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ÚLTIMA HORA:

Moreirense FC 2-0 CD Tondela: Quando Derek ativa o modo submarino…

A CRÓNICA: RECONSTITUIÇÃO HISTÓRICA DO NAUFRÁGIO DE DOIS AFLITOS

15:26 – Algures no Oceano Atlântico, com água a abraçar tudo o que possa apresentar qualquer tipo de forma (portanto, um objeto, um ser vivo ou um ser humano) e com vigilância inexistente e paradeiro indecifrável, apresentam-se 22 seres humanos com os respetivos dados biográficos. Ao que tudo indica, parece tratar-se de um naufrágio comum em terras lusitanas com data marcada para os meses de abril e maio. Várias instâncias noticiosas estão ocupadas com o acontecimento e surgirão novas informações assim que for possível.

15:30 – Início da primeira parte do naufrágio.

15:59 – A primeira oportunidade de conseguir ascender à superfície e observar a paisagem pertenceu à formação cónega, quando Derek ficou a centímetros do golo após cruzamento oriundo dos pés de Frimpong.

16:03 – De acordo com novas informações, Mirallas conduziu uma estratégia desde o fundo marítimo e enviou um passe de longa distância para Derek Lacerda: na resposta, e após entrada na grande área do CD Tondela, driblou dois jogadores, mas disparou ao lado da baliza de Trigueira.

16:10 – Derek simbolizava, num resgate marítimo, a corda que permitia o alavancar da pessoa em perigo: Frimpong, na ala esquerda, lançou o extremo na profundidade; o camisola 27 do Moreirense FC realizou a diagonal para o centro do terreno e desferiu um remate seco e rasteiro, e o guarda-redes forasteiro não foi hábil a amarrar o esférico. Na recarga, Rafael Martins foi mais forte e sentenciou a jogada. 1-0!

16:17 – Confirma-se o talismã Derek Lacerda: numa combinação com Franco, o extremo brasileiro nadou por entre dois adversários, aproximou-se da linha de fundo e assistiu Kevin Mirallas. O belga golpeou o CD Tondela pela segunda vez e contribuiu, ainda mais, para o coma da equipa da região de Viseu. 2-0!

16:19 – Intervalo. A emissão regressa daqui a 15 minutos.

16:34 – Início da segunda parte do naufrágio.

16:44 – As pessoas pertencentes ao navio do CD Tondela conseguem penetrar a área do Moreirense FC pela primeira vez: Daniel Dos Anjos foi o primeiro a acordar do coma, puxou Artur Jorge de modo a que o defesa ficasse aflito e dispôs em João Pedro. O médio atirou por cima da barra.

16:53 – A equipa do Moreirense FC parecia ter relaxado à tona. O CD Tondela, por sua vez, criou perigo por intermédio de Salvador Agra: após passe de João Pedro, o extremo fugiu à marcação de Rosic, correu em direção à baliza, mas encontrou uma formação rochosa em Matheus Pasinato.

17:00 – Controlo e gestão por parte da formação cónega: ascender à superfície somente quando necessário e realizar apenas movimentos no sentido de não ser engolido pela força da corrente aquática.

17:21 – O CD Tondela acabou por sucumbir e perdeu a oportunidade de se distanciar do breu do fundo marítimo.

 

A FIGURA

Fonte: Zito Delgado/Bola na Rede

Derek – Em Barcelos, foi uma das chaves do triunfo importante para a manutenção do Moreirense FC na primeira divisão do Futebol nacional. Hoje, diante do CD Tondela, foi o responsável por outra vitória suada e carregada de simbolismo. Apesar de, na segunda metade, não ter tido um papel de destaque igual ao da primeira, o extremo brasileiro dançou samba defronte da defesa tondelense: seguro com bola, veloz no um para um e exímio aproveitador da profundidade concedida. Derek esteve nos dois tentos apontados.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Rafael Barbosa – Padeceu do designado “dia não”. O meio-campo do Moreirense FC retirou-lhe espaço para a manobra do seu jogo e raramente permitia que o médio viesse atrás recolher o esférico. Além disto, faltou o rasgo de génio e a capacidade de decisão no último terço que teve em jogos anteriores. A desinspiração tomou conta dele.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Ricardo Sá Pinto foi fiel à convicção de todos os jogos anteriores e projetou o mesmo desenho que urdiu o triunfo defronte do Gil Vicente FC: Jefferson e (hoje) Sori Mane constituíam a dupla de médios que anexava Mirallas e Yan Matheus aquando do processo defensivo e Frimpong e Paulinho durante as situações de ataque; além disso, Franco foi destacado para jogar como médio ofensivo e dar suporte a Rafael Martins na frente de ataque.

Nos primeiros 45 minutos da partida, a equipa de Moreira de Cónegos tomou as rédeas: defensivamente, não comprometeu, acertou nas marcações individuais (Rafael Barbosa e Salvador Agra aparecem em desvantagem perante a pressão do meio-campo do Moreirense FC) e não permitiu que a equipa do CD Tondela desferisse remates perigosos à baliza de Pasinato: ofensivamente, conquistou e demonstrou a eficácia que não foi apresentada em partidas anteriores: Derek – que substituiu Yan Matheus lesionado – desempenhou o papel principal nos dois tentos apontados, através de rasgos individuais.

