Mineiro (6)

Baraye (7)

Claude Gonçalves (7)

Fujimoto (7)

Samuel Lino (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Lourency (6)

Paulinho (6)

Pedrinho (6)

Bouba (-)

João Afonso (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Para a deslocação ao Estádio Cidade de Barcelos, Rúben Amorim montou o seu onze à base de um 3-4-3, esquema tático a que já costuma recorrer. Adán permaneceu na baliza, com uma linha defensiva composto pelos já habituais Sebastian Coates e Feddal, a par de Luís Neto (que voltou a ser opção após estar suspenso). O corredor direito voltou a ficar a cargo de Pedro Porro, enquanto que, no corredor esquerdo, Antunes voltou a assumir, dadas as limitações físicas de Nuno Mendes.

No setor do meio-campo, João Palhinha voltou a ser titular e com a função de distribuir jogo, durante a sua construção, principalmente entrelinhas. O outro ocupante deste setor foi Matheus Nunes que voltou a render João Mário, dado este se encontrar indisponível por lesão. Pedro “Pote” Gonçalves e Nuno Santos voltaram a ser os homens de apoio a Paulinho.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (6)

Zouhair Feddal (5)

Sebastián Coates (9)

Luís Neto (4)

Antunes (4)

Pedro Gonçalves (7)

João Palhinha (5)

Matheus Nunes (5)

Pedro Porro (7)

Nuno Santos (8)

Paulinho (6)

 

SUBS UTILIZADOS 

Tiago Tomás (7)

Gonçalo Inácio (6)

Daniel Bragança (7)

Matheus Reis (6)

João Mário (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Gil Vicente FC

BnR: Mencionando maioritariamente a exibição na primeira parte e apesar do desfecho, considera que este jogo foi um dos jogos mais bem disputados pelo Gil Vicente esta época?

Ricardo Soares: Temos um conjunto de ferramentas que nos permite observar com grande assertividade os nossos adversários. É perceptível que tentamos combater a profundidade do Sporting. Na primeira parte, fomos melhores. Conseguimos fechar as linhas ao Sporting. Queria jogar pelo meio, não podiam porque estávamos a fechar. Queriam atacar na profundidade e não podiam porque, ou a bola acabava num dos meus defesas ou no Denis. Na segunda parte, a frescura física do Sporting prevaleceu. É inequívoco. Fizemos cinco jogos em 13 dias e o cansaço foi determinante. Mas os meus jogadores foram uns heróis e acredito que devíamos ter somado pontos.

 

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao técnico do Sporting CP, Rúben Amorim.

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