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Moreirense FC 0-1 Portimonense SC: Boa Morte dá vida aos algarvios

A CRÓNICA: VITÓRIA ALGARVIA NUM JOGO MUITO POBRE

Em duelo entre duas equipas em momentos de forma muito diferentes, o Moreirense FC recebeu os algarvios do Portimonense SC, oitavo classificado do campeonato português. Os cónegos, 19º da tabela classificativa, apresentaram-se neste jogo com uma cara nova no comando técnico da equipa, sendo que Lito Vidigal sucedeu a João Henriques no leme da equipa minhota.

O jogo mostrou-se pouco animado desde início, com as duas equipas muito apáticas. Muitas paragens, muitas faltas e pouco futebol, foi o retrato de uma primeira meia hora de jogo onde o único sinal de perigo a uma baliza foi um remate de Carlinhos, a meia distância, a que Kewin respondeu com uma defesa fácil. Yan foi substituído por Walterson à passagem do minuto 12, por causa de uma lesão muscular.

Quando parecia que o jogo só podia melhorar, os restantes 15 minutos do tempo regulamentar foram mais do mesmo, com o jogo a não ter sequência e em paragens constantes. As melhores oportunidades do primeiro tempo surgem já em período de descontos. Primeiro, depois de um canto ofensivo do Portimonense, contra-ataque dos cónegos, com superioridade numérica, que culmina com um remate de Paulinho a passar muito perto da baliza defendida por Samuel. Depois, canto para o Moreirense, Samuel larga a bola, deixando Filipe Soares com a baliza aberta para desviar de cabeça. Felizmente para os algarvios, apareceu Pedrão, que com um corte acrobático tirou em cima da linha de golo.

A segunda parte começou com mais ritmo e mais bem jogada do que a primeira, mas não tardou a entrar no mesmo registo. João Pinheiro apitou muitas vezes e a partida parecia não conseguir ter fio de jogo absolutamente nenhum.

Novamente como no primeiro tempo, tivemos de esperar pelo final para vermos as melhores oportunidades. À passagem do minuto 80, jogada pela esquerda do ataque algarvio, a bola vai ter Fali, que coloca em Aponza e este esbarra a bola contra o guarda redes Kewin. Na resposta, o Moreirense podia ter chegado ao golo por Fábio Pacheco, que com um remate muito forte de fora da área, causou perigo à baliza à guarda de Samuel Portugal.

Já muito perto do final, aos 87 minutos, chega ao golo o Portimonense. Passe em profundidade que sai desviado em Paulinho, deixa Aylton Boa Morte solto do lado direito e este acelerou e rematou para o primeiro, ainda a meias com um defesa do Moreirense, em quem desvia a bola antes de beijar a baliza dos cónegos.

O Portimonense chega assim aos 23 pontos, ficando a um da Europa, enquanto o Moreirense continua penúltimo, com mais um ponto que o último Belenenses SAD.

 

A FIGURA

Pedrão  – Podia ser Aylton, pelo golo marcado, mas Pedrão tem imperial ao longo de todo o encontro. Mostrou qualidade com e sem bola, sendo uma das peças mais importantes da primeira fase de construção do Portimonense. Evitou em cima do intervalo um golo cantado da equipa da casa.

 

O FORA DE JOGO

Filipe Soares – Muito abaixo do filipe Soares que vimos na época passada. Pouco interventivo e a assumir pouco o jogo. Com a qualidade que tem, jogar só o que o jogo lhe der não chega.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Na estreia de Lito Vidigal, o Moreirense alinhou num 4-3-3, com Fábio Pacheco como médio mais recuado e Camará e Filipe Soares à sua frente. Yan começou aberto no corredor direito e Pires no esquerdo, mas acabou por trocar com a entrada de Walterson.

Em processo defensivo, Filipe Soares juntou-se a André Luís e defenderam em 4-4-2, com uma linha de pressão baixa que apenas começava a pressionar realmente a equipa adversária à chegada do seu meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kewin (5)

Paulinho (5)

Pablo (5)

Steven (4)

Conté (5)

Fábio Pacheco (5)

Camará (6)

Filipe Soares (5)

Yan (-)

Pires (5)

André Luis (4)

SUBS UTILIZADOS

Walterson (5)

Rafael Martins (5)

Franco (5)

Derick (-)

Mané (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense organizou-se em 3-4-3, com algumas variantes à mistura, fruto das caraterísticas dos seus jogadores. Angulo foi opção à esquerda em detrimento de Fali, o que muda logo a forma como a equipa ataca, pois, o ala esquerdo passa a ser um jogador de pé direito. Nakajima sempre muito por dentro, transformando o esquema num 3-5-2.

Optaram por uma pressão alta, não deixando o Moreirense sair pelos seus centrais, com Fabricio e Aylton altos a condicionar o adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (6)

Possignolo (5)

Willyan (5)

Pedrão (7)

Moufi (6)

Angulo (5)

Pedro Sá (5)

Carlinhos (6)

Nakajima (4)

Fabricio (5)

Boa Morte (7)

SUBS UTILIZADOS

Lucas (5)

Fali Candé (6)

Aponza (5)

Imbula (5)

Anderson (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

Bola na Rede: A equipa do Moreirense defendeu bem e mostrou-se muito sólida nesse capítulo, negando quase durante todo o jogo situações de perigo ao adversário. O que tira de positivo, apesar da derrota?

Lito Vidigal: Destacar aquilo que disseste, jogamos contra uma equipa boa e eles respeitaram-nos. Tivemos bem defensivamente mas também ofensivamente. Chegamos ao ataque mas não tivemos bem na decisão final, mas destacar a entrega e a vontade de ganhar.

 

Portimonense SC

Bola na Rede: No final do jogo, aquando da entrega do prémio de melhor em campo ao Pedrão, os jogadores que ainda estavam em campo foram felicitá-lo e até tiraram a foto com ele. Acha que este momento é mesmo a personificação do que é o plantel do Moreirense.

Paulo Sérgio: As vitórias ajudam muito mas é certo que temos um bom grupo e eles dão-se muito bem. O grupo é forte e as vitórias vão ajudando a ficar ainda mais forte. Não reparei nessa situação, mas fico muito agradado que o tenham feito, não há prémios individuais sem o coletivo. Hoje foi o Pedrão, a semana passada foi o Nakajima e se continuarmos a trabalhar serão muitos mais.

O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

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