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Cabeçalho Futebol NacionalJá se sabe que os adeptos do SC Braga levam a peito o maior derby do Minho e, neste início de noite na Pedreira, receberam o grande rival de Guimarães com uma simples, mas bonita coreografia, dando destaque ao emblema do clube e pedindo aos seus jogadores para suar a camisola e honrar a história da equipa.

Foi Teixeira quem entrou com mais vontade fazer jus ao pedido das claques e com um par de acelerações colocou em desequilíbrio a defesa vitoriana. À passagem do quarto de hora de jogo, foi ele que saltou para a piscina e, em vez do pénalti, levou o justo cartão amarelo, mesmo que das bancadas brotassem alguns assobios e gritos de “Gatuno!”.

Entretanto, conseguia perceber-se o jogo tático dos dois onzes, os da casa a tentar forçar com rês em homens em linha no centro do terreno e o jogo a girar à sua volta, com o intuito de criar espaços para o aparecimento dos homens das alas, enquanto os visitantes recorriam uma espécie de losango e mostravam sempre grande preocupação com as dobras.

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Nisto, após jogada de insistência, Paulinho abriu o marcador com uma bela finalização em mergulho. Na resposta, uma má saída de Matheus numa bola parada causou calafrios, mas o empate ficaria adiado para mais tarde. Não tardaria muito, Raphinha pegou na bola e duas fintas e um remate já em ângulo difícil depois esta passava por baixo do corpo de Matheus e entrava lá para dentro.

Com os primeiros 45 minutos praticamente encerrados, Hassan voltava a colocar os Gverreiros do Minho na frente e dava um choque anímico nos Conquistadores mesmo antes do descanso.

Paulinho abriu o marcador na pedreira Fonte: FPF
Paulinho abriu o marcador na pedreira
Fonte: FPF

O Vitória reentrou descoordenado para a segunda metade e por duas vezes viu o Braga ameaçar a sua baliza e essa foi a tónica para um segundo tempo mais morto e com um jogo muito faltoso, em que o Vitória mostrava falta de frescura física, talvez pagando o início das competições europeias. O Braga ainda ameaçaria mais uma vez mesmo a acabar, mas não foi preciso mais para o estádio irromper de alegria com o apito final do árbitro.

Uma nota final para o público presente, se o elogiamos pela forma positiva como encarou a rivalidade para incentivar o onze braguista, também há que condenar o comportamento durante o jogo, já que foram desnecessários e pouco bonitos os vários cânticos ofensivos para com o rival que se fizeram ouvir.

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