Na segunda metade, o Moreirense FC baixou a sua produtividade atacante face à situação de dupla vantagem no marcador e não afunilou tanto o seu jogo quanto na primeira parte pelo facto de ter recuado as suas linhas e construir a primeira linha de pressão no seu próprio meio-campo. Defensivamente, os pupilos de Sá Pinto continuaram a posicionar-se de acordo com a estratégia, apesar de passarem por uma situação que causou calafrios (o golo anulado ao CD Tondela por fora de jogo).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (7)

Frimpong (7)

Rosic (7)

Artur Jorge (7)

Paulinho (7)

Jefferson (7)

Mané (7)

Mirallas (6)

Franco (7)

Yan (1)

Rafael Martins (6)

SUBS UTILIZADOS

Derek (8)

Walterson (6)

Amador (6)

Matheus Silva (5)

Ibrahima (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Nuno Campos repetiu o sistema tático utilizado diante do Sporting CP na jornada anterior: três centrais a estabelecerem-se como muralha defensiva, Bebeto e Neto Borges ocupados das transições nos respetivos flancos, Pedro Augusto e Undabarrena como duplo pivôt e Rafael Barbosa e Salvador Agra na guarida a Daniel Dos Anjos. Note-se que, no processo defensivo, a pretensão redundava no facto de a equipa assumir a forma de um 5-3-2.

O CD Tondela, durante a primeira metade, exibiu uma postura pouco concentrada e a acusar o nervosismo. Defensivamente, o corredor direito foi sacrificado com a maior quantidade de jogadas de perigo que surtiram efeito pelo facto de Salvador Agra não compensar Bebeto aquando das perdas de bola e o posicionamento dos centrais no segundo tento cónego tem de ser alvo de estudo intensivo. Ofensivamente, uma das piores exibições da temporada: a ausência de remates e de situações passíveis de golo deve-se, em parte, à desinspiração individual, à ausência de ligação entre o miolo e o ataque e à quantidade exaustiva de jogo direto.

Nos últimos 45 minutos, a equipa do CD Tondela cresceu ofensivamente: a saída de Pedro Augusto e a entrada de João Pedro potenciou maior quantidade de investidas atacantes, ainda que sem o efeito desejado. Salvador Agra teve a oportunidade mais flagrante na segunda parte e desperdiçou-a, após a melhor triangulação desenhada de toda a partida. Defensivamente, foram corrigidos alguns pormenores, apesar de o ímpeto atacante adversário reduzir a sua atividade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trigueira (5)

Manu Hernando (5)

Alves (5)

Sagnan (5)

Bebeto (5)

Pedro Augusto (4)

Undabarrena (5)

Neto Borges (4)

Rafael Barbosa (4)

Dos Anjos (5)

Agra (6)

SUBS UTILIZADOS

João Pedro (5)

Dadashov (4)

Boselli (4)

Quaresma (4)

Matias L. (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

BnR: Boa tarde, mister! Esta é uma equipa à imagem de Sá Pinto nos tempos de futebolista?

Sá Pinto: Sempre tive uma forma diferente de estar no Futebol. É conhecida. Sempre fui muito ambicioso e sempre quis fazer o máximo onde estive. É uma equipa à minha imagem, claro. Eu tento passar a minha mensagem para os jogadores, os meus ensinamentos e aquilo que aprendi no mundo do Futebol. Naquilo que respeita à entrega e à dedicação, os jogadores excedem-se. Eles querem dar sempre mais e às vezes não conseguem. O Futebol é feito de detalhes. Ainda não conseguimos nada. Na primeira liga, em termos de qualidade individual, existem oito ou nove equipas equidistantes. Depois, o que define é a estratégia, os tais detalhes de que falo. O que interessa é que estamos a ter felicidade, que estamos a jogar bem e que estamos a tentar reverter a situação delicada.

 

CD Tondela

BnR: Com a retirada do Pedro Augusto e a entrada do João Pedro pretendia que a sua equipa tivesse mais bola e fosse mais objetiva a partir da primeira fase de construção?

Nuno Campos: Sim, teve que ver com isso. O João é um jogador menos agressivo, mas mais técnico do que o Pedro. Perdemos uma batalha, mas continuamos na guerra. Queríamos ser acutilantes na segunda metade, queríamos encostar o Moreirense FC atrás. Fizemos várias substituições nesse sentido. Tivemos um golo anulado e uma oportunidade desperdiçada na cara do Pasinato. O resultado não reflete o cômputo geral do jogo. Na guerra da manutenção. É difícil, mas não é uma guerra impossível. Quero deixar uma palavra de apreço aos adeptos porque foram uma forte ajuda. Lamento que não tenhamos conseguido dar o resultado para este jogo que eles mereciam.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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FC PORTO vs CD TONDELA